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Análise

Análise – Tomodachi Life: Living the Dream

por Ary Luz
21 de maio de 2026 às 12:01
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Tomodachi Life é um daqueles jogos que não têm muito meio-termo: ou a pessoa ama, ou odeia. No mês passado, a versão mais recente, Tomodachi Life: Living the Dream, foi lançada, e a gente jogou para contar como ficou.

Sobre Tomodachi Life: Living the Dream

Tomodachi Life 03

Tomodachi Life começou como Tomodachi Collection, um título exclusivo para o Nintendo DS no Japão lançado em 2009. Havia planos de lançar no resto do mundo, mas o software de voz do jogo não tinha como lidar com fonemas do inglês, e a ideia foi deixada na gaveta. 

Até que em 2013, saiu Tomodachi Collection: New Life, para o 3DS. No ano seguinte, o jogo saiu para o mundo todo com o simples nome de Tomodachi Life, e foi um sucesso de crítica e público, especialmente por seu humor único.

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Em 2017, logo depois de concluir o desenvolvimento de Miitomo, a mesma equipe começou os planos iniciais para uma sequência, que na visão deles teria que ser fora do 3DS, por causa das limitações técnicas do console. 

Levando em conta todo o feedback recebido ao redor do mundo, eles queriam manter o espírito do jogo, ao mesmo tempo que apresentarem inovações. 

O jogo foi anunciado para nós no Nintendo Direct de março do ano passado, e a recepção foi tão boa, especialmente no Japão, que o tweet de anúncio do jogo superou em curtidas até mesmo o tweet de anúncio do Nintendo Switch 2. 

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Depois de mais de um ano de espera, Tomodachi Life: Living the Dream, foi lançado para o Nintendo Switch e Nintendo Switch 2. 

História

Não tem. Quer dizer, até tem, mas é impossível que eu conte para vocês, já que cada ilha vai ter sua própria história, desenvolvida de acordo com os humores, vontades e decisões que seus Miis tomarem. 

Neste caso, vocês vão ter que nos contar a história das suas ilhas, é impossível que a gente narre uma.

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Jogabilidade

Aqui está o cerne de Tomodachi Life: Living the Dream. 

O primeiro passo está na criação dos seus Miis, o que consegue ser um ponto forte e fraco do jogo ao mesmo tempo. 
Para quem nunca usou, Miis eram os avatares dos jogadores no Nintendo DS e Nintendo 3DS. Havia vários jogos e aplicativos específicos para interagir com eles nos portáteis, e você podia criá-los a partir de uma foto sua, e depois só ajeitar. Além disso, você podia compartilhar Miis criados com todo mundo através de um QR Code. 

Já aqui, você tem uma variedade ainda maior de combinações, e pode criar o que você quiser, mas vai ter que ser tudo na unha, porque não há nenhuma maneira de compartilhar diretamente o que você criou. Não há compatibilidade com o aplicativo de celular, como os QR Codes de Animal Crossing ou algo como Miitomo, em que você compartilha um código, e as pessoas podem acessar suas criações. Você só consegue compartilhar o que você fez na sua ilha com pessoas através da comunicação local. 

Dito isso, a partir do momento em que você cria seu primeiro Mii, que pode ser tirado dos que você já criou no seu console, a aventura na ilha nova começa. 

Sua ilha começa pequena, e a cada Mii que você adiciona, novos prédios são adicionados, ela vai aumentando, e novas possibilidades acontecem. Seus Miis precisam de comida, roupas, decoração para os quartos e ilha, além de lugares para fazerem seus dates. 

Algumas mudanças nas relações foram muito bem-vindas. Diferente das versões anteriores, você não só pode ter relações entre Miis do mesmo gênero, como também pode optar por tornar um Mii arromântico, e não ver nenhuma interação para além das platônicas dele. A cereja do bolo é a possibilidade de um Mii ser não binário. Na hora de criar, além das opções de gênero, você pode selecionar as opções de atração, assim como não definir nenhuma. 

