Splatoon, quando surgiu no Wii U, conseguiu fazer o impossível: me fez gostar de um jogo PVP de tiro. Agora, após três edições, a Nintendo lança seu criativo e um tanto diferente jogo de tiro em um modo campanha de um jogador com possibilidade de Coop local e online. E vou dizer, a ideia caiu como uma luva!
Então já escolha a melhor arma para dominar o cenário com sua cor favorita e vem para a análise.
Um charme quase impossível de rivalizar
Quando falamos de personagens animados carismáticos, é impossível não ficar encantado com as criações da Nintendo. Sejam os personagens do universo do Mario, Donkey Kong ou Star Fox, sempre existe uma consistência criativa que sempre encanta. Com Splatoon não é diferente.
Com personagens extremamente carismáticos, uma linguagem única e um design que conversa tanto com a história quanto com a jogabilidade, os inklings são um charme por si só.
Agora, com um modo história, esse design se sobressai ainda mais, com movimentos lindos e interações focadas em situações diferentes, ao invés do foco só em batalha multiplayer.

O Mecânico (você!), Shiver, Frye e Big Man
Trazendo uma história divertida e que explica grande parte do universo de Splatoon, Splatoon Riders coloca o jogador na pele do Mecânico que, junto de Shiver, Frye e Big Man (personagens surgidos em Splatoon 3) aterrissam nas misteriosas ilhas Spirhalite atrás de nada menos que tesouros e muitos loots!
Mas a história é muito mais profunda, e é contada de uma forma muito inteligente, trazendo informações sobre o universo dos inklings, salmonids e outros detalhes desse mundo que, logicamente, não conseguimos ter nos PVPs dos Splatoons do 1 ao 3.
O jogo conta com os famosos arquivos (tipo os famosos files dos jogos da série Resident Evil) que podem ser encontrados nas fases e também concluindo algumas evoluções específicas que expandem ainda mais a história.
Conforme o jogador conclui fases, avança na história e desvenda os mistérios da ilha, o enredo vai ficando mais carismático e estranhamente sinistro, com momentos incrivelmente épicos. A batalha final contra o último chefe mesmo levei nada menos que 15 minutos de confronto intenso.
Splatoon Riders também possui outra característica muito forte encontrada em outros títulos da Nintendo, seja em jogos mais animados como Mario e Donkey Kong quanto jogos com enredo mais adulto como Fire Emblem e Metroid, que é ter uma atmosfera incrível.

Antes de cada missão, o jogador volta para a base, que fica mudando de local no oceano conforme avança nas fases, e pode conversar com os personagens, evoluir o esconderijo, ver a progressão das evoluções, da lista de inimigos encontrados, relíquias descobertas e muito mais.
As fases são divididas em diferentes tipos de desafios, alguns onde é necessário obter uma certa quantidade de Power Egg (deixada por inimigos após serem derrotados) para quebrar um cristal de Spirhalite, enfrentar todos os inimigos e alcançar o chefe, e explorar pequenas fases até chegar no maior cristal.
As fases são enxutas e lindas, porém bem limitadas, o que traz um bom passo para o jogo mas deixa a exploração dos arquivos e bússolas, que ficam escondidas pelas fases, bem fáceis de encontrar, o que não é uma característica dos grandes títulos da Nintendo, que escondem segredos bem obscuros em suas fases. Além disso, há certos cenários que acabei morrendo porque pensei que podia explorar um pedaço, como uma canoa encalhada no meio do mar, e o Mecânico simplesmente atravessou e caiu no mar.
A mágica do PVP transformado em modo campanha de um jogador
Se Splatoon conseguiu ser incrível e inovador no modo multijogador contra 4 pessoas em seus títulos passados, a Nintendo conseguiu fazer a mesma coisa com o modo campanha para um jogador e no modo cooperativo online.

