FUR Squadron Phoenix é um shoot ‘em up inspirado diretamente na série Star Fox, trazendo combates espaciais em trilhos com visual low-poly e estrutura roguelite. A proposta mistura ação arcade com progressão e upgrades, criando uma experiência moderna sobre uma base clássica.
Uma homenagem clara e bem executada

FUR Squadron Phoenix é uma sequência direta de FUR Squadron e foca em missões rápidas, combate fluido e replay constante, com variações nas fases que mantêm a experiência dinâmica sem fugir do seu núcleo arcade.
O jogo deixa clara sua inspiração em Star Fox desde o início. A estrutura, o ritmo e o estilo de combate seguem essa linha clássica, mas com identidade própria. O visual low-poly em 3D funciona muito bem. Ele traz um charme retrô moderno que combina com a proposta e mantém tudo visualmente agradável.
Jogabilidade fluida e fácil de pegar

Controlar a nave é extremamente satisfatório. Os comandos são responsivos e fáceis de aprender, permitindo entrar no ritmo rapidamente. Porém, fica a queixa de que não é possível controlar a mira e nave separadamente, algo que já vi funcionar muito bem em propostas similares.
Essa falta de opção não compromete a profundidade, mas traz limitações nos controles e liberdade de movimento. O game continua desafiador e recompensa quem busca dominar seus sistemas.
Performance, visual e upgrades

FUR Squadron Phoenix roda muito bem tanto no modo portátil quanto na dock. A performance é estável e existe um modo dedicado que libera o framerate. Apesar de não existir uma versão específica para Switch 2, percebi que no segundo console o fps é bem estável e roda a 60. Esse fps desbloqueado pelo desenvolvedor garante uma experiência suave, algo essencial para um jogo focado em reflexo e precisão. Visual e desempenho caminham juntos aqui.
Ademais, os upgrades fazem diferença real na gameplay. Melhorias em tiro, defesa e armas secundárias ampliam as possibilidades e deixam cada run mais interessante, e morrer só acrescenta a isso—apesar de, ainda assim, ser frustrante reiniciar a fase. Isso cria um ciclo de progressão consistente, mas certamente podia ter tido uma forma de ativar checkpoints.
Roguelite que funciona, mas podia ter tentado mais

A estrutura roguelite se encaixa bem na proposta. As variações acontecem principalmente no posicionamento de inimigos e elementos do cenário. Isso mantém a experiência dinâmica sem quebrar o ritmo. Mesmo assim, senti falta de uma opção de ter checkpoints, tornando o produto menos baseado em “tentativa e e erro”.
A ausência de modos multiplayer é o único ponto no qual o indie fica devendo forte. Um jogo desse tipo combina perfeitamente com um co-op ou modo versus. Isso limita o potencial da experiência e diminui o fator replay. Jogar com ou contra amigos traria uma camada extra que faria muita diferença.
Um arcade moderno que acerta quase tudo
FUR Squadron Phoenix entrega uma experiência sólida, com gameplay fluido, visual estilizado e progressão bem estruturada. A inspiração em Star Fox é clara, mas bem executada e adaptada. A única ausência real é o multiplayer. Fora alguns pormenores, o game funciona muito bem em tudo o que se propõe, sendo uma experiência direta, divertida e fácil de recomendar.
Cópia de review gentilmente cedida pelos produtores
FUR Squadron Phoenix
Editora: Raptor Claw
Desenvolvedora: Raptor Claw
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: 2025
Plataformas:


Discussões sobre isso post