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Análise Switch

Análise: Super Smash Bros Ultimate

por Gladson
28 de dezembro de 2018 às 18:12
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Demorou um pouquinho, mas enfim saiu nossa análise de Super Smash Bros Ultimate. A franquia Super Smash Bros é uma celebração na qual estão reunidos os principais personagens da Nintendo e de outras produtoras e nesse contexto o mais recente lançamento, Super Smash Bros Ultimate, é o ápice dessa celebração. Bom, vamos por partes! Certamente para a imensa maioria das pessoas que acompanham minimamente o universo dos jogos de videogames a descrição a seguir é desnecessária, mas vamos lá. Estamos falando de um jogo de luta em que jogadores utilizam seus ataques para enfraquecer seus adversários e jogá-los para fora de uma arena. Não há aqui, como na maioria dos jogos de luta tradicionais, uma barra de energia para cada personagem. O que temos é um registro da porcentagem de dano sofrido por cada lutador, quanto maior o dano mais longe o personagem é arremessado quando atingido. Mas o grande charme da séria está no seu elenco de lutadores, formado por personagens das principais franquias da Nintendo e de séries famosas de outras produtoras, como SEGA, Bandai-Namco, Capcom, Konami, Square e por aí vai. A série surgiu pelas mãos de Masahiro Sakurai, que desde o primeiro jogo, lançado em 1999, tem desempenhado o papel de diretor dos jogos. Ultimate foi desenvolvido pela Bandai Namco e Sora Ltd. e publicado pela Nintendo.

Como disse no início dessa análise Ultimate é a maior das celebrações e nada mais natural dela reunir o maior número de convidados até então visto em um game da série. Estamos falando de um total, até agora, de 74 personagens. São os 63 lutadores que já apareceram nos jogos anteriores e mais 11 novos: Inklings (Splatoon), Princesa Daisy (Mario), Simon e Richter Belmont (Castelvânia), Chrom (Fire Emblem: Awakening), Ridley e Dark Samus (Metroid), Isabelle (Animal Crossing), King K. Rool (Donkey Kong), Ken (Street Fighter) e Incineroar (Pokémon). Só para constar, quando iniciamos o jogo temos disponível apenas os 8 personagens do original Super Smash Bros lançado para o N64. Ou seja, o caminho até conseguir todo o elenco é longo, bem longo!

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Modos de jogo para todos os gostos!

Há vários modos de jogo, e optei por descrever brevemente cada um deles a seguir.

Smash – Esse é um modo bastante conhecido da franquia no qual disputamos partidas rápidas envolvendo até 8 lutadores contra amigos ou personagens controlados pela CPU. Há muitas escolhas que podem ser feitas: estilo da batalha, tempo, número de vidas, stamina, etc. Felizmente há opção de gravarmos as configurações escolhidas, facilitando e agilizando cada nova jogada.

Squad Strike – Aqui devemos encarar batalhas em equipes de 3 vs 3 ou 5 vs 5. Há três formas de jogar: Tag Team, Elimination e Best of. No modo Tag Team escolhemos os times e a ordem em que os lutadores de cada time serão utilizados, vence o time que eliminar todos os integrantes do time adversário primeiro. O modo eliminação possui a mesma lógica do Tag Team, sendo que a única diferença é que quando um lutador é derrotado um novo estágio é escolhido. Já no modo Best Of o time vencedor será aquele que ganhar 3 de 5 batalhas.

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Torneio – Nesse modo é disputado um torneio com até 32 lutadores, podemos escolher também vários parâmetros, como tempo e o número de vidas.

Special Smash – Temos três opções aqui: Custom Smah, Smashdown e 300 percent Super Sudden Death. Custom Smash nada mais é do que o modo Smash, só que mais louco ainda. Nesse modo podemos fazer várias modificações nos personagens: tamanho (mega ou mini), corpo (metal, com cauda, escudo nas costas, etc), podemos ainda alterar a velocidade e a câmera. Em Smashdown devemos encarar uma sequência de batalhas, mas aqui quando um personagem é usado (seja por nós ou pelo adversário), ele não fica mais disponível para seleção na próxima rodada. Novamente podemos personalizar as batalhas, escolhendo diversos parâmetros. Em Super Sudden Death o nome já diz tudo, começamos com 300% de dano e o objetivo é eliminar rapidamente o adversário com ataques mais fortes.

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Classic Mode – Nesse modo jogamos uma sequência de batalhas com dificuldade crescente e no final sempre enfrentamos um chefe. Para cada personagem há um caminho exclusivo, com batalhas personalizadas! Há uma série de recompensas ao terminarmos o caminho com um personagem, então vale a pena sim jogar esse modo ao menos uma vez com cada personagem.

Mob Smash – Aqui temos novamente três opções: Century Smash, All-Star Smash ou Cruel Smash. Em Century Smash o objetivo é derrotar 100 inimigos no menor tempo possível. Em All-Star Smash devemos encarar todos os lutadores do jogo. O objetivo aqui é ver quantos você pode derrotar antes de cair. Cruel Smash tem a mesma lógica do Century Smash, mas agora os adversários são superdifíceis de serem derrotados.