Ao iniciar o jogo e passar pelas fases de tutorial, pensei que seria um título fácil e simples e, rapaz, como eu estava enganado. Splatoon Riders é um dos jogos mais balanceados que já joguei, como uma dificuldade gradativa muito bem nivelada, e momentos de dificuldade extremamente desafiadores.
E o mais incrível é como a jogabilidade conseguiu trazer diversas armas, power-ups e habilidades diferentes que podem ser combinadas para atravessar diferentes tipos de situações e lidar com a diversidade de inimigos.
O arsenal é vasto e longe de ser repetitivo. Splatoon, e isso contando com os títulos PVP, sempre trouxe uma vasta quantidade de loots, e quando se trata de armas, as variações não são somente estéticas: estamos falando de uma seleção ampla de equipamentos com efeitos e formas de jogar diferentes.
Como Splatoon Riders foca nos famigerados Salmonids, o que traz uma vasta quantidade de inimigos diferentes com ataques e habilidades variadas, toda arma possui vantagens claras contra cada tipo de inimigos e, ainda assim, se o jogador for bom, também servem para derrotar inimigos mais resistentes a esses tipos de armas.
Armas mais fortes e mais raras também possuem melhorias que podem aprimorar atributos do Mecânico ou infligir status negativo nos inimigos, desde congelar os salmonids até fermentá-los, assim fazendo os ataques causarem mais danos.

Mas o que rouba a cena são os Gadgets (dispositivos) que o jogador pode equipar (2 no primeiro momento, 3 quando o tanque escolhido estiver no nível máximo). É possível equipar até três tanques diferentes de tinta (força, velocidade e tático), e cada um possui 5 gadgets (um inicial, o restante tendo que desenvolver na base usando os Spirhalite).
Cada Gadget possui slots, que podem ser aumentados conforme o jogador ganha nível e evolui o atributo, e cada dispositivo possui muitos power-ups para equipar, desde o padrão de dano mais alto e distância maior até puxar salmonids e explodir ao ser inserido no campo. A quantidade de variação é enorme e não é só mais um adendo ao dano, mas sim funções que fazem toda a diferença dependendo dos tipos e níveis de inimigos enfrentados.
A magia está na forma de jogar com cada tanque, e cada gadget possui uma função totalmente diferente dos outros, trazendo uma variação que é sempre divertida de se fazer.

Tudo parece muita coisa pra decorar, né? Mas as funções são simples, fáceis de mexer e, como sempre, a Nintendo consegue fazer de uma forma tão simplificada e intuitiva que nada parece chato ou entediante. A jogabilidade é sempre progressiva, inteligente e robusta, mantendo uma constância de desafios que nunca fica fácil ou impossível de se resolver.
Online rápido, balanceado e divertido
Está difícil passar de uma fase? Então tá na hora de pedir aquela ajudinha para os amigos. Splatoon Rider possui um menu extremamente rápido e fluido para pedir ajuda e também ajudar os outros.
Em nenhum momento fiquei mais de um minuto aguardando para entrar em uma partida e não passei por nenhum lag ou travamento durante o jogo. Pedir ajuda é sempre uma alívio nas partidas, e ajudar sempre é um desafio. O balanço do jogo é um fator tão incrível que só experimentando para entender a maestria encontrada aqui.

Customização é o que não falta
Além do arsenal diversificado de armas, o Mecânico conta com uma habilidade especial que pode ser usado ao coletar Power Eggs suficientes para liberar três ataques poderosos, dependendo de qual companheiro o mecânico está levando no robô (e cada um com suas vantagens próprias) para acabar com aquela horda que nunca acaba.
Eu poderia passar horas falando da quantidade de mecânicas, progressão inteligente e desafios que o jogo possui, mas seria impossível enumerá-las em um único artigo, e tudo isso, acredite se quiser, em 18 horas de jogo, o total que levei para finalizar.
Mas não se engane! Ao finalizar o jogo, você só terá por volta de 60% dos inimigos listados, e novas ilhas se abrem, além de versões mais difíceis de cada fase. Como se não fosse suficiente, a jogabilidade pós-jogo muda, podendo evoluir as salas da base trazendo novas mecânicas de mudança das armas e dos gadgets. Splatoon Riders é um dos jogos que mais possui mudanças no pós-jogo que vi em anos.
E se você gosta de fazer 100% e tem, assim como eu, aquela mania de complecionista, prepare-se para um jogo que vai durar muito mais de 25 horas. Fazer 100% das armas, gadgets, arquivos de história, tesouro e lista de inimigos é extensa e nunca fica entediante.

Splatoon Riders não é só uma nova forma de explorar esse título focado em PVP, mas com toda certeza um novo universo de um jogador da Nintendo que chegou pra ficar.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela Nuuvem.
Splatoon Raiders
Editora: Nintendo
Desenvolvedora: Nintendo EPD No. 5
Tipo de Mídia: Cartucho, Digital
Tamanho do Arquivo: 20.0 GB
Lançamento: 23/Jul/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop R$ 279,90 Nuuvem Shopee Play-Asia Mercado Livre



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