Picross S Capcom Classics Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition são dois jogos de Picross, trazendo nonogramas de jogos clássicos da Capcom, SNK e Neogeo pra despertar saudosismo em qualquer fã de games antigos.
Sobre Picross S Capcom Classics Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition

Este Sobre vai ter que ser dividido em algumas categorias, já que esses dois jogos trazem muitas informações diferentes.
Sobre Picross S
Picross S é a versão atual da série Picross, iniciada pela Jupiter Corporation e Nintendo lá em 1995, com Mario Picross no Game Boy, trazendo nonogramas do ex-encanador mais querido do mundo. Com jogos jogos lançados para SNES, DS, 3DS e Switch também, a série tem algumas edições com imagens próprias, mas as que fazem mais sucesso são as de personagens conhecidos, como Zelda, Pokémon e Sanrio.
Sobre a Capcom
A Capcom é uma das empresas de jogos mais conhecidas do mundo. Fundada em 1979, ela tem sua matriz em Osaka, no Japão, e subsidiárias ao redor do mundo todo. Sua empresa antecessora foi uma das precursoras de arcades no país, e ela é responsável por sucessos como Resident Evil, Street Fighter, Mega Man, Devil May Cry, Monster Hunter, e muitos outros.

Sobre a SNK e o NEOGEO
A SNK (abreviação em japonês para Projeto Novo Japão) é uma empresa japonesa fundada em 1978, e assim como a Capcom, desenvolvia arcades originalmente, mas diversificou bastante seu catálogo com o tempo. Em 2001, a SNK original fechou por problemas financeiros, mas toda a sua propriedade intelectual foi comprada pela Playmore Corporation, que depois virou SNK Playmore, e agora se chama apenas SNK de novo, depois de ter sido comprada pela MiSK Foundation em 2022. Ela é dona de franquias como Fatal Fury, Metal Slug, The King of Fighters, Art of Fighting, Samurai Shodown e outras.
Em 1990, a SNK lançou duas versões de uma máquina de jogos chamada NEO GEO. Uma delas era Arcade, outra, um console doméstico. A vantagem do arcade NEO GEO em relação aos outros é que ele podia rodar vários jogos diferentes, em vez de um só, como até então era comum. Em 94, saiu o Neo Geo CD, versão em CD levemente melhorada, que usava CDs, em vez de cartuchos.
Com uma semana de alerta, em novembro do ano passado, descobrimos que receberíamos dois jogos gêmeos, e assim, em 27 de novembro, Picross S Capcom Classic Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition foram lançados.
Jogabilidade

Para quem não sabe o que é Picross, é a marca registrada da Nintendo/Jupiter para nonogramas. Nonogramas, também conhecidos como Hanjie ou Pic-a-Pix, são puzzles lógicos que lembram sudoku ou palavras-cruzadas, mas em vez de os quadradinhos serem preenchidos com números ou letras, eles são pintados ou não de acordo com as instruções numéricas da lateral e do topo. De acordo com os números, as linhas e colunas precisam ser pintadas adequadamente, e ao terminar, uma imagem aparecerá. A imagem é pixelada e curiosamente, também pode ser usada como instrução para bordar em ponto-cruz. O jogo foi criado por Non Ishida, uma editora gráfica, que teve a ideia depois de ganhar uma competição de design que era baseada em criar imagens usando luzes acesas e apagadas de um prédio em 1987. Coincidentemente, o mesmo tipo de quebra-cabeça foi inventado por Tetsuya Nishio e publicado em uma revista diferente da que ela publicou, na mesma época. Mas como a versão de Non foi a que ficou mais conhecida primeiro, o quebra-cabeça recebeu o nome em sua homenagem.
Há versões de todos os tamanhos, e embora a versão clássica seja com imagens em preto e branco, há versões coloridas dele, versão mega, e muitas outras.
Dizem que em time que está ganhando, não se mexe, e Picross S Capcom Classic Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition seguem à risca essa ideia. Utilizando toda a expertise da Jupiter de anos fazendo esses quebra-cabeças, os dois jogos são basicamente gêmeos, e é por essa razão que a review envolve os dois, em vez de termos duas reviews separadas.

Ele tem seis modos diferentes de jogo:
No modo Picross, você tem 150 quebra-cabeças diferentes para solucionar. Depois de dois 5×5 que servem como tutorial para quem nunca jogou, você tem de 10×10, 15×15 (a maioria deles) e 20×15. São 15 por página, e o último de cada página tem um nível mais difícil, porque você não pode usar os auxílios que o jogo oferece. Há opções que corrigem um erro, ou que alertam quais linhas/colunas podem ser preenchidas com as informações obtidas, entre outras coisas. Há até como começar o puzzle já com alguns quadradinhos preenchidos. Mas na última fase de cada tela, não é possível. Ao completar um quebra-cabeça, a imagem é colorida automaticamente, e você fica com ela colorida na tela de seleção. Especialmente nos menores, só dá pra entender o que é a imagem com ela pequenininha, mas nas maiores, você consegue entender o desenho enquanto faz mesmo, e isso às vezes ajuda a correr uns riscos quando você não sabe para onde seguir. As imagens são todas tiradas de jogos clássicos, a variedade dependendo de qual versão do jogo você está jogando.
Interessante é que você não precisa jogar em ordem. Facilita, já que segue em termos de dificuldade, mas se você quiser deixar as fases “boss” pra jogar depois de concluir todas as outras, fique à vontade.
Já o Mega Picross segue a mesma linha de desafios: 150 quebra-cabeças, 15 por página, puzzle boss no final de cada e os mesmos tamanhos, mas é uma maneira diferente, um pouco mais difícil de se jogar picross, já que aqui, algumas instruções não são só para uma linha/coluna, mas para múltiplias, e isso torna mais interessante o desafio. Não é recomendado para quem nunca jogou Picross normal, e eu recomendo que você jogue pelo menos uma página do normal antes de se arriscar aqui, é um salto bem grande de dificuldade. Terminando os puzzles, mesma coisa acontece aqui, eles se colorem.