As escolhas relacionais dos seus Miis não fazem diferença nenhuma nos desenvolvimentos futuros. Mesmo Miis de mesmo gênero casados podem ter crias (que vão ter características das duas pessoas). Um ponto interessante é que você pode definir no jogo quando Miis têm algum tipo de relacionamento na vida real. Assim, você garante que irmãos não se relacionem romanticamente no jogo, sem que você tenha que partir o coração de alguém, e também permite indicar quando pessoas são parceiras na vida real, o que fará com que elas gravitem organicamente para um relacionamento. Ainda não há opções não monogâmicas: cada pessoa só pode se apaixonar, namorar e casar com uma pessoa por vez.

Como os países do Leste Asiático gostam muito do MBTI, há 16 personalidades possíveis para seus Miis, e elas vão ser definidas de acordo com como você define os pontos de personalidade na hora da criação, e essas características vão definir se seus Miis serão ou não compatíveis entre si. 

Depois de colocar seus Miis na ilha, sua função vai ser, basicamente, a de ser uma Entidade Divina Cósmica Universal (você pode escolher como seus Miis te chamam) que observará seus Miis vivendo suas vidas. Você pode alimentar seus Miis, dar presentes, definir pequenos traços que ilustrem sua personalidade, como a maneira de andar e/ou comer, pode sugerir pequenas coisas e jogar com eles quando te chamam, mas, na prática, o que vai acontecer é totalmente aleatório, e dentro das milhares de opções, só cabe a nós observar o que acontecerá e lidar com as consequências.

Miis podem escolher viver juntos, mesmo que não sejam relacionados, só por gostarem, e mesmo Miis que se casam podem morar com outras pessoas. Até 8 Miis diferentes podem morar na mesma casa, e sua ilha pode ter um total de 70 Miis vivendo (30 a menos que o limite do jogo anterior), entre os que você criou e os que nasceram de casamentos. Com 6 Miis vivendo na ilha, você desbloqueia todos os prédios disponíveis (já aviso, perdemos nosso teatro musical do 3DS, ele não existe aqui), e com 35, você atinge o tamanho máximo de ilha.

Falando em ilha, a personalização daqui não chega ao mesmo nível de Animal Crossing: New Horizons, mas é o maior na história da franquia. Você pode moldar sua ilha da maneira que quiser usando as 19 opções de terreno diferentes (infelizmente, não dá para subir ou descer o nível do terreno para além de alto ou baixo). Além disso, há 74 objetos diferentes que você desbloqueia para decorar os espaços públicos, e eles têm entre 1 e 8 opções de cores disponíveis. É uma seleção limitada, mas é um nível de personalização que não tínhamos antes na franquia.

Caso você queira aumentar sua personalização, há um prédio que te permite criar suas coisas, sejam itens pras personagens, seja a parte externa da casa dos seus Miis, até roupas. É uma ferramenta meio difícil de usar, mas se você tiver talento em pixel art (ou acesso a um site que te permita transformar imagens em pixel art, e tiver talento pra copiar as coisas iguaizinhas), você consegue muita coisa legal.

Para desbloquear novos itens, você precisa deixar seus Miis felizes, e coletar os Warm Fuzzies, que são gotas de felicidade deles e lançar na Fonte dos Desejos da Ilha, aumentando seu nível e liberando novas coisas não só para você dar a eles, como também opções extras de decoração. O nível máximo da ilha é 999, mas a última novidade é desbloqueada no nível 127 (não vou dar spoilers; quando você chegar lá, me conta o que achou). Apesar de ter muita coisa para fazer, para mim, o jogo é melhor aproveitado como aquele descanso para seu cérebro depois de um dia de trabalho do que de fato algo para se ficar horas a fio jogando, já que na maior parte do tempo, você só vai observar seus Miis vivendo, e mesmo com muitos deles, tem muito tempo sem nada para fazer ativamente.

Os dois grandes pontos fracos de Tomodachi Life: Living the Dream são não ter nenhum tipo de interação online e não poder compartilhar fotos e vídeos da sua ilha com as pessoas. Diferente de alguns jogos, que sequer permitem que você capture imagens, aqui, você até consegue, mas na hora de compartilhar, seja através de publicação em rede social, seja através do envio para seu celular, o console bloqueia. Sobre a interação online, você não pode visitar ilhas, não pode compartilhar Miis com outras pessoas, não pode ver notícias, nada. Parece que quiseram criar uma experiência totalmente individual numa era em que isso não cabe mais. Você até pode se conectar com outras pessoas, mas apenas de maneira local.  

