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Análise

Análise – Trails in the Sky 1st Chapter

Um remake exemplar que moderniza sem perder a alma do clássico

por SephLuis
20 de novembro de 2025 às 13:00
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Trails in the Sky FC foi lançado originalmente para PCs no Japão em 2004 e só viria a ser localizado em uma versão em inglês em sua versão para PSP em 2011. Depois disso, o jogo recebeu ports melhorados para PC, PS3 e Vita, dos quais somente a versão PC foi localizada. O primeiro Sky foi o título que iniciou a história atual da série que hoje conta com 13 títulos, sendo que cada arco acontece em um país diferente do continente de Zemuria. Com exceção dos três Sky, todos os demais títulos se encontram disponíveis de alguma forma em plataformas modernas e, justamente por essa falta, que a Falcom nos trouxe o remake do primeiro jogo e com o segundo já confirmado em produção.  

A história em Trails in the Sky 1st Chapter se foca na aventura de Estelle Bright e Joshua Bright para se tornarem bracers, uma espécie de guilda que resolve problemas gerais da população e também atuam em incidentes como uma espécie de polícia civil sem estar atrelada a um estado. Para se tornarem bracers, Estelle e Joshua devem obter cartas de reconhecimento em cada uma das grandes cidades do país de Liberl. 

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Cada capítulo do jogo se passa em uma cidade diferente e, gradativamente, uma história geral que interliga toda a aventura é contada. Algo comum em quase todos os jogos da série Trails é que a construção do seu mundo e de seus personagens é bastante detalhada e, portanto, lenta e metódica. Em compensação, uma vez que sua história “engrena”, toda essa construção serve como uma excelente base para momentos verdadeiramente memoráveis que perduram mesmo décadas após seu lançamento original. 

Em particular, sendo um veterano da série, rejogar o primeiro capítulo da série foi uma experiência interessante, pois é perceptível como 1st já traz muitas dicas sobre acontecimentos importantes que viriam a ser detalhados em jogos futuros da série. Tomando um exemplo como o pai de Estelle e Joshua, Cassius Bright, é enviado para uma importante missão pela Guilda logo no início do jogo e os detalhes dessa missão são mais aprofundados em outros jogos e tem uma consequência importante nas relações da Guilda com outro país afetando ainda mais futuros jogos da série. Esse é um dos principais motivos pela série atrair tantos fãs, a continuidade das suas histórias através dos diferentes arcos. 

Tudo que foi mencionado até o momento é de uma ótima base já existente no original e, felizmente, o remake faz um excelente trabalho em modernizar a experiência sem perder tudo aquilo que tornou o antigo especial. Se Octopath Traveller foi um marco sobre como trazer jogos do SNES para visuais HD, TitS 1st deveria se tornar a referência sobre como fazer um remake fiel para jogos da era PS1/PS2.

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Em relação a história, o remake não fez praticamente nenhuma alteração, sendo que os novos gráficos permitiram uma construção mais complexa para várias cenas. Trechos que anteriormente eram animações simples com os charmosos sprites 2D da época agora se tornam cinemáticas completas demonstrando movimentações mais complexas do que era possível antigamente. Muitos podem preferir a apresentação antiga, mas é inegável que a nova apresentação do remake também trouxe um nível muito maior de atenção para o título. 

As principais mudanças do remake estão na jogabilidade e nas melhorias pontuais que tornam a experiência do jogo melhor. Algumas dessas melhorias já estão presentes em vários jogos da série como, por exemplo, acelerar o ritmo do jogo no campo e no combate, pular animações repetitivas, destruir imediatamente inimigos fracos e por aí vai. Ironicamente, muitas dessas melhorias nasceram no port ocidental do original e depois foram levadas aos jogos japoneses. 

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A jogabilidade, no entanto, é a maior diferença do título atual para os demais, mesmo dentro da própria série, sendo uma mistura de diferentes sistemas utilizados em outros arcos, mas ainda agindo como um todo coerente. De maneira semelhante ao arco atual da série, Trails Through Daybreak, o combate pode ocorrer tanto em tempo real quanto em turnos. Em tempo real, os personagens tem combos simples e podem usar uma esquiva para desviar de golpes. O combate em tempo real não é profundo e tampouco o foco do título e serve, principalmente, para destruir inimigos fracos ou entrar em uma batalha com uma vantagem estratégica. 

O combate por turnos é como ocorre os maiores confrontos do jogo e utiliza um sistema baseado em atraso. Após realizar uma ação, seja ela um ataque, magia ou especial, o personagem deverá aguardar um certo tempo até seu próximo turno. A sequência de turnos então avança do personagem ou inimigo com o menor atraso para o maior. Isso faz com que o jogador deva considerar bem suas possibilidades, pois ataques fortes costumam ter atrasos consideravelmente maiores e, nesse meio tempo, é possível que um inimigo realize múltiplas ações antes do personagem ter seu próximo turno. Obviamente, há muitas estratégias sobre como lidar com esse sistema baseado no tempo: Utilizar ataques que aumentam o atraso dos inimigos, utilizar de personagens rápidos, equipamentos que diminuem o atraso ou simplesmente tornar um personagem tão forte que qualquer atraso se torne irrelevante. Há muitas estratégias viáveis para se criar composições de equipe verdadeiramente fortes. 

Parte de se criar estratégias viáveis está nos Orbments que são um sistema muito parecido com as Materias de Final Fantasy VII. Em TitS 1st, cada personagem tem um aparelho com encaixes para pequenas esferas e esses encaixes são conectados por linhas. O jogador pode optar quais esferas colocar nesses encaixes com algumas poucas restrições e, usualmente, essas conferem características e atributos passivos ao personagem como, por exemplo, aumento de força, velocidade, fazer com que ataques normais causem status negativos e por aí vai. As linhas, no entanto, não podem ser alteradas e a combinação de esferas em cada linha determina quais magias o personagem pode utilizar. 

O sistema faz com que cada personagem tenha seu estereótipo claro, no entanto, é maleável o suficiente para que o jogador tenha liberdade para evoluir seu personagem para um tipo diferente. Como exemplo, Estelle é uma personagem bastante eficiente em utilizar suas habilidades únicas, especialmente para conter uma grande quantidade de inimigos. Jogando 1st, no entanto, dessa vez resolvi fazer ela com foco no uso de magias e utilizei bem poucos das outras habilidades dela. É um sistema que dá certa liberdade ao jogador, mas vale enfatizar que a jogabilidade segue o crescimento dos personagens, ou seja, podemos esperar ainda mais possibilidades no remake do segundo jogo e no terceiro se resolverem fazer (espero que sim). 

Jogo analisado com código fornecido pela GungHo. 

Veredito
Trails in the Sky 1st Chapter é um excelente jogo e, também, um excelente remake. Ele toma a experiência do original e a introduz para um novo público de uma maneira que agrada novatos e veteranos. É um jogo que demais desenvolvedores devem tomar como referência sobre como modernizar um clássico.
Prós
Novos visuais e atuação por voz
Nova jogabilidade
Contras
Pacing / Ritmo lento de jogo no início
9.5
Trails in the Sky 1st Chapter
JogosDigitalPT-BR: Não

Trails in the Sky 1st Chapter

Editora: GungHo Online Entertainment, Nihon Falcom

Desenvolvedora: Nihon Falcom

Tipo de Mídia: Digital

Lançamento: 19/Set/2025

Plataformas: SwitchSwitch 2

Página do produtoExplorar Detalhes
Tags: analiseGungHo Online EntertainmentNihon FalcomReviewTrails in the Sky 1st Chapter


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