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Análise – Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse

por Ary Luz
09 de maio de 2023 às 18:15
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É impossível para mim falar de jogos de terror sem citar três franquias: Resident Evil, Silent Hill e Fatal Frame. Desde jovencita, essas são as minhas três franquias favoritas, e poder jogar Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse, no meu Switch (entendendo o que acontecia) era uma vontade enorme. Mas como será que o jogo roda 15 anos depois?

[bs-heading title=”Sobre Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Fatal Frame, também conhecido como Zero no Japão, ou Project Zero na Europa, é uma das franquias mais longevas de terror dos videogames. Existente desde 2001, é uma das franquias que a Tecmo (agora Koei-Tecmo) tem mais carinho desde sempre, mas vários dos jogos estavam confinados apenas ao Japão por muito tempo.

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Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse era um desses. Lançado originalmente em 2008 para o Nintendo Wii, o jogo era exclusivamente japonês até pouco tempo atrás, quando chegou para a nova geração de consoles. Há cerca de dois meses, chegou ao Nintendo Switch.

[bs-heading title=”História” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Fatal Frame MOTLE 1

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Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse se passa em Rogetsu, uma ilha no sul do Japão onde há um festival especial que acontece de dez em dez anos. Por alguma razão desconhecida, na última celebração, cinco garotas desapareceram, mas um detetive as encontrou e resgatou. Três dessas garotas, Madoka, Ruka e Misaki, mais o detetive, Choshiro, voltam para a ilha dez anos depois para tentar descobrir o que aconteceu, já que elas perderam a memória de tudo o que tinha se passado.

De volta à ilha, descobrimos que as garotas tinham sido internas num sanatório onde algo (ou alguém) matou geral, e você tem que investigar o que acontece, de posse da já famosa Camera Obscura, item essencial em qualquer jogo de Fatal Frame, mas dessa vez, também tem (inexplicavelmente) uma lanterna que, além de iluminar, tira fotos (?), usada pelo Choshiro.

Para quem está chegando agora nos jogos de Fatal Frame, basicamente você precisa tirar foto de fantasmas. A Camera Obscura é uma máquina fotográfica especial que consegue causar dano aos fantasmas que são atingidos por ela, o que significa que se algum deles tentar te atacar (e vários deles vão), você consegue atacá-los de volta dessa forma.

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Com a câmera, você também consegue tirar fotos de cenas do passado e guardá-las. A lanterna funciona da mesma forma, com o extra chato que pra tirar fotos, tem que instalar uma lente extra, e essa lente impede dano aos fantasmas, então, você precisa ficar colocando e tirando, colocando e tirando (fantasmas mortos – de novo – com a lanterna, as cenas não ficam salvas, como os outros).

Conforme você avança pelos espaços a serem explorados na ilha (você não fica só no sanatório, há alguns momentos em que visita outras áreas), você encontrará páginas de diários, relatórios médicos e outros itens que te ajudarão a entender o que aconteceu, assim como a memória das meninas volta aos poucos, e algumas cenas aparecem também te dando uma noção do que rolou (como o fantasma da Ayako arrastando o fantasma da enfermeira pelos cabelos na direção do quarto dela).

O jogo é dividido em capítulos, e em cada capítulo, alterna-se a personagem com quem você joga, e cada uma delas tem características diferentes. Repassar pelos traumas individuais de cada personagem enquanto tentamos mantê-las vivas é uma das coisas mais interessantes, e a história é surpreendentemente profunda, algo incomum em alguns jogos de terror hoje em dia, cujo foco é só em assustar.

[bs-heading title=”Jogabilidade” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Fatal Frame MOTLE 2

É um jogo de Fatal Frame. Pra quem não sabe o que é isso, você anda pra lá e pra cá tomando sustos de fantasmas, tirando fotos dos que não vão fazer mal pra você pra ganhar pontos e acumular momentos, e correndo e tirando fotos dos que querem te levar com eles pro outro lado do véu que separa o mundo dos vivos e dos mortos. Essa é a base da franquia desde o começo.

No caso de Mask of the Lunar Eclipse, o jogo claramente não é um jogo moderno. Apesar de ser um remaster lindo do jogo, ele é bastante fiel ao original, o que significa que para algumas pessoas, isso será um problema, porque as personagens se movem de forma lenta demais, a “corrida” às vezes parece ser mais lenta que a movimentação normal, portas demoram muito para abrir, e nem sempre, você consegue se posicionar de forma a pegar o item que está na sua cara.

Falando em itens, uma coisa que eu não gostei muito nesse é que os itens não ficam mais à mostra, eles ficam completamente ocultos, e você precisa iluminá-los com a lanterna, o que fará com que eles brilhem, e se aproximar para pegar. Quando você vai pegá-los, você pode escolher se aproximar de uma vez ou ir aos poucos (o que eu recomendo, porque depois de um tempo, uma mão pode aparecer do nada e segurar seu braço, causando dano e dando susto).

