Segundo reportagem publicada pelo IGN, a Niantic Spatial (novo nome da Niantic) afirmou que o banco de dados de realidade aumentada construído ao longo dos anos com Pokémon GO está sendo usado para ajudar a treinar robôs de entrega a se locomoverem com segurança em ruas movimentadas.
A empresa anunciou uma parceria com a startup de robótica Coco, que opera uma frota de cerca de 1.000 veículos de entrega “do tamanho de uma mala” em cidades como Los Angeles, Chicago, Jersey City, Miami e Helsinque. A ideia, segundo a matéria, é usar o conhecimento de mapeamento e localização gerado pela Niantic para que os robôs consigam se orientar com mais precisão no ambiente urbano.

O ponto central do anúncio é o uso dos dados de AR coletados em jogos como Pokémon GO (além de Pikmin Bloom e Monster Hunter Now). Mesmo após essas franquias terem passado a ser operadas pela Scopely, a Niantic teria mantido a base de dados construída com milhões de scans enviados por jogadores ao longo do tempo.
A reportagem faz questão de esclarecer como esses scans funcionam: seriam gravações em vídeo feitas conscientemente pelo jogador e enviadas para pontos do mundo real já identificados dentro do jogo, como locais associados a um PokéStop ou Ginásio, por exemplo. O texto também ressalta que não se trata de algo capturado em segundo plano “enquanto o celular está no bolso”.
Na entrevista citada pelo IGN, Brian McClendon, CTO da Niantic Spatial, afirma que o cenário urbano é particularmente difícil para GPS por causa de prédios e interferências, o que pode fazer a posição “derivar” a ponto de colocar a pessoa (ou o robô) no quarteirão errado. A aposta da empresa seria usar seus mapas e referências visuais para reduzir essa dependência de um GPS impreciso.

John Hanke, fundador e CEO da Niantic Spatial, compara o desafio de movimentação de um personagem como Pikachu no mundo real ao problema de um robô se deslocar com segurança e precisão, afirmando que ambos exigem um nível alto de entendimento espacial. O IGN também menciona que a empresa diz ter acesso a 30 bilhões de imagens em ambientes urbanos, embora não fique claro se o número se refere a frames individuais extraídos de vídeo.
Pokémon GO, Pikmin Bloom e Monster Hunter Now são jogos disponíveis em smartphones com iOS e Android.
E para você: usar scans enviados por jogadores para treinar robôs de navegação parece um reaproveitamento inteligente de tecnologia, ou é o tipo de uso que deveria ser comunicado de forma ainda mais detalhada ao público?
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