Um jogo de ritmo maluco e divertido.
Rhythm Heaven Groove é o quinto jogo da franquia Rhythm Heaven que, obviamente, é um jogo de ritmo que temos que seguir o fluxo de cada estágio, ou minigames, como preferir.
A primeiro momento, jogos de ritmo não me pegam muito, mas Rhythm Heaven mexe um pouco comigo pois, apesar de não ter jogado o primeiro que era de game boy advance, joguei o segundo que me foi apresentado pelo um amigo (vamos chamá-lo de TeTe), quando cansei de todos os pokémon e Super Marios que Nintendo DS tinha pra me oferecer, procurei algo diferente e foi quando TeTe me emprestou sua cópia de Rhythm Heaven e achei bem interessante. A capa minimalista com apenas o nome do jogo realmente me faria passar batido, mas as imagens do verso com vários jogos diferentes me fez querer tentar, e essa foi uma decisão que mudou minha vida, já que serviu para me mostrar que eu não tenho ritmo. Vários dias perdidos repetindo o mesmo minigame para tentar passar com a nota mínima, demorou muito, mas consegui terminar e mesmo assim anos mais tarde não aprendi a lição e tentei o Rhythm Heaven megamix de Nintendo 3DS e posso ter ido melhor, pois não tenho nenhuma lembrança traumática como o anterior, mas lembro de ter terminado o mínimo e enfim estou aqui me sujeitando a me aventurar nessa franquia novamente dessa vez com o patrocínio da Nuuvem para fazer este texto.
Sinta o ritmo e entre no embalo
Rhythm Heaven Groove é puramente um jogo de ritmo, não tem uma história como um todo, mas cada minijogo conta sua história. Em um momento é apenas uma dona treinando seu cão para um concurso de disco, em outro, faxineiros muito bem sincronizados, um game dev testando seu jogo, uma promessa do futebol treinando embaixada ou até um germe apenas fazendo aquecimento com seus semelhantes.
Cada minigame tem seu enredo que é o objetivo principal do mesmo que pode ser desempenhado com um ou dois botões apenas, a ideia é se manter no ritmo e tentar ser o mais perfeito possível, que a primeiro momento parece simples, mas pode ser uma tarefa insana às vezes, já que além de estágio individual temos os remixes que juntam pelo menos os últimos 4 minijogos anteriores com um compasso diferente de quando estavam separados. Eles também podem aparecer do nada de várias formas, de susto ou só de relance, para te fazer vacilar e que só por isso já é bem sorrateiro do jogo para te pegar desprevenido, mas Rhythm heaven groove ainda aumenta a aposta com versões dos estágios onde não se pode errar, os perfects.

Apesar de não ser um exímio jogador de jogos de ritmo, gosto bastante da proposta de Rhythm heaven groove justamente por ele ser dividido em vários jogos, e isso ajuda bastante a se aventurar em um novo minijogo mesmo depois de receber um “ok” em minigame que parecia legal ao ver a ideia mas difícil de executar na prática, afinal se você passou ta tudo pode ficar para trás e só lembrar dele de novo em algum remix. Para mim, foi só o que bastou mas se você é do tipo que gosta de fazer 100% é aqui que começa a insanidade, porque para fazer uma fase perfeita, você precisa de sorte e habilidade já que são totalmente aleatórios os desafios para fazer perfeito, e diferente do modo normal, se você erra não tem como recomeçar uma tentativa, vai esperar aparecer de novo, que para mim um pouco demais porque acaba virando mais com necessidade de decorar a partir da repetição do que tentar seguir um ritmo, mesmo que para fins musicais seja a mesma coisa. E o que me afastou mais foi saber que os perfects tem 3 níveis de medalha, e a recompensa por isso é basicamente jogar todos no modo ” vendado”, ou seja sem visual, apenas o áudio como dica.
Rhythm heaven groove é desafiador sim, mas não fique intimidado a tentar por conta dos relatos e da minha breve história de frustração com o primeiro jogo da série. Rle é realmente divertido com a sua variedade, é o primeiro da sua série a ser mais inclusivo com leitura dos textos mesmo que apenas em inglês, e também pela primeira vez na franquia, mais dois modos de jogo novos, um multijogador com jogos coop e contra e um RPG rítmico onde você recita feitiços acertando os comandos no momento certo.
Claro que você tem que ir bem nos jogos para poder aproveitar bem esses modos extras, mas não precisa ser perfeccionista nesse caso (ainda bem).

Parte técnica
Rhythm heaven groove é um dos poucos jogos que não se prende a um estilo gráfico, apesar de boa parte dele ser algum anime 2D jogável. Ele mescla ainda com cenários e objetos 3D ou às vezes até elementos realistas; e o mais louco é que eles não se sobressaem muito, pelo contrário as vezes os detalhes são tão bonitos que parece que fizeram de um jeito pra você distrair e errar, ou também quando ambiente é bem limpo qualquer diferença te distrai. A maior confirmação disso são que vários jogos marcam o seu personagem para não ficar perdido.
A trilha sonora com certeza é o ponto principal de Rhythm heaven groove e, claro, as músicas são ótimas e algumas fases têm músicas com letras; todos os remixes têm, com autores originais embora não tenha reconhecido ninguém de cabeça.
O mais interessante é como a música e a jogabilidade se misturam. Elas não tentam trabalhar juntas mas também não competem entre si, tentando coordenar o jogador de um jeito ou de outro, a música mudando de ritmo, e a jogabilidade com elementos de áudio para dar dicas sonoras, que é o mínimo necessário se você fizer isso vendado em algum momento.
Os controles são algo difícil de definir, mesmo usando um ou dois botões, a responsividade dele fica a mais a cargo da nossa audição, e um pouco de fôlego também porque algumas fases são bem contínuas e intensas mesmo que por um minuto ou dois, e para adequar a cada equipamento e forma de jogar, o jogo conta com um sistema para ajustar a diferença de som e imagem de cada aparelho, o que realmente faz uma diferença: joguei de várias maneiras diferentes e ajuda mesmo.
No fim, Rhythm heaven groove tem até uma dificuldade bem justa mas conforme os minijogos retornam em uma forma mais difícil eles escalam um pouco demais, colocando elementos novo e um ritmo muito diferente do anterior, às vezes mais lento às vezes mais rápido e tirando dicas auditivas importantes, fazendo novamente parecer que é mais sobre decorar do que ritmo.



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