O mais recente jogo dos caçadores de demônios mais frenéticos que existem finalmente chega com tudo ao Nintendo Switch 2!
Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition é o quinto jogo da franquia Devil May Cry da Capcom e um fato interessante é que o nascimento do seu primeiro jogo foi durante o desenvolvimento de uma sequência de outra franquia, também presente no Nintendo Switch 2, Resident Evil, mais precisamente durante o desenvolvimento do quarto jogo da franquia. Caso tenha jogado os 3 primeiros, deve ter notado uma certa semelhança em alguns aspectos da jogabilidade por esse motivo nos primeiros jogos de Devil May Cry. Porém Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition é o primeiro da sua franquia meio que a se desprender, porque apesar de usar o motor gráfico conhecido como RE engine, que não tem esse nome por conta do Resident Evil mas foi criado pela Capcom durante o desenvolvimento de outro, o 7, além de se tornar padrão na empresa deu muito mais liberdade na criação dos seus jogos permitindo que eles tivessem muito mais personalidade própria sem ter essas semelhanças técnicas mencionadas acima. Inclusive, é um recurso muito bom em compatibilidade com os consoles da Nintendo, diga-se de passagem. (E, caso você queira saber, RE vem de Reach for the Moon Engine.)

Deixando essas questões técnicas um pouco de lado, Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition retorna contando o mais recente capítulo da agência de caçadores Devil May Cry, liderada por Dante, que recebe uma nova missão de investigar uma atividade demoníaca de um novo personagem chamado V e, junto de Nero, formam os 3 protagonistas com quem jogamos e alternamos durante a campanha principal. Toda a trama acontece dentro da cidade onde está acontecendo essa atividade demoníaca, que nada mais é do que uma gigantesca árvore vinda do mundo dos demônios e que está criando raízes no local através do controle de um demônio misterioso. Nosso objetivo é, claramente, mandá-lo de volta de onde veio, mas não vai ser uma tarefa simples ou fácil.
O começo de Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition já te joga no meio da ação sem saber muito o que está acontecendo, com muita adrenalina. E mesmo já tendo jogado outra versão, jogar desde o começo sempre traz uma boa sensação de nostalgia dos jogos anteriores, com uma satisfação com a evolução da franquia em vários quesitos, como gráficos, jogabilidade e tecnologia, ainda mais se considerar o quão bom está esse port, que parece estar na mesma qualidade de uma versão para PCs. Mesmo no geral, para quem acompanha e conhece a franquia a tempos, a história seja repetitiva e previsível em alguns pontos consegue se contada de uma forma muito boa graças à sua energia de um hack slash do início ao fim cheio de ação do início ao fim, ou dizendo de uma forma mais moderna “esse jogo é farmação de aura pura”

E mesmo que você esteja chegando agora e não saiba nada, tem um filme no menu inicial que pode te contar os últimos 4 jogos, mas sempre tem a opção de jogar os anteriores, menos o 4, que ainda não tem no Nintendo Switch.
A jogabilidade de Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition, sem dúvida, é a melhor da série até o momento, com pelo menos 3 personagens controláveis na campanha principal, o que cria uma boa variedade na jogatina, te fazendo pensar em formas diferentes de matar demônios com estilo e de forma feroz. Cada um tem suas mecânicas únicas e diferentes talentos para melhorar e ainda conta com várias mecânicas ocultas que novamente remetem a várias criações da empresa, como parries e segredos ocultos, dentre outras coisas.
A variedade de jogabilidade é a maior da franquia e, com certeza, é o elemento mais divertido de Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition: vários tipos de armas, toneladas de inimigos diferentes e muitos níveis de dificuldade que vão te entreter por muito tempo, dependendo da sua habilidade nesse gênero ou se você só gosta de ficar fazendo combos e mais combos, matando demônios das mais variadas formas. Os incontáveis dias que passei jogando Bloody Palace no PC talvez agora virem noites incontáveis graças a esse port para um console portátil.

Claro que para o tipo de jogo que exige um bom tempo de resposta, a performance de Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition não desaponta no Nintendo Switch 2, mais uma vez provando que a Capcom sabe trabalhar a integração do motor gráfico com o console: os controles respondem rápido, as fases carregam em um instante, e as cinemáticas estão tão bonitas como qualquer outra versão para os consoles da nova geração, sem engasgos sem elementos surgindo do nada, tudo como deveria ser.
A trilha sonora não fica para trás e conta com várias músicas novas e outras antigas que marcaram a franquia como Devil Trigger, tema do Nero, e Devils Never Cry, tema do Dante.
Ficam aqui o agradecimento à Capcom pela oportunidade de testar esse port e o pedido para completar a franquia no console e trazer o quarto jogo.



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