Assim como em todos os jogos anteriores, você precisa decidir se vai jogar de forma mais cautelosa ou agressiva. Com a Camera Obscura, você pode dar flashes rápidos que causam pouco dano, ou esperar mais, para conseguir o famoso Fatal Frame, que é o clique no momento exato em que o fantasma ataca você, que, se der certo, deixa o fantasma grogue, mas, se der errado, vai te fazer perder bastante vida.

Com a lanterna, você precisa se aproximar mais pra causar mais dano ou se distanciar mais pra causar menos dano, e isso também muda a forma de jogar. Eu sinceramente achei a lanterna uma adição bacaninha, mas é muito estranho jogar sem uma câmera, então, meio que perde um pouco a essência de Fatal Frame, que é passar metade do tempo andando pra lá e pra cá, coletando itens e fazendo puzzles, e a outra metade olhando pelas lentes da câmera.

Falando em puzzles, os de Mask of the Lunar Eclipse estão entre os melhores da franquia, e o fato de que você vai enfrentar algum fantasma quase sempre que concluir um te deixa sempre alerta.

Por fim, o jogo tem uma loja de itens em cada save point, algo que não existia em outros jogos da franquia (se não me engano – se eu estiver errada, me corrijam, faz tempo que joguei os outros jogos). Então, em vez de você precisar ficar caçando itens de cura por aí, basta comprar a qualquer momento. E levando em conta que mudaram a mecânica que os pontos das fotos são usados para melhorar a câmera, já que agora temos cristais azuis para isso, os pontos são basicamente seu dinheiro pra comprar itens da loja, gaste-os sem dó.

O jogo ainda tem um modo fotografia, que te permite, com uma quantidade bem grande de variedades de opções, aproveitar os cenários, as personagens e até os fantasmas, para criar cenas da forma como você quiser. É bem legal e acho divertido ver na hashtag do twitter os tipos mais diversos de criações que as pessoas são capazes de fazer.

[bs-heading title=”Parte Técnica” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Fatal Frame MOTLE 3

A atmosfera de Fatal Frame: Mask of the Lunar Night já era boa na versão original, mas agora, está perfeita. Os ambientes estão muito bem feitos, com texturas bem bonitas, iluminação que realmente ajuda a dar medo, as personagens têm características marcantes, e os sons desse jogo são a cereja do bolo (e eu nem gosto de cereja).

Cada cenário é diferente o suficiente para que você saiba exatamente onde você está e para onde quer ir, depois de um tempo andando pra lá e pra cá no sanatório. Os fantasmas são bem desenhados, o jogo não tem muitas quedas de framerates em momentos importantes, e as cutscenes não têm queda de qualidade pra integração com o jogo em si, o que é muito bom, pois não quebra a imersão (quem se lembra do primeiro Resident Evil sabe o que tô querendo dizer).

O jogo na TV fica ainda mais bonito, porque você consegue observar cada local com ainda mais detalhes, na tela grande, e diferente de alguns jogos, a qualidade gráfica não é perdida. As músicas são muito boas, e o fator vibração é usado de forma perfeita, especialmente definindo o batimento cardíaco e acelerando em cenas tensas.

Realmente, capricharam bastante nesse jogo.

Em termos de tradução… Não temos. Jogo inteiramente com dublagem em japonês, totalmente localizado em textos totalmente em inglês ou japonês. Espero que seu curso de idiomas esteja em dia.

[bs-heading title=”Conclusão” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Se você gosta de jogos de terror, Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse é um jogo essencial na sua biblioteca. Se você é fã da franquia, e não teve a oportunidade de jogar esse jogo quando só tinha a versão japonesa, aproveite sua visita à Ilha Rogetsu, ela será inesquecível.

Análise feita com cópia gentilmente cedida pela Koei-Tecmo

 

Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse
Quer ter medo? Vem jogar.
Se você gosta de jogos de terror, Fatal Frame: Mask of the Lunar Eclipse é um jogo essencial na sua biblioteca. Se você é fã da franquia, e não teve a oportunidade de jogar esse jogo quando só tinha a versão japonesa, aproveite sua visita à Ilha Rogetsu, ela será inesquecível.
Prós
Atmosfera perfeita
História intrigante, com personagens profundas
Sonorização e ambientação totalmente excelentes
Remaster feito com muito carinho
Contras
Lentidão de movimentação pode incomodar algumas pessoas
Sistema de encontrar itens é muito ruim
8
Tags: FatalFrameFatalFrame4FFMOTLEKoei TecmoMaskofTheLunarEclipseMOTLENintendoReviewTecmotopo


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