Antes de se transformar em um RPG desenvolvido para consoles, Final Fantasy Resonance foi pensado como um projeto relativamente compacto, que aproveitaria materiais e sistemas já existentes de Final Fantasy Brave Exvius (FFBE). A informação foi revelada pelo produtor Keisuke Nakajima em uma entrevista publicada na edição 1968 da revista japonesa Weekly Famitsu, que também contou com a participação do diretor Kaito Furuya.
Durante a conversa, Nakajima explicou que a possibilidade de levar FFBE aos consoles já havia sido discutida quando o jogo para smartphones tinha aproximadamente dois ou três anos de operação. Entretanto, a ideia não chegou a se concretizar naquela ocasião. Algum tempo depois, o produtor recebeu um pedido para avaliar o projeto de maneira mais concreta.
A concepção inicial, situada pela revista em aproximadamente seis ou sete anos antes da entrevista, era bastante diferente do resultado atual. A proposta envolvia criar uma experiência com cenários e personagens representados por pixel art tradicional, semelhante à abordagem visual utilizada nas versões Pixel Remaster dos primeiros títulos de Final Fantasy.

Para isso, a equipe pretendia aproveitar estruturas e recursos já disponíveis de FFBE, produzindo uma versão relativamente compacta para consoles, que reuniria elementos da experiência original.
Entretanto, Nakajima começou a questionar se uma espécie de compilação da história de FFBE, apresentada com gráficos tradicionais, seria suficiente para conquistar um público mais amplo. O produtor também considerava que os próprios jogadores do título original poderiam esperar algo além de uma simples retrospectiva.
Segundo ele, FFBE ainda oferecia possibilidades que poderiam ser exploradas em um projeto maior. A oportunidade de dedicar anos ao desenvolvimento de um jogo também despertou o interesse da equipe em assumir um desafio mais ambicioso, incorporando novas ideias à proposta.
Com o crescimento do projeto e a quantidade de mudanças planejadas, chegou-se ao ponto de discutir se não seria melhor desenvolver um novo título em vez de continuar ampliando a adaptação inicialmente imaginada.
Furuya confirmou a dimensão desse trabalho, afirmando que a produção acabou exigindo um esforço comparável ao desenvolvimento de um jogo completamente novo.

A escolha de FFBE como ponto de partida também foi explicada por Nakajima. Segundo o produtor, o jogo para smartphones preservava características marcantes dos primeiros capítulos de Final Fantasy, incluindo as ilustrações de Yoshitaka Amano e a narrativa envolvendo cristais, ao mesmo tempo em que apresentava sua própria história.
Esses elementos serviram como uma base importante para a nova produção, mas a equipe não pretendia apenas reproduzir a experiência original em outra plataforma. Nakajima explicou que os desenvolvedores procuraram aproveitar os aspectos mais interessantes de FFBE enquanto trabalhavam com a mentalidade de criar um novo Final Fantasy para consoles.
O produtor também atribuiu parte da identidade do projeto ao envolvimento de profissionais que já eram fãs da franquia, incluindo integrantes da equipe com experiência no desenvolvimento de títulos anteriores de Final Fantasy.
Assim, embora Final Fantasy Resonance mantenha FFBE como base, sua produção passou a envolver mudanças substanciais nos sistemas, na apresentação e na estrutura do jogo, distanciando-se da adaptação compacta considerada inicialmente.
Final Fantasy Resonance será lançado para o Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation, Xbox e PCs em 22 de outubro de 2026.




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