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Análise – Slipstream

por Ary Luz
08 de abril de 2022 às 18:06
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Quem é fã de jogos clássicos de corrida com certeza vai se lembrar da série Top Gear ou de OutRun. Uma das séries de maior sucesso, ao menos nas locadoras que eu frequentava, ela se foi e com certeza deixou muitas saudades. Para quem quer matá-la, o Nindie brazuca Slipstream busca trazer para os dias de hoje a sensação de outrora. Bora lá?

[bs-heading title=”Sobre Slipstream” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

SlipstreamSlipstream é um trabalho do estúdio ansdor, que na verdade é uma pessoa só. Sandro, mineiro de Ipatinga, e apaixonado por jogos, ele desenhou, programou, trabalhou as músicas e fez de cabo a rabo tudo o que faz de Slipstream ser o que é.

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O jogo foi completamente financiado por um projeto de kickstart em 2016, e depois de vários adiamentos, ele foi lançado para PC em 2018, e finalmente chegou para consoles.

[bs-heading title=”História” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

É um jogo de corrida. Não há história. Simples assim. Nada de justificativas. Na verdade, tem um pouco de texto no qual você consegue saber sobre a personalidade de cada rival quando ele ou ela te ultrapassa ou você o faz. Fora isso, necas.

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Ok, mentira. Tem um pouquinho de história. O jogo se passa nos anos 90, as músicas tocam em fita cassete, e você vai ver cidades, montanhas, desertos, florestas e praias ao redor do mundo, e algumas coisas além, que com certeza saíram da mente de alguém com imaginação bem fértil.

[bs-heading title=”Jogabilidade” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

SlipstreamDepois que você se acostuma, a jogabilidade de Slipstream é uma delícia. Ele entrega exatamente o que promete, mas com um detalhe especial para o drift, que é mecânica padrão das curvas. Você pode optar por ativar a derrapagem manual, ou usar a automática, o que torna o jogo mais fácil, mas também te faz perder velocidade.

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Outra mecânica interessante é o fenômeno que dá nome ao jogo, o Slipstream, que é, basicamente, um vácuo que você pega dos outros carros, e que carrega uma barra de especial. Se você conseguir encher a barra, aumenta seu bônus de velocidade, e você consegue correr bem mais rápido.

Ele tem um modo de um e de mais jogadores, cada um com diversas opções bastante interessantes.

Jogando solo, você pode desde jogar contra seu melhor tempo até correr um Grand Prix de 5 corridas ou um Battle Royale com outros 15 carros. Será que você consegue coletar todos os troféus do jogo? Há 5 carros diferentes para escolher, cada um com características diferentes e trazendo uma mudança no jeito de jogar e de abordar cada curva ou reta do jogo. Falando em curvas e retas, são 20 pistas, cada uma com características bem distintas. É notável o cuidado que o Sandro teve na hora de desenhá-las. Ele é, de fato, artista.

Jogando em até 4 jogadores, também há quase todos os modos disponíveis, incluindo o cannonball, que você pode customizar seu carro e melhorá-lo a cada corrida. Gostei também da homenagem ao Senna ao ser campeã da Copa Rubi.

Slipstream tem alguns problemas com cantos cegos, nos quais se você não conhecer a pista, vai bater. A vantagem é que ele tem um recurso de voltar até 5 segundos no tempo, o que te permite corrigir qualquer erro. É um recurso quase ilimitado que torna as corridas fáceis demais em alguns momentos, mas você não precisa usá-lo.

Outro problema é que quando você bate em alguém, a menos que empurre esse alguém para a parede, o carro da frente vai acelerar e disparar, enquanto que quando alguém bate atrás de você, você perde até 100 km/h, e isso, no maior nível de dificuldade torna bastante injustas algumas corridas.

[bs-heading title=”Parte Técnica” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

SlipstreamO jogo é muito bom dentro do que se propõe. Não há engasgos, e nenhuma perda de performance que atrapalhe as corridas. Dá para notar o carinho e a atenção dados a cada detalhe dos carros, personagens e pistas. A arte pixelada claramente não fica tão bonita no print, mas ela é muito boa enquanto se joga, ao menos para alguém que cresceu jogando esse tipo de jogo.

Não apresenta nenhum travamento, flui muito bem, e ainda traz diversas opções de customização para te fazer se sentir jogando numa TV antiga, desde o efeito TV de tubo até o efeito de jogar um jogo NTSC numa TV PAL-M (quem nunca passou por isso?)

Quanto aos sons, eles se encaixam muito bem no jogo e nos momentos, inclusive o som de rebobinar a fita (que é uma delícia), e a música, toda original do jogo, e a identidade, um misto de vaporwave com synthwave, fazem o ótimo trabalho de te levar diretamente para os anos 90.

[bs-heading title=”Conclusão” show_title=”1″ heading_color=”#c4100a” heading_style=”t6-s4″ heading_tag=”h3″][/bs-heading]

Slipstream é uma obra prima de corrida retrô, produto totalmente nacional e feito por uma pessoa só, que presta uma homenagem digna e de qualidade aos jogos clássicos do estilo. Apesar de sua simplicidade aparente, há tanta variedade que você vai passar horas agradáveis com o Switch na mão.

Análise feita com cópia gentilmente cedida pela Blitworks

Slipstream
Meus cumprimentos ao chef
Slipstream é uma obra prima de corrida retrô, produto totalmente nacional e feito por uma pessoa só, que presta uma homenagem digna e de qualidade aos jogos clássicos do estilo. Apesar de sua simplicidade aparente, há tanta variedade que você vai passar horas agradáveis com o Switch na mão.
Prós
Gráficos e trilha sonora retrô perfeitos
Variedade de pistas, modos e carros torna o fator replay bastante alto
Personagens com poucas falas, mas bastante personalidade
Boas mecânicas, como rebobinar, slipstream e derrapagem, transformam a experiência em algo único
Contras
Alguns pontos cegos para quem não conhece as pistas
Ausência de ranking online no Switch
9
Tags: analiseansdorBlitworksNewsnindieNindiesBRSlipstreamtopo


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