Color Picross, por sua vez, é um que eu nunca arriscara antes, mas achei bem divertido de tentar. Aqui, o nível de dificuldade sobe novamente, porque, em vez de termos apenas quadrados preenchidos ou vazios, nós temos cores diferentes e espaços vazios, o que significa que tudo já fica colorido imediatamente, e é preciso manter atenção na hora de alternar as cores, para não se confundir, especialmente entre branco e cinza. O legal é que, ao completar os puzzles de Color Picross, como elas já são coloridas, as imagens resultantes ficam se mexendo, como um gifzinho pixelado.
Clip Picross é um modo bônus, na real. Bloqueado no começo do jogo, conforme você vai resolvendo os Picross e Mega Picross, você desbloqueia a capacidade de resolver esses. Eles são, na verdade, pedaços de quebra-cabeças que se juntam e formam um nonograma gigante completo de 120 x 120. São cinco diferentes, e cada um deles é formado por 40 partes, então, é uma jornada para o médio e longo prazo. Ao terminar, você tem como recompensa uma animação muito bem feita de cada uma das cinco imagens. Vale a pena o esforço.
Temos também o Desafio de Tempo traz 30 nonogramas diferentes, entre 10×10 e 15×15, que você precisa fazer antes que o tempo acabe. Ele não tem a roleta de dicas iniciais, mas tem alguma assistência. Cada erro reduz seu tempo, e se chegar a zero, você fracassa.

Por fim, o Modo Extra traz cinco puzzles gigantes para serem resolvidos. Entre 30×30 e 40×30, o maior desafio possível no jogo atualmente, além do grande desafio de enxergar os quadradinhos. Ele é o que a imagem fica mais bonita (fora os Clip Puzzles completos), e o que dá a maior satisfação de completar, pelo nível alto de dificuldade.
Picross S Capcom Classic Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition também têm uma galeria que te permite ver todos os planos de fundo do jogo, um Tutorial maravilhosamente bem-feito e opções bem variadas para ajustar o nível de dificuldade que você quer. Também há opções bem boas de acessibilidade, além da possibilidade de jogar com os botões ou tocando na tela. Seria uma pena um jogo de Picross não aproveitar da função touch do Switch, e mais uma vez, isso é usado. Para quem joga no Switch 2, o suporte ao modo mouse do joycon também é aceito, e é até mais fácil de jogar com ele. As opções também te permitem escolher qual música você quer ter de fundo quando joga.
<h4>Parte Técnica</h4>

Os jogos rodam lisos, leves e soltos. Nada de muito surpreendente, já que Picross S Capcom Classic Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition são as entradas 17 e 18 de Picross S, o que significa que a Jupiter sabe fazer muito bem o que deve.
Um detalhe bonitinho é que os jogos se complementam em suas telas-título. Enquanto na versão Capcom, as personagens estão olhando para a direita, na versão SNK, estão olhando para a esquerda, como se estivessem se encarando, é quase uma versão Picross de Capcom vs SNK.
Não que um jogo de puzzle seja muito complicado, mas em alguns deles, temos dificuldades em operações básicas que distraem e transformam o puzzle em algo secundário. Aqui, não. Seja no toque ou no botão, a resposta é imediata, não há travamentos, não fechou em nenhum momento, e nem houve lentidão.
Pontos extras pelo fato de você literalmente poder escolher como quer jogar, se num joycon, pro controller, usando a tela de toque ou no mouse.
As músicas são as clássicas da era 8 bits, com sons monofônicos e polifônicos tirados diretamente dos jogos da Capcom e da SNK. É bastante legal quando eu reconhecia uma música e ficava ansiosa para saber qual arte daquele jogo da minha infância apareceria.
A tradução em português dos jogos é muito bem-feita, e ele segue o idioma do console.
<h4>Conclusão</h4>
Picross S Capcom Classic Edition e Picross S SNK Classics & NEOGEO Edition são as entradas mais recentes da franquia Picross S, resgatando alguns jogos clássicos do princípio dos arcades e videogames domésticos, e transformando-os em nonogramas. Não inova, mas entrega tudo o que se procura nesse tipo de jogo.
Análise feita com cópias dos dois jogos gentilmente cedidas pela Jupiter



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