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Analise – Never Alone (Kisima Ingitchuna): Arctic Collection

Você nunca está sozinho.

Never Alone (Kisima Ingitchuna) é um jogo de plataforma com quebra-cabeças desenvolvido em colaboração com os Iñupiat, povo nativo do Alasca, e conta uma história passada por gerações. Originalmente lançado em 2014 para PC, está chegando ao Nintendo Switch na sua versão definitiva, que conta com a DLC Foxtales, uma outra história contada pela tribo.

História e jogabilidade

Never Alone (Kisima Ingitchuna) conta a jornada de Nuna e a Raposa, que buscam a origem da nevasca eterna que ameaça a sobrevivência. Com a ajuda de ambos, passamos por vários cenários gélidos que nos ensinam, pouco a pouco, a cultura dos Iñupiat, seja durante o gameplay, seja com as sabedorias antigas que achamos pelos cenários. Essas sabedorias são documentários feitos com nativos (o jogo está todo legendado em português), que ajudam bastante a dar mais profundidade aos cenários, uma vez que abordam crenças, histórias ou a origem dos personagens.

Durante a aventura, alternamos entre Nuna e a Raposa. Para seguir em frente, temos que utilizar as habilidades únicas de cada um: Nuna consegue empurrar objetos, subir escadas, atirar boleadeiras e cordas; Raposa consegue escalar paredes e interagir com os espíritos do cenário.
O maior desafio são os controles; não são de todo ruins, porém, algumas coisas podiam ser mais polidas. O gameplay depende muito de subir pelas beiradas e, volta e meia, elas são um problema, pois os personagens se comportam de formas estranhas ao pular de cima delas. O controle das boleadeiras (e do remo da DLC) são bem diferentes e frustrantes; às vezes, ele tenta simular o movimento real da ação, e acho que seria melhor se usasse o sensor de movimento para isso. Entretanto, como são momentos relativamente curtos, esse problema não atrapalha tanto.

Demorei em torno de 5 horas para terminar tudo, incluindo a DLC Foxtales. Never Alone (Kisima Ingitchuna) originalmente é feito para ser jogado em co-op, e creio que deve ser bem mais fluido e divertido assim, pois ficar alternando entre personagens é um pouco maçante.

Gráficos e trilha sonora

Como Never Alone (Kisima Ingitchuna) foi criado no Unity, mesmo sendo em 2D, seus modelos e cenários são em 3D. Os cenários são simples, mas ao mesmo tempo tem pequenos detalhes interessantes, como as animações do gelo quebrando ou da madeira rangendo. Durante os documentários, também é possível apreciar as artes nos estilo dos Iñupiat, bem como durante algumas transições de fase. Isso é algo bem diferente, e recomendo ver todos para uma melhor experiência.

Sobre a trilha sonora, por sua vez, não tenho muito o que falar, porque tudo que se ouve é o vento gelado, que às vezes sopra forte e te joga pra trás. Só existe música mesmo durante as cutscenes.

Conclusão

Never Alone (Kisima Ingitchuna) é um jogo leve e divertido, é legal pra quem busca um jogo curtinho para relaxar um pouco e de quebra conhecer uma nova cultura. Não tem muito fator replay, mas tem uma boa história que pode te emocionar e conteúdo extra para dar uma esticada.

Veredito
Never Alone (Kisima Ingitchuna) é uma incrível jornada de uma dupla que conta a história de um povo.
Prós
Bonito
Rápido
Extras
Contras
Controles estranho
Problemas de colisão
7.5
Tocante
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