Em entrevista ao portal Video Games Chronicle (VGC), Naoki Hamaguchi, diretor de Final Fantasy VII Remake, comentou sobre as versões do jogo para Xbox e Nintendo Switch 2, além de compartilhar atualizações sobre o andamento da terceira parte da trilogia.
Hamaguchi explicou que a equipe se empenhou para que a edição de Switch 2 ficasse “notavelmente comparável” às outras versões do RPG. O diretor, que iniciou a carreira como engenheiro, destacou que seu background técnico ajudou a conduzir decisões de otimização sem comprometer a visão criativa. Segundo ele, a iluminação – fundamental para expressões faciais e presença dos personagens – foi mantida como prioridade, enquanto sombras, pós processamento e outros elementos foram retrabalhados para reduzir carga de processamento e estabilizar a taxa de quadros, sobretudo no modo portátil.
“Jogadores da Nintendo no futuro, vocês realmente não precisam se preocupar. Eles vão receber uma versão tão satisfatória e de alta qualidade tanto quanto a do primeiro jogo, se não ainda maior.”
O diretor afirmou que, mesmo com a mudança para um plano multiplataforma envolvendo a trilogia de Final Fantasy VII Remake, o objetivo é evitar que requisitos técnicos “segurem” a criatividade. Para isso, a Square Enix estruturou um time dedicado de engenharia – apelidado de “Porting Squad” ou “Multiplatform Squad” – responsável por adaptar o núcleo desenvolvido no Windows/Unreal às especificidades de cada hardware, reduzindo o impacto sobre o time criativo principal.
“Nós garantimos que o multiplataforma será um ponto positivo e nunca vai segurar o projeto.”
Em relação à performance, Hamaguchi comentou que o Switch 2 oferece capacidades robustas – “especialmente de memória” – e que portar projetos pensados para PlayStation e PC até um estado funcional foi “relativamente descomplicado”. O esforço principal, segundo ele, concentrou-se em ajustes finos para assegurar estabilidade da taxa de quadros no modo portátil, dado que as especificações variam entre os modos TV e portátil.
O diretor também citou aprendizados da versão de PC – que precisou escalar do Steam Deck a computadores de ponta – para criar uma pipeline de renderização flexível (semelhante ao Nanite, mas própria), capaz de ajustar contagem de polígonos e resolução de ativos conforme o poder de processamento disponível. Na transposição para o Switch 2, essa base foi combinada a otimizações específicas para alcançar melhor equilíbrio entre resolução e estabilidade.
Falando sobre o futuro, Hamaguchi reiterou confiança no desenvolvimento do terceiro jogo da trilogia e esclareceu comentários anteriores sobre o título ser “mais conciso”. Segundo ele, a intenção é aprimorar o ritmo – e não reduzir conteúdo.
“Trata-se de garantir que a cadência pareça correta, não de cortar conteúdo. Queremos que a história avance no ritmo adequado e que seja possível concluir a jornada em um tempo razoável, sem sensação de arrasto.”
Além disso, o diretor observou que a versão de Final Fantasy VII Rebirth para Switch 2 está recebendo atenção semelhante, e que a equipe já demonstrou capacidade de levar experiências de alto nível a dispositivos móveis com os resultados obtidos no Steam Deck. Em tom bem-humorado, Hamaguchi ainda reagiu a um pedido do ator Ben Starr, de Final Fantasy XVI, sobre dublar um Chocobo dourado no Parte 3, dizendo que “perguntará à equipe”.
No encerramento da conversa com a VGC, Hamaguchi reforçou que o terceiro jogo está progredindo bem e que a equipe trabalha para “lapidar ainda mais” a experiência.
“Podem aguardar pelo clímax da série. Será exatamente o que vocês esperam. Estou muito confiante no jogo que estou fazendo.”
As versões de Final Fantasy VII Remake Intergrade para Xbox Series e Nintendo Switch 2 têm lançamento marcado para 22 de janeiro de 2026.
FINAL FANTASY VII REBIRTH
Editora: Square Enix
Desenvolvedora: Square Enix
Tamanho do Arquivo: 102.5 GB
Lançamento: 03/Jun/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
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