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Análise – Elderand

Apenas os fortes desbravam esse metroidvania com elementos de RPG.

Elderand, desenvolvido pela Mantra e Sinergia Games e publicado pela Graffiti Games, é um metroidvania com um clima bem sombrio e Lovecraftiano. O game traz um mundo distorcido e envolto em escuridão e loucura, onde há glórias e riquezas para aqueles que têm coragem de se aventurar por esse mundo de vísceras e sangue. Será que você tem coragem para isso?

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Bem-vindo ao Elderand

 

Nossa jornada começa assim que a anterior termina. Um clã de mercenários, ao terminar uma missão, é chamado para a próxima aventura. Elderand é uma terra cheia de tesouros escondidos e governada por um tirano. Chegamos nesse novo lugar da melhor maneira possível: por meio de um naufrágio.

 

A história de Elderand se desenrola conforme exploramos e coletamos notas. Em pontos-chave temos alguns diálogos, mas nada muito alongado. Porém, não pense que por isso sua história é fraca; existem muitos mistérios nessa terra, além de segredos e escolhas, o que vai garantir um bom tempo explorando o mapa (principalmente se você se perde fácil, assim como eu).

 

Armas, magias e poções

 

Elderand não demora muito para te jogar na ação. Logo após o naufrágio, vamos achando alguns equipamentos e conhecendo os comandos, que são bem intuitivos para aqueles que já jogaram outros metroidvanias (principalmente os vanias): há o botão de ataque; o comando para cima, que lança o projétil; a esquiva para trás; e até dois sets que podem ser trocados rapidamente em combate. É uma jogabilidade bem dinâmica e também bem versátil para o jogador, pois podemos subir de nível e distribuir pontos entre força, magia, destreza e vida, além de podermos escolher a arma preferida e aumentar o status que reforça ela.

Para espadas e machados, temos força; varinhas são usadas tanto para magia quanto para força, pois têm dois tipos de ataque; e destreza para projéteis como facas, machados e flechas.

 

O sistema de experiência torna a exploração bem mais recompensadora. Vale muito a pena explorar um cenário novo para conseguir alguns níveis mais rápido (embora subir de nível não demore muito), o que pode fazer bastante diferença contra os chefões. Mas se você busca um desafio e não quer grindar, tudo bem! Basta decorar os padrões dos inimigos e, caso queira mudar sua estratégia em determinado ponto, você pode refazer seus atributos.

 

No total, foram cerca de 8 horas para chegar no final, mas o jogo tem muitos segredos no mapa que podem mudá-lo, além de muitos coletáveis, segredos e melhorias espalhados, o que dá um bom gás para continuar explorando. Será que você consegue achar todas as salas secretas?

 

 

Parte técnica

 

Elderand tem uma arte muito boa que, apesar de parecer pixel art, não é (ao menos não me pareceu). Há cenários com muita profundidade e efeitos parallax; cada um é mais detalhado e trabalhado que o outro, com ótimos efeitos de iluminação e sombra. A trilha sonora não fica para trás e ajuda bastante na imersão, dando o clima ao cenário construído. E se você tem uma boa memória musical, vai perceber belas homenagens nessa trilha.

 

Em questão de performance, Elderand também não decepciona: tudo flui muito bem, sem demoras para carregar, e as viagens rápidas são quase instantâneas. Foi uma experiência muito boa e com certeza jogarei novamente. 

Veredito
Elderand é um metroidvania desafiador e com uma ótima ambientação Lovecraftiana, com uma campanha de boa duração e que não se arrasta ou te faz perambular tanto pelo mapa. Com inimigos inteligentes e chefes incríveis, é um jogo que deve estar na lista de qualquer fã do gênero.
Prós
Ação rápida e fluida
Dificuldade na medida certa
Várias maneiras e estilos de jogar
Campanha com tempo razoável de duração
Segredos
Finais alternativos
Trilha sonora espetacular
Contras
Faltou um new game+ ou modo mais difícil
Criação de personagem um pouco limitada
8.5
Muito bom
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