A mais nova IP da Capcom aterrissa no Nintendo Switch 2.
Pragmata, a nova ip da Capcom que ficou alguns anos em desenvolvimento, finalmente está chegando para PC e para os consoles, como o Nintendo Switch 2. É uma aventura de ficção científica futurista na qual os protagonistas Hugh e a androide Diane precisam sobreviver dentro de uma estação de pesquisa lunar.
Base essa que parece abandonada; uma base de pesquisa enorme instalada na lua simplesmente fica deserta, é o que descobre Hugh durante a inspeção pela base com sua equipe. Mas o que era para ser apenas uma inspeção vira uma jornada para sobreviver; os autômatos da estação estão fora de controle sem uma razão aparente, então tudo que nos resta é ir a fundo na base e tentar descobrir o que aconteceu aqui.
A jornada se desenrola com as habilidades combinadas de Hugh e Diana. Hugh com suas armas de combate e Diana que consegue hackear os bots e expor os pontos fracos deles.

A princípio, esse “combate em duas etapas” pode bugar um pouco a cabeça, mas é fácil de se acostumar e evitar o perigo enquanto expõe os inimigos. É importante saber gerenciar seus recursos durante o combate para sobreviver às ondas de ataques surpresa. Pode parecer complexo, mas conforme avançamos os recursos ajudam bastante e é bem intuitivo o que fazer durante o combate, e a interface limpa também ajuda a manter o ritmo do combate sem depender de ficar olhando indicadores ou informações que poderiam estar poluindo a tela; nem mesmo a tela de hacking é um problema, já que ela nem sempre fica à mostra.
Desde que joguei a demo, senti um pouco de familiaridade com a estética de Lost Planet (também da Capcom, equipes diferentes) com todo o aspecto futurista e a armadura do protagonista, mas a semelhança para pôr aí. Hugh e Diana têm sua própria personalidade (e que personalidades); os dois têm uma ótima sinergia nos diálogos, sempre falando alguma coisa sobre onde estão ou sobre suas vidas mas na medida certa, e em momentos de respiro dos combates, dá um bom gás para deixar a exploração menos maçante e muito quieta durante desafios de plataforma e quebra-cabeças que encontramos pelo caminho, com aquela marca registrada dos jogos de ação da Capcom (RE, DMC, etc). Aliás, isso era algo que faltava em Lost Planet (prometo que não falo mais dele aqui).
O carisma dessa dupla te pega bastante e cria uma imersão tão boa que você acaba sempre que possível falando com a Diana no abrigo quando volta para fazer alguma melhoria. Esse abrigo é a zona segura do jogo, e acho que muitos vão achar que o acesso fácil a ele talvez facilite o jogo mais do que deveria. Mas acho que está na medida certa: se você não quiser voltar para lá, a escolha é sua, mas há coisas que você não consegue recuperar fora de lá, principalmente o apego a Diana.

Pragmata chega também para mostrar toda a potência do Nintendo Switch 2. Os cenários estão bem detalhados e absurdamente lindos. O esquema do jogo funcionar por áreas ajuda bastante para mostrar essa beleza, e a leitura rápida do processador do Switch 2 faz com que os carregamentos sejam bem rápidos. Tá, você ainda pode reclamar do cabelo da Diana o quanto quiser, mas o resto do jogo está muito bonito, isso é um fato.
A dublagem e tradução em português também colaboram bastante na imersão e no carisma dos personagens. No momento em que escrevo esse texto, não tenho acesso ao elenco, mas reconheci vozes bem conhecidas no meio da dublagem de animes e séries. O único oficialmente anunciado é o Mckeidy Lisita, voz do Hugh e que já fez ótimos trabalhos, como Rocket Raccoon da Marvel (que por acaso tem temática espacial).
Enredo, jogabilidade e carisma; Pragmata tem tudo para ser um dos melhores jogos deste ano e, com certeza, mais um título para marcar a história da Capcom. Não sei se cabe uma sequência, mas não faria mal um segundo jogo.
PRAGMATA
Editora: Capcom
Desenvolvedora: Capcom
Tamanho do Arquivo: 17 GB
Lançamento: 17/Abr/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
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