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Análise Retro

Donkey Kong Country (Análise Retrô)

por 'Necro' Felipe Lima
26 de janeiro de 2021 às 18:00
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Hoje trago pra vocês leitores do blog uma das franquias mais icônicas de todos os tempos: Donkey Kong.

O primeiro jogo da série data de 1981, desenvolvido pela Nintendo para arcades, o título marca  o mundo dos jogos como o primeiro jogo de plataforma já feito.  No início dos anos 90 a franquia chegou ao SNES com a série Donkey Kong Country, sendo conhecida como a série clássica da franquia por diversos jogadores.

Recentemente, os títulos clássicos da série Country foram disponibilizados no app SNES, acessível para todos os assinantes do Nintendo Switch Online. Os títulos clássicos adicionados incluem:

  • Donkey Kong Country
  • Donkey Kong Country 2: Diddy Kong’s Quest
  • Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!

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Donkey Kong Country foi lançado em 1994 para o SNES e contava com uma qualidade gráfica impressionante para a época ao usar sprites 2D de gráficos pré-renderizados em 3D. 

O jogador conta com dois personagens principais possíveis: Donkey Kong, um gorila forte e lento, e Diddy Kong, um macaco ágil e um pouco mais frágil que DK, sendo perfeito para jogatinas mais aceleradas. 

A missão dos personagens é simples: resgatar o cacho de bananas roubada pelos Kremlings. Os Kremlings são crocodilos humanóides, e seu líder é o grande King K Roll, o grande vilão da série – e figurinha carimbada no Smash Bros Ultimate junto de DK e Diddy Kong.

Além da possibilidade de jogar com DK e Diddy, o jogador tem à sua disposição diferentes Animal Buddies, que funcionam como montarias ou até mesmo como personagens jogáveis em alguns segmentos dos níveis. Cada um dos animais possui uma habilidade e jogabilidade específicas, e o jogador deve ser capaz de utilizá-las a seu favor. A possibilidade de jogar com um dos Animal Buddies traz muitas possibilidades para a experiência do jogador, facilitando os níveis e adicionando um carisma relevante. Um exemplo muito claro disso é o peixe-espada Enguarde que facilita e muito os níveis aquáticos, já que tem ataques extremamente eficazes contra os inimigos e adiciona bastante velocidade.

Se você quer ter uma sensação do que eu estou falando, pense em como Super Mario World muda quando Yoshi entra em cena: são os pequenos detalhes que trazem grandes experiências nesses jogos. O uso de um animal buddy pode simplificar ou complicar a sua vida, tudo depende de como você explora essa possibilidade.

O título ainda conta com uma jogabilidade muito fluida, que pode ser por vezes desafiadora e ainda assim muito simples. O jogo é um clássico modelo de plataforma 2D, em que o jogador progride pelo cenário e enfrenta inimigos variados, os inimigos são derrotados com pulos em suas cabeças, arremesso de barris e por ataques comuns tanto de Diddy e DK, quanto dos animais auxiliares.

Reitero: o jogo tem mecânicas simples, mas tão bem trabalhadas, que proporcionam desafios extremamente satisfatórios ao jogador. Dessa forma, o jogo se torna extremamente atraente e serve de inspiração para diversos jogos de plataforma modernos, como Cuphead.

Os desafios presentes no jogo incluem ainda níveis em que a locomoção pelo cenário se dá apenas em um carrinho de mineração, por exemplo. Níveis como esse parecem extremamente simples, mas exploram ao máximo a precisão e o sangue frio do jogador, que deve completar movimentações muito ágeis para chegar ao fim coletando todos os bônus sem morrer.

O jogo conta ainda com outros percalços interessantes, como nevascas que se acirram conforme o jogador progride no nível, progressivamente dificultando a visibilidade e contribuindo para uma atmosfera muito interessante.

Outro destaque na experiência com o jogo, a trilha sonora de Donkey Kong Country é uma obra prima por si só. As melodias criadas ainda na era do console de 16 bits conseguem contribuir majestosamente para criar uma atmosfera de opressão e urgência, mesmo em cenários vibrantes e tropicais, intensificando a imersão do jogador na missão de DK e Diddy.

Todos esses fatores contribuem ativamente para tornar Donkey Kong Country um dos melhores jogos já feitos para SNES e um clássico dos clássicos, sendo um must play para todos os jogadores.

[bs-heading title=”Donkey Kong Country 2: Diddy Kong’s Quest” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Sendo lançado já no ano seguinte do primeiro título da franquia, em 1995 foi lançado Donkey Kong Country 2, que até poderia ser apenas uma reciclagem do título original com alguns elementos novos, mas o jogo é muito mais do que isso. Reconhecido por muitos jogadores como o ápice da franquia Donkey Kong, DKC2 repete a fórmula do sucesso de DKC, mas ainda inclui diversas melhorias que tornam este um dos melhores jogos já feitos para o SNES e o jogo favorito de diversos jogadores.