No geral, se você gostava dos aspectos parecidos com The Sims, de observar as vidas e influenciar levemente, você vai gostar do jogo. O humor de Tomodachi continua impecável, e há diversas combinações engraçadas de coisas que podem acontecer, entre tapas e beijos, entre brigas e acertos, entre mudanças e rompimentos. Já se sua praia é mais a parte de montar ilhas e decorá-las, você pode sentir um pouco de falta disso, caso não queira usar o criador de imagens para tal.  Caso tenha dúvidas, há uma demo gratuita disponível para baixar e experimentar os aspectos iniciais.

Parte Técnica

O jogo passou quase 10 anos em desenvolvimento, e a polidez aqui é clara. Estando basicamente pronto há um ano, mesmo no Nintendo Switch, não apresentou travamentos, quedas de frame rates, fechamentos forçados ou quaisquer outros problemas enquanto eu jogava. 

O estilo de arte é aquele que quem jogou Tomodachi Life ou Miitopia anteriormente já se acostumou, e os itens no geral são muito bem feitos. Claramente, houve carinho no desenvolvimento. 

A música ambiente é ok, nada marcante, mas também não é incômoda, e os Miis aparentam ter mais opções de personalização das vozes, embora sejam sempre aquelas vozes estranhas que fazem parte do charme da franquia. 

Vou reforçar aqui que, para mim, as maiores limitações técnicas envolvem não ter algum tipo de interação com o aplicativo móvel, como Animal Crossing tem, ou qualquer outra maneira de compartilhar suas coisas que não seja estando pertinho da pessoa ou filmando/fotografando de outro dispositivo a tela enquanto joga. É por isso que o texto está ilustrado com imagens que estão na página do jogo ou no Nintendo Direct de anúncio.

Além disso, como não poderia deixar de ser, venho reclamar da ausência de Português do Brasil. Num jogo em que tudo o que você faz é observar as vidas e as interações dos seus Miis, e com toda a atenção que a Nintendo tem dado ao Brasil recentemente, para mim é imperdoável que um jogo que levou quase um ano entre a finalização e o lançamento não tenha sido traduzido para nosso idioma.

Conclusão

Tomodachi Life: Living the Dream é um bom jogo, tanto para quem já é fã da franquia quanto para novos fãs. As novas opções de relacionamentos e personalização são muito bem-vindas, mas a falta de possibilidades de compartilhamento e interações online é uma falha grosseira, bem como a ausência do Português como opção de idiomas.

Análise feita com cópia gentilmente fornecida pela Nuuvem

Tomodachi Life Living the Dream keyart
Tomodachi Life: Living the Dream
OK
Tomodachi Life: Living the Dream é um bom jogo, tanto para quem já é fã da franquia quanto para novos fãs. As novas opções de relacionamentos e personalização são muito bem-vindas, mas a falta de possibilidades de compartilhamento e interações online é uma falha grosseira, bem como a ausência do Português como opção de idiomas.
Prós
Maior quantidade de opções de personalização na história da franquia
Inclusão de relacionamentos homoafetivos e pessoas não binárias e arromânticas
Liberdade total em como você deixará sua ilha
Humor impecável típico da série
Contras
Redução da quantidade máxima de Miis e ausência do Teatro Musical
Impossibilidade de compartilhar e importar facilmente seus Miis
Ausência de jogo online
Falta de localização para Português do Brasil
7.5
Tomodachi Life: Living the Dream
JogosCartuchoPT-BR: Não

Tomodachi Life: Living the Dream

Editora: Nintendo

Desenvolvedora: Nintendo EPD No. 4

Tipo de Mídia: Cartucho, Digital

Tamanho do Arquivo: 6.2 GB

Lançamento: 16/Abr/2026

Plataformas: Switch

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Opções de Compra:

Nintendo eShop Amazon Mercado Livre Shopee Nuuvem
Tags: AnáliseNintendoNintendo SwitchReviewTomodachi LifeTomodachi Life: Living the Dream


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