Em entrevista ao Canal Coelho no Japão durante a gamescom latam 2026, Bill Van Zyll, executivo da Nintendo of America voltado à América Latina, comentou sobre os recentes reajustes nos preços de jogos da Nintendo no Brasil e explicou que a empresa segue buscando formas de tornar seus produtos mais acessíveis no país.
Questionado sobre a redução aplicada aos preços de jogos, Van Zyll afirmou que a resposta segue a mesma dada anteriormente pela companhia: a Nintendo procura oportunidades para levar seus produtos ao mercado brasileiro da forma mais acessível possível. O executivo, porém, ressaltou que há diferentes fatores envolvidos na definição de preços, incluindo câmbio, custos de componentes, transporte e impactos globais que afetam a cadeia logística.
“A resposta é a mesma de sempre. Estamos sempre buscando como trazer nossos produtos ao Brasil da forma mais acessível e econômica possível. Então, estamos sempre procurando oportunidades. Há muitas coisas se movendo agora. São tempos interessantes. Basta olhar para as manchetes globais, certo? Então, são tempos realmente interessantes. Há grandes fatores sobre os quais já falamos no passado, como câmbio, mas também há o custo dos chips, que são difíceis de encontrar e estão subindo de preço. Então, há muitos fatores diferentes em jogo, e agora, com a situação no Oriente Médio e os preços do petróleo, o efeito cascata é enorme.”
Van Zyll explicou que a Nintendo continua trabalhando com sua equipe financeira e observando a maneira como leva seus produtos ao Brasil. Segundo ele, quando a empresa encontra uma oportunidade de repassar economias ao consumidor, procura fazer isso.
Ao ser questionado se uma eventual queda do dólar poderia resultar em novas reduções de preço, o executivo disse que o câmbio é um dos fatores considerados, mas não o único. De acordo com ele, a formação de preços envolve uma combinação de elementos, especialmente no cenário global atual.
Outro ponto abordado na entrevista foi a diferença de preço entre versões físicas e digitais. Van Zyll explicou que a estratégia de preços digitais mais baixos já existia no Japão e na Europa, enquanto a região das Américas ainda não havia implementado essa abordagem. A mudança, segundo ele, veio da identificação de custos diferentes entre levar um jogo físico e um jogo digital ao mercado.
“A lógica, mais uma vez, é exatamente como mencionei: queremos ser o mais acessíveis possível. Vimos uma oportunidade por causa dos diferentes custos envolvidos no software ao levar um jogo físico a um mercado. Há o custo de logística, há o custo do jogo em si, o cartão, que não é barato, a embalagem, todo o transporte e os custos de manutenção de estoque. Há muita coisa envolvida, mantendo isso em um nível bem geral. Você não necessariamente tem todos esses custos quando se trata de um jogo digital. Então, ao olharmos para maneiras de sermos mais acessíveis e econômicos, dissemos: ‘Vamos repassar essas economias aos consumidores.’ Neste caso, não é um aumento de preço no físico, mas sim uma redução de preço no digital. Agora, nossos planos são continuar disponibilizando tanto o digital quanto o físico. O consumidor pode escolher. Há prós e contras tanto no digital quanto no físico, mas cabe ao consumidor decidir qual caminho quer seguir.”
O executivo também foi perguntado se a Nintendo segue procurando maneiras de tornar os preços mais justos. Van Zyll respondeu que a empresa está “sempre buscando maneiras”, mas lembrou que o desenvolvimento e a distribuição dos jogos também envolvem custos que precisam ser cobertos.
Segundo ele, a missão da Nintendo continua sendo alcançar mais pessoas e colocar sorrisos em seus rostos. No caso do Brasil, Van Zyll reforçou que a companhia quer atingir o maior número possível de consumidores, mas sem deixar de considerar os custos de desenvolvimento, produção e chegada dos jogos ao mercado.
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