Mina the Hollower, dos mesmos criadores de Shovel Knight, acompanha Mina, uma exploradora e inventora que embarca em uma missão para investigar uma ilha amaldiçoada tomada por criaturas sombrias e mistérios sobrenaturais. Inspirado pelos clássicos da era 8-bits, o game mistura ação, exploração, combate e resolução de enigmas enquanto utiliza a habilidade única da protagonista de cavar o solo para atravessar obstáculos e enfrentar perigos.
Uma protagonista carismática em uma aventura cheia de personalidade

Mina é facilmente um dos maiores destaques do jogo. Sua personalidade é extremamente carismática e o fato de ela utilizar escavação como principal mecânica de movimentação e combate faz total sentido dentro da proposta da aventura, te permitindo encontrar itens, passar por baixo de obstáculos, além de lançar pedras contra inimigos. Não parece uma habilidade colocada ali apenas por gameplay — ela faz parte da identidade da personagem.
O visual também chama muita atenção. O estilo gráfico remete diretamente aos jogos da era 8-bits, mas com um nível de detalhamento e animação impossível de existir naquela época. O resultado é um produto cheio de charme e personalidade, que constantemente transmite aquela sensação gostosa de estar jogando um clássico perdido dos anos 80, algo muito bem acompanhado da trilha sonora espetacular.
Acessibilidade e progressão extremamente bem implementadas

Uma das coisas que mais me agradaram foi a quantidade de opções de acessibilidade disponíveis. Mina permite ajustar vários aspectos da experiência para que ela se adeque ao nível de habilidade de cada pessoa. É sempre bom ver desenvolvedores preocupados em tornar suas criações acessíveis para o maior número possível de pessoas. Isso desliga os “feitos” ou conquistas internas do jogo, mas quem liga pra isso?
A progressão também funciona muito bem. Conforme você explora o mundo e coleta ossos, novos equipamentos e armas podem ser adquiridos. Esse sistema cria uma sensação constante de recompensa pela exploração e te incentiva a procurar segredos espalhados pelos cenários de maneira constante, algo apoiado justamente pelos equipamentos que te permitirão acessar esses locais.
Um jogo tão sólido que faltam defeitos relevantes

Sinceramente, foi difícil encontrar problemas realmente importantes aqui. O combate funciona bem, a exploração é divertida e o ritmo da aventura permanece consistente durante praticamente toda a aventura. Tudo parece muito bem polido e cuidadosamente planejado, como já esperado dos títulos provenientes da Yacht Club Games.
Se eu fosse apontar algum aspecto que pode incomodar algumas pessoas, seria o tamanho dos sprites e a intensidade do pixel-art em determinados momentos, os quais incomodam visualmente, falando. Em algumas áreas, os elementos visuais são tão grandes que podem acabar cansando a vista após longas sessões, especialmente jogando na TV. Ainda assim, isso está muito mais ligado ao gosto pessoal do que a um defeito propriamente dito.
Uma das aventuras retrô mais bem executadas
Mina the Hollower consegue capturar perfeitamente a essência dos clássicos da era 8-bits sem parecer preso ao passado. A protagonista é extremamente carismática, o sistema de escavação adiciona uma identidade única ao gameplay e a direção artística está entre as mais bonitas que já vi dentro desse estilo visual. Somadas a isso, as excelentes opções de acessibilidade e a progressão constantemente recompensadora fazem com que a aventura permaneça divertida do início ao fim. Honestamente, é raro encontrar um produto onde seja tão difícil apontar defeitos significativos. Para fãs de ação e aventura retrô, Mina the Hollower é facilmente uma das experiências mais recomendáveis dos últimos anos.
Cópia de Switch cedida pela Yatch Club Games
Mina the Hollower
Editora: Yacht Club Games
Desenvolvedora: Yacht Club Games
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: Mar-Mai/2026
Plataformas:




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