Chegamos finalmente no Modo Aventura ou World of Light. Esse é o modo história oferecido pelo game, e ele é iniciado apenas com Kirby, o único sobrevivente do destrutivo ataque lançado por Galeem. Nesse modo devemos explorar um gigantesco mapa e lutar contra espíritos de personagens que compõem o universo dos games. Esses espíritos ao serem incorporados aos lutadores, conferem a eles habilidades das mais diversas. Na medida em que os espíritos são derrotados eles vão sendo adicionados a nossa coleção e, naturalmente, podem ser utilizados por nós em nossas batalhas. Há espíritos primários e de suporte, os primários adicionam habilidades do tipo: ataque, defesa ou pegada. Há uma lógica interessante e importante aqui, caso esteja enfrentando um adversário que faz uso do elemento defesa, devemos utilizar como espírito primário um de pegada. Funciona assim, um espírito de defesa deve ser usado contra um de ataque, um de ataque deve ser usado contra um espírito de pegada e um de pegada contra um de defesa.

Mas ainda há mais, muito mais, uma vez que os espíritos primários trazem “slots” que podem ser preenchidos com os espíritos de suporte. Esses espíritos secundários conferem vantagens importantes nas batalhas, eles podem por exemplo fazer com que a luta seja iniciada com um determinado item, ou fornecer imunidade a pisos de lava ou contra envenenamento, podem também fazer alterações físicas no personagem, como por exemplo começar a luta como metal, e por aí vai. É muita coisa e são muitas possibilidades! E olha que eu nem mencionei que cada espírito tem um level, e que este pode ser melhorado de várias maneiras!

O mapa em que se desenvolve o modo aventura é uma atração a parte, cheio de referências, e quando digo referências isso não fica restrito apenas a representação de regiões e cenários de franquias famosas. Há detalhes em construções que fazem homenagem até mesmo a hardwares antigos da Nintendo. Se o mapa em si, quando totalmente aberto já parece imenso, é bom ter em mente que na verdade ele é bem maior, uma vez que há regiões que são acessadas por meio de cavernas, calabouços, etc. Não quero dar spoilers aqui, mas há muitas surpresas escondidas por todo o mapa.

Temos a disposição ainda o Spirit Board, um local em separado onde temos a oportunidade de obter espíritos poderosos. As lutas nesse modo podem ser bem difíceis se não forem utilizados os espíritos certos, outra coisa, os cards com os espíritos ficam disponíveis por cerca de 5 minutos.

Além de tudo isso dito acima, há ainda o modo online. Mesmo em um jogo com tanto conteúdo como este, o modo online é uma importante garantia de longevidade e muitos jogadores compram o game por conta dele. Este modo oferece duas opções, Smash no qual disputamos partidas com outros jogadores ao redor do mundo e Spectate, onde podemos assistir a batalhas eletrizantes. Quando entramos em Smash temos as opções de Quikplay, Battle Arenas e Background Matchmaking, nesse último fazemos nossas escolhas e podemos jogar outros modos enquanto aguardamos a luta começar. Tenho jogado o game por cerca de 40 horas, desse total, por volta de um quinto foram gastos em disputas online. Não foram tantas horas assim, no entanto em momento algum tive qualquer tipo de problema jogando nesse modo.

Experiência personalizada

Uma das coisas mais bacanas de Super Smash Bros Ultimate é a possibilidade de deixar os combates super personalizados, não importa o modo escolhido, sempre há várias opções de personalização a disposição, isso faz com que o jogo se torne muito divertido para um público muito amplo. Meu filho de 7 anos, e com pouco experiência em jogos, consegue se divertir muito, amigos com muita experiência em jogos da franquia facilmente também encontraram um set-up capaz de colocar um sorriso no rosto deles. As músicas sempre tiveram lugar de destaque na série e em Ultimate não poderia ser diferente. Todas as músicas das versões anteriores estão presentes e muitas ganharam novos arranjos e novas versões. A canção Lifelight que abre o modo World of Light é linda, e claro, o game oferece um menu Sounds bem completo, permitindo além de ouvir todas as músicas presentes no jogo, criar nossas próprias playlists para serem usadas nas batalhas ou mesmo ouvir as músicas no modo portátil com a tela do Switch desligada.

Há muito mais o que falar desse novo Smash, gostei muito do balanço entre os tantos personagens, os gráficos e as animações estão ótimos com uma atenção extrema aos detalhes e ter a possibilidade de jogar um Smash com essa qualidade no modo portátil é incrível. Na minha opinião o modo aventura World of Light rouba a cena e traz novos ares e oportunidades para a série. Por tudo isso não precisa nem dizer que o jogo é mais do que recomendado, é quase imperativo a compra pra quem tem um Nintendo Switch.

 


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