Em um comunicado publicado no site oficial da Epic Games (link), a empresa informou que está demitindo mais de 1.000 funcionários. A mensagem afirma que a queda no engajamento de Fortnite, iniciada em 2025, fez a Epic gastar “bem mais” do que arrecada, o que levou à necessidade de cortes para manter a companhia financiada.
O texto diz que, somadas às demissões, a Epic já identificou mais de US$ 500 milhões em economia ao reduzir contratos, marketing e ao encerrar algumas vagas que estavam abertas, com a meta de deixar a empresa em uma posição mais estável.
O comunicado também aponta dificuldades mais amplas do mercado, como crescimento mais lento, gastos mais fracos do público e custos mais difíceis de equilibrar, além de citar que os consoles atuais estariam vendendo menos do que a geração anterior e que os jogos competem por tempo com outras formas de entretenimento.
Ao mesmo tempo, a Epic menciona desafios próprios, como a busca por entregar temporadas com “magia” consistente em Fortnite, o retorno ainda no começo ao mobile e o esforço para otimizar o jogo para uma base enorme de smartphones. A empresa também ressalta que as demissões não estão ligadas ao uso de IA.
Sobre o futuro, a Epic afirma que o foco será criar experiências mais fortes de Fortnite com conteúdo sazonal, jogabilidade, história e eventos ao vivo, além de acelerar ferramentas para desenvolvedores enquanto evolui de Unreal Engine 5 e UEFN para a Unreal Engine 6. A mensagem ainda fala em “grandes planos de lançamento” para o fim do ano.
Para quem foi afetado, a empresa diz que oferecerá um pacote com pelo menos quatro meses de salário base (com aumento conforme o tempo de casa) e extensão do plano de saúde pago pela Epic. No caso dos Estados Unidos, a cobertura citada é de seis meses. A nota também menciona antecipação de prazos ligados a ações até janeiro de 2027 e ampliação do período para exercer esses benefícios por até dois anos.


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