Em entrevista ao Nintendo Life, a Playtonic detalhou como viabilizou o novo Modo Performance de Yooka-Replaylee no Switch 2, atualização que finalmente permite jogar a 60 quadros por segundo.
Segundo Simon Gerges, líder de software do projeto, o trabalho para chegar ao novo modo foi longo e exigiu um processo cuidadoso de análise de gargalos em cada fase do jogo. A Playtonic afirma que precisou identificar áreas mais custosas, realizar várias otimizações menores que, juntas, geraram ganhos relevantes, além de reestruturar boa parte dos elementos de fundo. O estúdio também comentou que esse processo acabou afetando a estabilidade em diferentes momentos, algo que demandou tempo extra até que o jogo pudesse receber a atualização em condições seguras.
Um dos pontos mais interessantes da entrevista está justamente nas tecnologias utilizadas para esse resultado. A Playtonic afirma que optou pelo FSR no Modo Performance, enquanto o Modo Fidelidade agora utiliza o Spatial Temporal Postprocessing da Unity. Ao ser questionada sobre o uso de DLSS e do upscaler da própria Nintendo, a empresa disse que ainda não conseguiu utilizar esses recursos, explicando que novas tecnologias podem demorar para se tornar acessíveis em diferentes engines e renderizadores. Ainda assim, o estúdio afirmou que tanto o DLSS quanto o upscaler da Nintendo estão começando a ficar disponíveis agora, e que há interesse em explorar essas soluções futuramente.
Outro aspecto ressaltado pelo estúdio foi a decisão de não alterar a estrutura do jogo para atingir os 60 fps. Gerges afirma que teria sido mais simples cortar elementos incidentais dos cenários, reduzir a quantidade de inimigos ou modificar as fases de forma mais agressiva, mas a Playtonic preferiu preservar a mesma experiência oferecida nas demais versões e no modo de maior qualidade visual. Em vez disso, a equipe trabalhou em ajustes mais amplos, avaliando custo e benefício de elementos como resolução, escala de renderização, efeitos de pós-processamento, sombras, vegetação, água, iluminação e neblina.
O estúdio também comentou sobre o comportamento do jogo no modo portátil e no modo dock. De acordo com Gerges, o VRR do Switch 2 ajuda bastante a suavizar pequenas oscilações de desempenho no portátil, tornando eventuais quedas momentâneas praticamente imperceptíveis. Já no modo dock, essas variações seriam mais fáceis de notar, o que exigiu um cuidado ainda maior para manter a consistência da experiência.
A atualização, aliás, é robusta: a Playtonic afirma que o patch tem quase 5 GB, justamente porque muitas partes do jogo precisaram ser modificadas. Além do novo Modo Performance, o pacote também inclui correções de bugs e melhorias de estabilidade acumuladas desde o lançamento. .
Assista ao trailer promocional da atualização a seguir.



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