A Nintendo compartilhou novos detalhes sobre o desenvolvimento de Nintendo Classics, serviço incluído no Nintendo Switch Online que permite jogar títulos clássicos de consoles como o Famicom e o Game Boy no Nintendo Switch 2 e no Nintendo Switch. As informações foram publicadas em uma entrevista da companhia sobre sua rotina de trabalho e os desafios de coordenar equipes espalhadas pelo mundo.
Segundo o relato de um gerente de projetos da Nintendo, o desenvolvimento de Nintendo Classics envolve diferentes necessidades para cada hardware e jogo. Entre os exemplos está a função “Ver/alterar controles”, adicionada ao Nintendo Switch 2, que permite conferir a distribuição dos botões e personalizá-la de acordo com a preferência do jogador.

A equipe responsável reúne profissionais de escritórios no Japão e no exterior. Enquanto a unidade japonesa conduz a direção do desenvolvimento, programadores de outras regiões trabalham na implementação de recursos e no desenvolvimento dos títulos, enquanto equipes adicionais cuidam da localização e dos testes. A gestão precisa considerar diferenças de fuso horário, idioma, cultura e feriados.
Um dos momentos destacados aconteceu antes do lançamento do Nintendo Switch 2, quando a Nintendo decidiu apresentar Nintendo GameCube Nintendo Classics em uma experiência para o público. Como a função de alteração de controles ainda estava em desenvolvimento, a equipe precisou definir o que seria essencial para a demonstração e priorizar a sequência básica de uso: conferir a configuração atual, escolher o botão, selecionar a ação e confirmar a mudança.

Outros recursos, como a possibilidade de visualizar a disposição original dos botões do controle, foram deixados para a versão final. Para reduzir falhas de comunicação, os escritórios receberam unidades do Nintendo Switch 2 e passaram a compartilhar a tela enquanto verificavam cada comportamento. A equipe também recorreu a explicações em inglês e a momentos de interação durante partidas online para fortalecer a proximidade entre os profissionais.


A Nintendo conclui que o gerenciamento de projetos não precisa seguir um único método. Conforme a especialidade dos integrantes e a fase de desenvolvimento, a equipe pode reorganizar prioridades e alterar sua abordagem para que todos avancem na mesma direção.


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