No Heroes Here 2, desenvolvido e publicado pela Mad Mimic, expande a fórmula do primeiro jogo apostando ainda mais no co-op caótico e na replayabilidade roguelike. A ideia é simples: até quatro jogadores precisam trabalhar juntos para defender o castelo, fabricando munição, carregando canhões e eliminando ondas de inimigos cada vez mais fortes.
Você precisa gerenciar recursos limitados, manter estações limpas e tomar decisões rápidas sob pressão. O game foi claramente pensado para ser jogado em grupo: sozinho, a experiência pode se tornar punitiva demais; com amigos, a confusão vira risadas e cooperação frenética. Porém, até onde essa fórmula segura sem abusar da repetição?
Ciclo de jogo

A jogabilidade segue um fluxo constante e parecido:
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Fundir minério para criar bolas de canhão
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Transformar carvão em pólvora
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Carregar os canhões e disparar contra inimigos
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Entre rodadas, comprar novas estações e reorganizar o castelo
A cada 15 ondas, a dificuldade aumenta com inimigos mais resistentes e exigência de maior coordenação. O sistema de upgrades e reorganização traz variedade, mas não elimina um problema: a sensação de repetição. Após algumas partidas, o ciclo de fabricar, limpar e atirar começa a soar previsível, especialmente em runs mais longas.
Ao contrário de Overcooked, o foco aqui é em upgrades reutilizando o mesmo local, o que necessariamente não é um problema pois já experienciei outros clones que fazem parecido. Porém, a sensação de recompensa aqui fica devendo por causa da natureza Roguelike.
Cooperação é o destaque

Assim como em produtos similares, o ponto alto está no co-op, seja online ou no mesmo sofá. Jogar com amigos transforma a experiência em algo muito mais divertido, com gritos, trapalhadas e vitórias compartilhadas.
Ainda assim, a falta de variedade nas missões pode cansar mesmo em grupo, fora que não existe uma opção online disponível.

Visualmente, o game mantém o estilo cartunesco colorido, fácil de acompanhar até no meio do caos. Os efeitos sonoros e a trilha reforçam o ritmo frenético. O desempenho também é sólido, rodando de forma fluida mesmo com a tela cheia de ação.
Desbloqueamos personagens conforme avançamos, mas nenhum tem realmente uma habilidade própria; são todos iguais mecânicamente falando, e o que muda são os visuais.
Um indie com potencial que se afunda demais na repetição
No Heroes Here 2 entrega um co-op divertido e cheio de personalidade, mas sofre por ser repetitivo demais, principalmente quando jogado por longos períodos. Em títulos como Overcooked, por exemplo, novos perigos e tarefas são introduzidas conforme avançamos, enquanto que aqui a estrutura se mantém a mesma porque o foco é bastante grande em upgrades. Se você procura uma experiência para jogar em sessões curtas com amigos, é uma ótima pedida; mas não espere grande diversidade de objetivos além do ciclo de fabricar e disparar.
Jogo fornecido para análise pela Mad Mimic.[/vc_]



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