E o ano 3 de Street Fighter 6 chega aos finalmentes com a mais nova personagem, Ingrid, a dar as caras na tela de seleção de personagens.
Eu nunca conheci muito a personagem, somente lembro de ser uma lutadora muito quebrada e apelona na edição de Street Fighter Alpha 3 MAX de PSP (e com sprites mais arrojados que os clássicos, o que causava um efeito visual de estranheza) e de ter jogado um pouco no desconhecido Capcom Fighting Evolution.
Com uma história um tanto fora da curva que conecta diretamente com Ryu e do próprio Bison, Ingrid chega com golpes bem variados e uma personalidade um tanto cômica.

Zoning e ataques que encurtam a distância com o oponente
Ingrid vem repleta de golpes que podem variar nos mais diversos combos. Além disso, a personagem é ágil e possui critical arts que podem pegar o oponente desprevenido.
Um dos golpes mais interessantes para controlar o campo é o Sun Shot, um projétil que, se não acertar o oponente à curta distância, para por um tempo e retoma a trajetória depois. É uma ótima forma de manter o oponente em cheque no campo durante a luta.
Além disso, para um distância média, o ideal é usar o Sun Burst, um feixe de luz mais rápido, e que pode ter seu poder aprimorado se o jogador carregar o golpe com o soco fraco.
Para o restante dos golpes, Ingrid tem antiaéreo com chutes que, quando usando as versões mais fortes do golpe, são ótimos para finalizar um combo médio. Outro golpe interessante é quando pressionado os três botões de chutes e o direcional da frente, que é uma ótima forma de dar sequência a combos quando o oponente estiver no ar ou até mesmo para se aproximar do inimigo distante no campo. Se precisar se afastar, então três chutes e o direcional para trás pode ser a solução.

No geral, é uma personagem bem ágil e técnica, mas que requer combos mais longos e complexos para fazer um bom dano. Os critical arts requerem uma boa leitura também, com o nível dois fazendo com que desça rajadas de sol depois de alguns segundos, o que pode ser usado para pressionar o oponente com outros golpes e o nível 3 criando um feixe de luz onde o oponente está, o que requer uma certa leitura para conseguir de fato acertar o golpe.
Quatro roupas já disponíveis para a personagem
Ingrid aparece com sua mais nova aparência, que combina muito com seu estilo alienígena pacificadora, que parece de certa forma um anjo (como ela mesmo descreve já ter sido chamada), mas também com sua roupa clássica e uma outra um tanto duvidosa que desenvolvedoras japonas adoram inserir em personagens que aparentam uma idade duvidosa.
O que mais chama a atenção, no entanto, é a história. Se você não se importa muito com a mitologia da série, ou não se importa com Spoilers, pode seguir lendo, mas recomendo pular para o próximo título caso queira finalizar o jogo no modo história com a Ingrid.
O jogo deixa claro que Ingrid é um ser que consegue cruzar dimensões, trazendo paz e consertando injustiças nos diversos mundos paralelos que cruza. O chefe final de seu modo história é Bison, e traz uma informação um tanto interessante, provavelmente voltado para o psycho power de Bison, e do quanto essa energia já causou estrago em outros lugares fora da nossa realidade. A história começa um tanto inocente, mas o final, se canônico levando em consideração o bagunçado conto da saga, pode revelar bastante quanto a energia maligna do último chefe de Street fighter 2.

Aparte disso, Ingrid é uma personagem muito carismática que brinca com tudo no jogo, inclusive o continue (toda vez que você perde e dá continue, ela literalmente segura e encolhe a palavra na tela).
Fim das atualizações do World Tour e novas roupas para todos os personagens
Além da personagem, a Capcom liberou uma nova roupa, DriveTech, gratuitamente para todos os personagens. Apesar das roupas serem iguais, alguns personagens possuem alguns detalhes de seus estilos, como as listras roxas de Juri na calça.
Mas tem uma notícia triste também: é o fim de atualizações para o modo de um jogador, o World Tour, com a Capcom anunciando que Ingrid será a última personagem a receber uma atualização de história nesse modo. O último que analisamos aqui foi o acréscimo do Banshee’s Last Cry, além dos personagens.
Se isso significa que estamos próximo das últimas listas de personagens a surgirem ou realmente um foco maior só no modo online e competitivo, ainda teremos que ver. Mas fico triste em saber que não deu tempo da Sakura entrar no jogo e aparecer no World Tour com sua própria história.

Mas e você? Já testou a Ingrid? O que achou do retorno da personagem?
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Leia todas as análises do Ano 3:
– Análise de Street Fighter 6 ano 1+2 (fighter edition) e Sagat (ano 3)
– Análise de C. Viper (ano 3) + Banshee’s Last Cry
– Análise de Alex (ano 3)
Street Fighter 6
Editora: Capcom
Desenvolvedora: Capcom
Tipo de Mídia: Digital
Tamanho do Arquivo: 36 GB
Lançamento: 05/Jun/2025
Plataformas:
Opções de Compra:
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