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Analise – Barbarian saga the beastmaster

por Igor Rangel
08 de setembro de 2026 às 14:00
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Análise – Isekai Villain

Weekly Famitsu | Confira as notas dadas pela revista em sua edição de No. 1962

O último mestre das bestas procura vingança.

Barbarian saga the beastmaster é um metroidvania 2D com gráficos desenhados à mão e com claras inspirações em um dos maiores clássicos do gênero, Castlevania: Symphony of the Night. Pode-se ver isso principalmente em uma das mecânicas mais inovadoras da série: as transformações em animais variados de séries, desenhos e jogos de ação com guerreiros bárbaros dos anos 90, como Conan o bárbaro e Barbarian: The Ultimate Warrior.

Uma história bárbara

Quando você abre a primeira vez Barbarian saga the beastmaster, se depara com uma bela introdução desenhada à mão e lembra bem uma abertura de um desenho de ação que passaria nas manhãs de algum canal no anos 90, ou até mesmo hoje (mas naquela época, tinham bem mais versões) tudo lindo e bem fluido, te dando uma leve ideia de quem é o herói e quem é o vilão e apresentando outros personagens. 

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O que para início parece um trabalho bem muito feito termina aqui. Ao iniciar o jogo, parece que algo ficou esquecido no caminho, do nada já estamos em uma arena e um tutorial de combate bem rápido de como atacar e bloquear para, em seguida, ver uma introdução em estilo quadrinhos. Mas ela não é tão bem feita quanto a introdução (na verdade, ali foi o ponto alto) e não parece fazer sentido com o que acontece na arena, porque a primeira imagem faz parecer que perdemos a luta, mas o inimigo é facilmente derrotado, e nosso protagonista, que não é identificado de início, aparece ao fim da batalha apenas cansado dessa vida de lutas nessa área, e pretende fugir quando encontra uma espada falante nas mãos de um esqueleto, que o nosso herói diz pertencer ao rei cego, um antigo monarca desse mundo chamado Arborea. Ele então decide levá-la para própria proteção, mesmo ela ameaçando comer seu coração. 

A questão é que esse formato de cena não distingue quem está falando em cada cena, e apesar de inicio ser fácil, em outras mais à frente não é tão intuitivo, principalmente com a adição da espada. Para completar essa fuga, que parecia ser a premissa principal, é coisa de 5 minutos andando no subsolo e você está livre, do lado de fora da arena, parecendo que ninguém liga que você escapou. O mundo está cheio de monstros que vieram de portais que se abriram e invadiram Arborea, e alguns vivem pacificamente, enquanto outros são verdadeiros demônios. Mas sabe quem conta isso? A página do jogo na eshop; depois de sair da arena, não temos ideia do que fazer e andamos por aí até descobrir que seu pai está vivo, e vamos atrás dele, porque ele é seu pai e o último da sua tribo, além de você.

Sim parece tão confuso quando está escrito, o enredo não te guia por onde ir, e vamos seguindo por onde conseguimos com os espíritos de animais que vamos achando pelo caminho, e aqui de novo parece que falta alguma coisa. A jogabilidade é bem padrão: você pode atacar com a espada, bloquear, pular, usar itens como poções e equipar anéis que encontrar, além dos poderes dos espíritos animais que for encontrando no caminho. Problema é que isso demora muito: levou pelo menos umas 5 horas só para achar o primeiro, e nem é uma transformação grande, é só poder de escalar paredes fazendo parte da sua mão virar uma pele de lagarto, algo que só foi ser útil depois de muito procurar o local certo. A primeira transformação significativa mesmo só veio lá para umas 10 horas procurando. Ficar perdido em Barbarian saga the beastmaster é padrão. Não tem nenhum direcionamento. Às vezes, você chega em alguma sala e começa outra história em quadrinhos que parece preceder um chefe, mas não, é só uma cena e personagem que você nem conseguiu ver na sala some. As lutas raramente têm falas, e quando elas existem, não é nesse formato, mas em forma de caixas de diálogos com outras artes dos personagens.

No geral, gosto bastante de metroidvanias que te deixam explorar e te fazem ficar perdidos, é ótimo para matar tempo e relaxar, mas Barbarian saga the beastmaster não é um desses. Boa parte da campanha, fiquei rodando para achar o caminho, mas a exploração não te dá nada porque sem boa parte dos poderes, você não vai achar nada interessante. Os npcs vão te dar quests subentendidas que não ficam guardadas ou são sinalizadas em nenhum menu e, juntando com a “dificuldade” e a inteligência dos inimigos, fica algo bem frustrante. 

