Kazuma Kiryu retorna, mais uma vez, para mostrar que não está de brincadeira.
A versão Kiwami do segundo jogo, lançado inicialmente no Playstation 2 em 2006 (2008 no ocidente) traz um jogo mais simplificado, fluido e com o passo mais rápido que Kiwami 1 e Yakuza 0, enquanto que a versão de Nintendo Switch 2 de Kiwami 1 traz melhorias gráficas e de performance.
Mas vem comigo e vamos explorar em detalhes mais um jogo da série que invadindo o Nintendo Switch enquanto aguardamos em 2026 a chegada de Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties.

Yakuza Kiwami 1
Você pode conferir nossa análise de Yakuza Kiwami 1 em nosso artigo realizado para o primeiro Nintendo Switch neste link.
A versão para o Nintendo Switch 2 vem com algumas melhorias, especialmente nos gráficos e na performance.
Em relação a performance, quando lançado no Switch 1, o jogo chegou com alguns problemas de lentidão, especialmente em áreas muito abertas, como na praça de Kamurocho, no entanto, um patch lançado corrigiu grande parte desses problemas (apesar de não totalmente).

O segundo, e mais significativo, é em relação ao gráfico. Além de texturas maiores e resolução superior, o jogo conta com uma fluidez e taxa de quadros maiores. Kiwami 2 ainda parece mais bonito visualmente que o primeiro para Switch 2, e não chega a ser um salto em relação ao primeiro do Switch 1, mas tanto a cidade quanto os personagens possuem resolução maior, e é muito notável, especialmente quando jogado em TVs grandes. Efeitos como os embaçados sumiram, mas ainda é possível perceber alguns serrilhados nos contornos de personagens e NPCs.

Yakuza Kiwami 2 – jogabilidade fluida e simplificada, mas é uma faca de dois gumes
No segundo título da série, Kiryu abre mão dos estilos de luta e traz os tradicionais golpes fortes e fracos com ganho de experiência para adquirir novas habilidades.
Isso pode ser um empecilho para muitos, mas ao meu ver simplifica de uma forma boa o jogo e deixa mais fluido o passo e ocombate. Os estilos de luta nas edições anteriores auxiliam mais se o jogador está enfrentando múltiplos inimigos ou um único inimigo poderoso, quanto que em Kiwami 2, as habilidades adquiridas realmente fazem a diferença de modo geral. Tudo de forma simples e intuitiva.
Mas é interessante notar que esse fator é uma faca de dois gumes. Os estilos de luta dão mais opções para o jogador sair de situações apertadas, o que não ocorre aqui. Se você chegar nos chefes do jogo sem itens ou equipamentos (do qual o jogo encoraja o jogador a fazer), o pico de dificuldade sobe em um nível exorbitante, e para os jogadores mais casuais, e até veteranos, talvez tenham que encontrar uma forma artificial de sair da enrascada, como diminuir a dificuldade do jogo (o próprio jogo oferece essa opção em alguns casos).

Além disso, o menu, de forma geral, está muito mais rápido e fácil de manusear. Não que fosse difícil nos outros, mas as árvores de habilidades e o menu para as diversas opções nas edições anteriores são visualmente bonitos e menos informativos, tendo que selecionar o círculo para saber qual habilidade está adquirindo, por exemplo.
Em Kiwami 2, seja as habilidades, os equipamentos ou qualquer outra opção, é tudo feito de forma simplificada e com a informação já na tela, reduzindo o tempo de ficar buscando algum texto que deveria ser básico e direto.
Atividades extras é viver em Kamurocho
As missões secundárias e atividades complementares, como jogar games, sair para as baladas e se relacionar assim como visitar os restaurantes locais estão de volta.

O gráfico ajuda a manter tudo lindo: Kamurocho em Kiwami 2 é um colírio para os olhos, com diversos efeitos, NPCs e barulho urbano que realmente fazem do distrito um ambiente vivo (e perigoso!). A ótima atuação de voz ajuda as cenas na cidade a ganharem ainda mais vida, tanto em Kamurocho quanto nos outros distritos que Kiryu visita.
Até o lançamento dessa análise, passei somente por um problema em relação ao gráfico, quanto à iluminação. Houveram momentos, que na mesma cena, quando dois personagens estão conversando, se um personagem está próximo de um foco de luz, a imagem fica normal. Quanto ao outro personagem, por alguma razão, parece que fica escuro, mas de uma forma não orgânica. No início pensei que a tela do Switch ou da TV houvesse esmaecido, conforme ocorre quando ficamos muito tempo sem mexer no controle, mas ao mexer no controle notei que não era isso. Depois pensei que poderia ser o HDR ligado, mas mesmo desligando o HDR e reiniciando o jogo, ocorreu o mesmo.
É estranho, visto que não passei por isso em Kiwami 1 e Yakuza 0 anteriormente, sendo alguma coisa relacionada a essa versão de Kiwami 2. Não é nada que estrague a experiência, mas é notável.

História também foi simplificada em Kiwami 2
Outro fator que mudou muito é a história. Yakuza 0 e Kiwami 1 trazem um conto cinematográfico, no maior estilo poderoso chefão do Japão, com envolvimento profundo e pessoal dos personagens. Kiwami 2 por outro lado, traz uma história mais direta que parece mais uma rivalidade de escola do que realmente uma emocional narrativa mafiosa.

Apesar do jogo trazer questões sérias como imigração e xenofobia, no núcleo tudo gira em torno de um bully que usurpa o poder do pai e quer mostrar que é o mais forte de todos. Apesar de ter uma questão emocional por trás, é muito inferior quando comparado com os dois primeiros jogos da Yakuza, cronologicamente falando em termos de história.
Yakuza em essência é um beating up, e quando o jogo começava a ficar repetitivo, Yakuza 0 e Kiwami 1 sempre faziam eu seguir em frente pela história magistralmente dirigida. Em Kiwami 2 chega a dar sono. Haruka vira uma nota no rodapé enquanto Kiryu tem que parar o antagonista que só sabe xingar e se exibir como o mais forte (caramba, temos o Goro Majima já como um alívio cômico pra isso!). Próximo do que foi a rivalidade com o melhor amigo em Yakuza 1, Kiwami 2 é muito fraco.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.



Discussões sobre isso post