Mortal Kombat pode não ser o mais balanceado dos jogos no competitivo atualmente como Street Fighter e Tekken, mas sua longa história, que conta com uma legião de fãs, mantém a série viva e pulsante até hoje.
Um dos grandes chamarizes da saga é sua história e seus diversos modos para jogar sozinho, desde colecionáveis até aventuras com elementos de RPG, como vimos nos títulos de Playstation 2.
Com todo esse tempo no mercado, as novas gerações podem se sentir um pouco perdidas quando se trata da história dos jogos mais antigos, e até mesmo dos atuais, que são conectados com os títulos passados.
Mas não mais. A Atari junto da Digital Eclipse traz para as plataformas modernas, o queridinho da Nintendo incluso, os clássicos jogos até a era do Mortal Kombat 4 nos arcades e do Deadly Alliance no Gameboy Advance.

Mortal Kombat Legacy Kollection, uma verdadeira biblioteca de extras da saga
Se você acompanha a saga desde as eras passadas, é impossível não se arrepiar com a excelente apresentação do jogo. Iniciando com os raios sombrios que adornam a logo como em Mortal Kombat II até as estátuas dos lutadores do estádio de Mortal Kombat 1 passando nas laterais em 3D, é notável que o time entende da importância da saga para quem já é fã.
E, antes de entrar no aspecto da jogabilidade, é importante ressaltar a quantidade de extras que o jogo oferece.
Na Krypta, o jogador é banhado com o documentário das diversas eras do Mortal Kombat, desde seus primórdios com a captura de fotos realistas de atores e sua evolução até a mudança total para a era 3D. Tudo é separado de forma inteligente, com uma linha temporal mostrando as etapas da empresa e de seus criadores, que conta com entrevistas de Ed Boon e John Tobias.
Mas o melhor é a linha cronológica dos personagens. O jogo conta com uma forma inteligente de exibir todos os personagens e é possível exibir os lutadores de cada jogo presente na coletânea, ver suas histórias e cards iniciais e finais, para entender o que ocorreu com os guerreiros em cada edição. Tudo de forma cronológica e intuitiva.
Outro aspecto forte da série, especialmente dos clássicos, é a trilha sonora sombria e empolgante, e na Krypta é possível escolher e ouvir a música de cada jogo.

O desbalanço de sempre presente nos clássicos
Mas vamos para o que importa: os jogos. Mortal Kombat Legacy Kollection conta com grande parte da biblioteca que inicia em Mortal Kombat de 1992 até Mortal Kombat: Tournament Edition de 2003.
Porém, nem todos os títulos estão presentes na coletânea. Mortal Kombat Trilogy de Nintendo 64 (que contém a personagem exclusiva Khameleon) e Mortal Kombat 4 de Nintendo 64 (que contém cenário extra), Playstation e Dreamcast não estão presentes, assim como a edição de Game Gear de MK2. A edição de Dreamcast de Mortal Kombat 4, inclusive, adiciona personagens extras aos jogos.
É uma perda de oportunidade para quem teve um console ou outro na época e sempre quis testar a outra versão, que continha diferenças e personagens extras. As versões de Sega Saturno também não estão presentes, mas suas principais diferenças em relação ao playstation eram a performance.

À parte disso, o menu conta com diversos extras nos jogos presentes. Extras que realmente fazem a diferença. Além de você poder separar todos os jogos de acordo com a plataforma (arcade, consoles ou portáteis), os menus contam com desbloqueio de extras já no menu de seleção (muito útil se você quiser lutar contra os personagens secretos sem ter que atender as demandas excruciantes para tal), deixar tempo ilimitado, conferir o material extra do jogo como os panfletos e propagandas além de dois úteis tipos de treinamentos: o padrão e o treinamento de Fatality.
Os jogos de consoles e portáteis contam com o manual de instrução e todos contam com a possibilidade de mudança dos botões nos controles e a possibilidade de exibir os golpes do personagem escolhido na tela de luta, entre outros filtros de tela.

Os títulos presentes também contam com pontos de salvamento e carregamento para facilitar a jornada, o que é muito necessário. Os jogos mais clássicos possuem um chipness tão visível que se rivaliza ao clássico Art of Fighting da SNK.
A máquina lê praticamente todos os comandos que o jogador pressiona, principalmente nos três primeiros jogos da série, o que obriga o jogador a encontrar falhas nos padrões baratos dos inimigos e repetir estratégias nada justas para vencer. Isso faz o jogo parecer menos orgânico, não oferecendo um senso de progressão inteligente.

Seria interessante manter a dificuldade, como foi feito, para lembrar como realmente era o clássico, mas um modo arrange na dificuldade seria bem-vindo, especialmente para as novas gerações que não passaram por essa época em que as empresas faziam de tudo para devorar as fichas dos jogadores.
O modo online também é outro que sofre revezes, com uma declaração muito estranha da produtora, informando que, devido a limitações técnicas da plataforma do Switch 1 (a coletânea foi lançada separada para o Nintendo Switch 2) Mortal Kombat 4 não é possível jogar online.
É estranho, sendo que jogos como Guilty Gear Strive, um título muito mais pesado, roda sem problemas no primeiro console do Switch. Já quanto à emulação, sendo possível rodar em outras plataformas, inclusive no Switch 2, é estranho não ser possível rodá-lo no primeiro, passando a impressão de ter sido mais uma questão de tempo para ajustar as configurações para lançar logo do que realmente entregar um produto completo, como é possível notar no fato de outros títulos que não foram portados para a coletânea.

Clássicos nas plataformas modernas
Mortal Kombat: Legacy Kollection traz tudo o que um fã precisa para entrar de vez na história e na mitologia da série, com extras muito divertidos e fácil acesso aos segredos tão conhecidos da série, além de oferecer opção de remover sangue e violência para as famílias que querem se desafiar nos jogos com os filhos pequenos. Além disso, traz os dois jogos de plataforma e ação da série, mesmo sendo jogos muito criticados: Mythologies: Sub-Zero e Special Forces.
No entanto, é improvável que a dificuldade exacerbada dos jogos clássicos faça as novas gerações se interessarem pelos títulos, e a falta de jogos da série da mesma saga presente na coletânea faz parecer um compilação um tanto incompleta, especialmente quando os jogos que não estão presentes contam com personagens extras.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.




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