A dificuldade de Barbarian saga the beastmaster consiste basicamente em dano alto e inimigo posicionados de forma que nem dá pra chamar de estratégia, mas sim sujeira mesmo, porque depois de determinado ponto, todo desafio de plataforma passa a ter inimigos voadores entre elas. No início, não é um grande problema, mesmo que luta aérea não seja o forte do protagonista, mas à medida que os desafios misturam fosso de espinhos com plataformas de espinhos (que precisam de uma habilidade) e inimigos voadores, aí vira só um level design repetitivo feito para tirar uma com a cara do jogador que, além de tudo, é bem impreciso e punitivo, já que se cair, volta do início da sala praticamente.

Por outro lado, a morte é pouco punitiva e você não perde nada, podendo até tirar um pouco de vantagem disso para não precisar voltar um caminho chato, embora você perca poções que possa ter usado, mas nada que o soft reset não resolva.

Mesmo com esse level design desonesto maquiado de dificuldade, segui até onde pude e umas 20 horas depois, terminei com Barbarian saga the beastmaster em um ponto onde simplesmente ocorre um softlock no qual a sala me deixa preso em uma arena onde o surgimento do inimigos parece estar faltando e impedindo o avanço. Talvez não seja a direção correta, mas depois de tanta coisa, já deu, e até a data desta publicação, nenhuma resposta foi obtida da distribuidora.

Parte técnica 

Os gráficos de Barbarian saga the beastmaster são um pouco inconsistentes. A abertura é incrivelmente bem animada e desenhada, e boa parte dos personagens também, principalmente em caixas de diálogos, mas não dá para dizer o mesmo das animações dos personagens durante o jogo e os cenários. Parece que faltou um detalhamento maior. As animações dos inimigos são meio duras, e a aparência deles destoa um bocado das dos cenários, que mesmo com um certo nível de detalhes e capricho, são mais realistas que alguns inimigos. Aqueles que conseguem destoar é porque estão mais detalhados que o cenário. Inclusive, a animação de morte dos chefes é a mesma para todo mundo, e é tão feia que o melhor jeito de descrever seria uma diarreia explosiva com prisão de ventre; já dos inimigos normais é só ok mesmo.

Um ponto que eu não sei dizer se é foi uma localização ruim ou uma escolha ruim é o vocabulário, que é muito rebuscado para dar aquele ar de idade média/era medieval, mas que só piora tudo. Os personagens adoram se apresentar com um monólogo chato e desnecessário, usando conjugações e termos de forma pomposa e com ar de arrogância que não acrescentam em nada.

A jogabilidade, apesar de começar com poucos recursos de mobilidade no início, é até bem justa a princípio, mas conforme se avança, eles fazem falta, chegam muito tarde e alguns são necessários apenas porque insistem em repetir no mesmo design até a exaustão. Por exemplo, a queda na forma de porco espinho e a pele de lagarto, todo cenário vertical usa os dois para seguir caminho, e sempre há vários inimigos voadores que não apenas estão no caminho que precisa passar, como também miram exatamente na sua posição, e você ainda pode levar dano de contato se passar por eles, o que acontece muito quando usa habilidade do porco-espinho nos espinhos. Se inspirar em clássicos é bom, mas acho que focaram na parte errada.

Veredito
Barbarian saga the beastmaster se inspira em clássicos dos anos 90, porém deixa a desejar em toque moderno, com level design repetitivo e traiçoeiro, não é o tipo de inspiração que se esperava. Controles travados, animações duras e história confusa que abusa de um vocabulário rebuscado para parecer mais maduro, mas que só deixa tudo mais confuso e perdido.
Prós
ótima abertura em desenho animado
Contras
jogabilidade travada
level design repetitivo
inimigos posicionados de forma desonesta e punitiva sendo repetido à exaustão
história confusa tanto na escrita quanto no enredo
gráficos inconsistentes
falta de clareza em muitos objetivos como quests secundárias
3
Barbarian Saga: The Beastmaster
JogosDigitalPT-BR: Sim

Barbarian Saga: The Beastmaster

Editora: Selecta Play

Desenvolvedora: Selecta Play

Tipo de Mídia: Digital

Tamanho do Arquivo: 924 MB

Lançamento: 09/Set/2026

Plataformas: Switch

Página do produtoExplorar Detalhes

Opções de Compra:

Nintendo eShop •R$ 90,29
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Tags: Barbarian Saga: The BeastmasterNINTENDOSWITCHReviewSelecta Play

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