Desde o lançamento de Demon Souls, os jogos de action adventure têm usado em grande parte o novo sistema de renascimento com perca de experiência, e inovado a jogabilidade de batalhas de sua própria maneira.
Durante muito tempo, Nioh foi meu “tipo souls” favorito, com toda a técnica, dificuldade e precisão pela qual a Team Ninja é conhecida. Mas ao ser lançado Wo Long, tudo mudou. Além de trazer a história do Romance dos Três Reinos (para os gamers, mais conhecido na saga Dynasty Warriors) da antiga China, o jogo conta com a habilidade de pulo preciso como em jogos de plataforma 3D, trazendo uma nova camada de exploração no cenário, além de um sistema bem único de batalha.
Agora, três anos após o seu lançamento, o jogo finalmente chega ao Nintendo Switch 2, depois de sua sequência, Wo Long 2: Wings of Ember, ser anunciada (e que também virá para o híbrido da Nintendo).

Sistema com profundidade imprescindível
Não é fácil entender de primeira o sistema do Wo Long. Enquanto que Nioh, por exemplo, mesmo possuindo um complexo e muito bem implementado sistema de instâncias, a mecânica de batalha é fácil de compreender.
Wo Long, por outro lado, pega as tradições filosóficas antigas da China e incorpora na jogabilidade. Mas a base é a seguinte: o jogador tem um sistema de moral, que aumenta conforme derrota inimigos e diminui conforme morre e retorna para a última bandeira (uma especie de bonfire do Dark Souls). Quanto maior a moral, mais vida e menos dano o jogador recebe, e o mesmo vale para os inimigos.
As fases são compostas por inimigos com diferentes níveis de moral e, ao morrer por algum oponente, a moral dele se eleva, e você precisa derrotá-lo para conseguir seus Qui Genuínos (o que seriam as almas em Dark Souls) de volta para evoluir.
Abaixo da barra de moral e da vida, tem o sistema de espírito, que aumenta conforme o jogador ataca com golpes fracos e se esquiva na hora certa; e reduz ao usar golpes fortes, magia, técnicas de espada e, claro, ao ser acertado.

Após entender a mecânica, o jogo se torna um campo de batalha desafiador de esquiva perfeita, ataques diretos e muita precisão. O jogo também é extremamente rápido porém, diferente de Lies of P, possui uma janela de quadros maior para realizar as esquivas e defesas.
Uma épica história cheia de reviravoltas
Para quem conhece os eventos ocorridos na série Dynasty Warriors e Romance dos Três Reinos sabe o quão rica é a história da antiga China do império Han, com diversos personagens carismáticos.
No entanto, diferente de Dynasty Warriors, Wo Long tenta trazer um lado mais realista em termos gráficos e dos acontecimentos históricos (tirando a parte sobrenatural, claro), com personagens mais humanos e sombrios, saindo um pouco do escopo do herói de artes marciais chinês.

O jogo começa com A Revolta dos Turbantes Amarelos e vai até a famosa batalha de Guandu, com algumas extensões temporais com os 3 DLCs de história que, na edição de Switch 2, já vêm inclusos. O jogador cria seu próprio personagem antes de iniciar a jornada e acaba se tornando uma parte crucial do clássico Chinês que impacta os famosos eventos do clássico livro de Luo Guanzhong.
Um porte mal otimizado
Wo Long é uma obra-prima, porém, infelizmente, parece ter sido portado para o Nintendo Switch 2 de forma rápida e sem cuidados somente devido à vinda de Wo Long 2 no ano que vem que, ao que tudo indica, também virá para o híbrido da Nintendo.
O jogo possui algumas vantagens em relação à versão de Playstation 4, como por exemplo, jogar a 60 fps sem travamentos no modo performance, o que faz muita diferença nesse jogo. Mas o gráfico fica inviável nesse modo, com efeitos embaçados, serrilhamentos protuberantes e itens difíceis de enxergar no cenário.
No modo qualidade, o jogo desce para 30 quadros, porém com quedas visíveis de FPS, e mesmo assim o gráfico e a distância de renderização dos objetos são inferiores. Não é horrível e as quedas não ocorrem a todo momento, mas para um jogo desse nível técnico é necessário, no mínimo, uma taxa constante sem travamentos.

Em vez de adaptado, o jogo parece ter sido somente capado ao máximo possível para rodar liso no modo performance, e jogável no modo qualidade, ao invés de realmente ter sido otimizado para o sistema, especialmente levando em consideração que jogos como Lies of P possuem três opções gráficas, todas bonitas e com taxa de quadro satisfatória.
Não só isso, mas Wild Hearts S e Dynasty Warriors Origins, jogos da própria Tecmo, estão na plataforma e possuem ótimos gráficos e performance, rodando perfeitamente no Nintendo Switch 2.

Mesmo com todos esses contratempos, Wo Long: Fallen Dynasty Complete Edition é um ótimo jogo tipo souls, com uma história incrível e uma jogabilidade técnica sem paralelos. Se tivesse sido portado de forma mais concisa, seria um dos melhores jogos na plataforma devido ao seu valor de produção, jogabilidade concisa e desafiadora.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Wo Long: Fallen Dynasty Complete Edition
Editora: Koei Tecmo
Desenvolvedora: Team Ninja
Tipo de Mídia: Digital, Game-Key Card
Tamanho do Arquivo: 39 GB
Lançamento: 03/Set/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop R$ 339,90 Shopee R$ 359,97 Amazon BR Play-Asia



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