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Análise

Análise – Airborne Kingdom

por Ary Luz
22 de novembro de 2021 às 18:01
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Se tem um estilo de jogo que há inúmeras opções por aí, é jogo de civilização. Airborne Kingdom, porém, se propõe a algo bastante diferente: colocar essa civilização nas alturas. Como é a experiência?

[bs-heading title=”Sobre Airborne Kingdom” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Airborne Kingdom é o primeiro jogo o estúdio independente The Wandering Band, um estúdio americano fundado em 2018 por veteranos da indústria, com experiência em jogos de franquias como Dragon Age, Battlefield e Star Wars.

Decididos a criar jogos que ultrapassem barreiras de gênero e que tenham mais liberdade de explorar mecânicas diferenciadas, eles lançaram Airborne Kingdom em dezembro de 2020.

Depois de pouco menos de um ano, agora em novembro de 2021, o jogo chega aos consoles, incluindo o Nintendo Switch.

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[bs-heading title=”História” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Há muitos anos (não consigo me lembrar de quantos), havia uma maravilha mecânica no formato de um reino voador que conectava todos os reinos do mundo.

Com a sabedoria do Conselho dos Trabalhadores do Reino, e o fato de ele conseguir compartilhar recursos entre os 12 reinos, todo o mundo prosperava. Aí, de uma hora para a outra, o Reino Voador desapareceu, e a conexão sumiu, e os recursos ficaram escassos.

Em Airborne Kingdom, você assume o papel de alguém que descobriu a planta do Reino Voador original, e se propõe a recriar isso. Para conseguir seu objetivo, você precisa reunir 150 trabalhadores novamente, além de refazer os laços com todos os 12 Reinos, enquanto coleta recursos no mapa abaixo para aumentar sua máquina até virar o Reino de novo. Cada um deles está com algo faltando, algo que só o Reino Voador poderia encontrar, e você navega por todas as diferentes regiões para encontrar os Reinos, ajudá-los a se restabelecer e construir a ponte aérea para conectá-los a você.

Conforme você aumenta sua cidade, você atrai mais pessoas, que vão exigir coisas cada vez maiores, enquanto você equilibra seus recursos, e suas construções, desafiando a gravidade e as necessidades do seu povo e de cada um dos novos reinos.

[bs-heading title=”Jogabilidade” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Airborne Kingdom traz uma jogabilidade única para mim. Normalmente, você monta sua cidade coletando seus recursos ao redor, enquanto expande aos poucos, enfrentando a natureza e, em alguns casos, possíveis inimigos. Neste jogo, porém, a cidade e os recursos estão em locais diferentes. A cidade, nos céus, podendo voar livremente, enquanto que os recursos ficam no chão, e você deve voar de um lado a outro para conseguir coletá-los para alimentar suas fábricas, suas fornalhas ou para construir um templo novo para seus cidadãos.

Para fazer parcerias com os diferentes reinos, você precisa passear por regiões diferentes, e cada uma delas tem recursos diferentes disponíveis. Para navegar pela região marítima, você precisa armazenar mais carvão, porque não há quase nada disponível. Se for às terras mais altas, precisa estocar comida, ou ter suas fazendas trabalhando em alto nível. Isso faz com que seja necessário desenvolver estratégias diferentes para enfrentar cada região e cada objetivo diferente.

Não há combate, exceto a luta constante contra a gravidade e pelo bem estar dos seus trabalhadores. Para adicionar velocidade de movimento e novas estruturas, é necessário instalar turbinas, hélices, asas, etc. Porém, várias dessas construções, assim como as fábricas necessárias para aumentar o progresso do seu reino, causam desconforto se estiverem perto demais das casas dos seus trabalhadores. Além disso, se a cidade começar a inclinar, pessoas ficarão insatisfeitas, porque é difícil viver quando seus quadros ficam caindo da parede, e aí, as pessoas vão embora, e você tem que melhorar as condições de vida, antes de conseguir atraí-los novamente. Se sua cidade ficar sem carvão, ela vai começar a cair, e você tem um tempo limitado para conseguir chegar ao reino mais próximo e trocar recursos por carvão (ou encontrar uma mina de carvão próxima).

As diferentes missões solicitadas pelos reinos, bem como as diferentes necessidades para equilibrar a felicidade dos seus trabalhadores são desafiadoras o suficiente para que o jogo não seja fácil demais, mas se você tiver paciência e planejar direitinho, não é necessário ter muito stress.

O jogo ainda tem um modo de New Game+, que é habilitado depois que você termina pela primeira vez, que o local de início da sua cidade é aleatório, e os recursos são mais variados, além de um modo Criatividade, que você pode montar a cidade que você quiser com todas as construções que já foram habilitadas no jogo principal. E durante o jogo, a qualquer momento, você pode mudar para o modo foto, e pausar a cena, usar uma série de filtros diferentes e fazer seus melhores cliques para exibir sua cidade nas redes sociais.

Se há uma coisa que é ruim, é mudar os edifício de lugar. Apesar de eles serem bem diferentes, em alguns casos, você pode, por exemplo, empilhar prédios, mas pra mudar, tem que mudar andar por andar. Além disso, há alguns momentos em que é difícil de mover o cursor com precisão, especialmente se a cidade estiver em movimento.

[bs-heading title=”Parte Técnica” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

De verdade, parabéns a quem fez o port. Salvo raros momentos nos quais há muitos aviõezinhos voando para coletar recursos diferentes perto de Reinos com muitos detalhes, o jogo basicamente não tem lags ou congelamentos. Os detalhes não são tão claros, mas ainda assim, você consegue discernir bem os diferentes recursos, especialmente se não estiver muito distante, e depois que você se acostuma, é fácil diferenciar um prédio de outro, bem como os diferentes reinos.

Não tem nada de muito polido nos gráficos em si, eles são razoavelmente embaçados em alguns pontos, mas a opção de estilo de arte foi muito boa, e especialmente os detalhes das pontas do mapa, que lembram um tapete que vai se desenrolando, ficaram muito bonitos.

O jogo tem músicas extremamente relaxantes, e os sons dos ambientes são muito realistas. É muito interessante dar zoom na sua cidade/vila/reino voador e ouvir a fazenda funcionando, ou as turbinas, ou as fábricas. No geral, uma das coisas que mais me incomoda num jogo é quando o desempenho atrapalha minha diversão. E quando o jogo é relaxante, como este deveria ser, as coisas ficam bem piores. Mas felizmente, não é o caso aqui.

[bs-heading title=”Conclusão” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Airborne Kingdom é uma experiência única em jogos de civilizações, na qual os únicos inimigos que você combate são a gravidade, o humor dos seus trabalhadores e a possível escassez de recursos. Sem problemas de performance, e com uma jogabilidade que é, na maior parte do tempo, relaxante e divertida, ele é um ótimo cartão de visitas para o estúdio, e vale demais a pena conhecer.

Airborne Kingdom
Veredito
Airborne Kingdom é uma experiência única em jogos de civilizações, na qual os únicos inimigos que você combate são a gravidade, o humor dos seus trabalhadores e a possível escassez de recursos. Sem problemas de performance, e com uma jogabilidade que é, na maior parte do tempo, relaxante e divertida, vale demais a pena conhecer.
Prós
Jogabilidade inovadora
Desafios criativos
História interessante
Diversidade de modos para montar sua cidade voadora
Contras
Dificuldade de mover prédios
Gráficos poderiam ser mais polidos
8.5
Inovador
Tags: AirborneKingdomanaliseNewsNintendoTheWanderingBandtopo


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