Tudo começa por uma pequena mudança nos personagens principais devido ao plot do jogo: DK foi raptado e Diddy Kong se junta a Dixie Kong para salvar o grande gorila. A adição de Dixie é com certeza um dos pontos altos do título – a personagem conta com a habilidade única de planar, o que traz ainda mais possibilidades para desafios e mecânicas nos estágios. Bem como em DKC, o game explora muito bem a capacidade de alternância entre nossos dois heróis que, junto com essa nova habilidade de Dixie, transforma um recurso simples numa das chaves para o sucesso de DKC2.

Outro ponto em que DKC2 mostra a sua cara é na progressão de dificuldade do jogo, que ocorre de forma muito natural e coerente, num processo que é, ao mesmo tempo, desafiador e prazeroso. A regra em DKC2 é: nada é muito simples, mas nada é excessivamente complexo de modo a comprometer a experiência do jogador. Esse processo é realmente feito na medida, com desafios que te incentivam a querer jogar mais e mais.

Também foram incluídos diversos colecionáveis, como moedas especiais, além de níveis bônus ainda mais variados e a volta da possibilidade de uso dos Animal Buddies durante os níveis, com adições que trazem novas propostas para o jogo.

Um exemplo de níveis bônus adicionados ao jogo são os níveis secretos, que só são acessíveis se o jogador cumprir algumas condições específicas, como coletar os itens especiais durante os níveis.

Para fechar com chave de ouro seria impossível não citar (mais uma vez) a trilha sonora. DKC2 leva o feito de DKC a um novo patamar, trazendo uma experiência ainda mais prazerosa e surpreendente, até mesmo para os padrões atuais.

Minha parte favorita de todos os níveis era com certeza o final, onde Dixie ou Diddy contribuem com um pequeno solo de guitarra ou um curto rap. 

São os pequenos elementos que fazem de DKC2 um clássico memorável e um must play para todos!

[bs-heading title=”Donkey Kong Country 3: Dixie Kong’s Double Trouble!” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Donkey Kong Country 3 foi lançado no final de 1996, época em que o Nintendo 64 já tinha dado as caras no Japão e consequentemente bem perto do fim do ciclo de vida do SNES. Muitos jogadores acabaram não jogando DKC3, seja pelo hype com o N64 ou porque algum colega ou amigo disse que o jogo não valia a pena. O primeiro motivo é justificável, mas o segundo motivo está totalmente descolado da realidade. DKC3 é um título que segue bem a tendência iniciada por DKC e DKC2, sendo um jogo excelente e extremamente agradável de se jogar.

Nessa aventura Diddy Kong e Donkey Kong são raptados e resta a Dixie Kong se juntar ao bebê Kiddy Kong para salvar os antigos protagonistas. Dixie Kong segue com as mesmas habilidades que tinha em DKC2 e Kiddy Kong lembra bastante o DK, sendo um personagem mais robusto e que ataca com rolagens, sendo uma surpresa positiva. Também foi incluída a possibilidade de alguns ataques e movimentos especiais quando os personagens andam de cavalinho, montando um em cima do outro, ou em interações com o cenário.  Kiddy Kong é capaz de quicar na água enquanto rola, o que torna certas regiões do cenário acessíveis apenas para este personagem.

A dificuldade do jogo é ligeiramente menor do que a de seus antecessores, mas isso não compromete a experiência do jogador, já que existem mais possibilidades e conteúdos extras escondidos dentro dos níveis e mapas.

O jogo se apoia em muitas das construções de DKC2, mas ousa inovar com novas mecânicas, como os ataques em dupla, o mapa aberto, que permite e exige exploração,  e  o sistema de troca de itens, fundamental para progressão no game. Um exemplo muito claro disso é o sistema de veículos, cada um dos veículos tem características específicas que podem lhe permitir acessar algumas áreas especiais.

Um outro elemento muito interessante e legal desse jogo é a possibilidade de acessar três finais diferentes a depender das quests e itens colecionados pelo jogador. O jogo ainda conta com um mundo secreto, escondido em algum canto do mapa e que compõe um desses finais alternativos.

Como já virou tradição, a  trilha sonora de DKC3 segue a tendência de seus antecessores, sendo um dos elementos mais marcantes desta obra. Não existe DKC sem uma trilha sonora de qualidade, é isso.

Digo e repito: se você nunca jogou DKC3, aproveite essa grande oportunidade e jogue. Reitero aos veteranos: esse é um jogo imperdível e que pode ter passado despercebido por diversos fãs da série, não perca essa chance.

Tags: analiseretroDonkeyKongCountryNewsNintendotopo


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