Tunic é um action-adventure com forte inspiração em clássicos como Zelda e Dark Souls, misturando exploração, combate desafiador e puzzles em um mundo isométrico cheio de segredos. Você controla uma pequena raposa em uma jornada misteriosa, onde a descoberta é parte central da experiência.
Uma jornada misteriosa guiada pela descoberta

O indie aposta em uma abordagem minimalista na narrativa, deixando você interpretar o mundo ao seu redor enquanto avança, desbloqueia caminhos e entende suas próprias regras, tal como acontece na maioria dos Souslikes.
A história é contada de forma indireta, com poucos diálogos e muita interpretação. Tunic confia no jogador para entender o mundo através da exploração e de elementos visuais. Isso cria uma sensação constante de curiosidade. Cada nova área, item ou detalhe contribui para montar o quebra-cabeça da narrativa, mantendo o interesse ativo durante toda a jornada.
Um visual encantador com identidade forte

Tunic é extremamente bem resolvido e belo, visualmente falando. O estilo lembra bastante os Zeldas mais recentes, com um visual limpo, colorido e muito bem animado.
Tudo é muito bem encaixado. Cenários, iluminação e personagens criam uma identidade forte e consistente, tornando a experiência visual um dos grandes destaques.
Combate soulslike com muita flexibilidade

O combate segue uma linha soulslike, com gerenciamento de stamina, leitura de inimigos e progressão baseada em upgrades.
A grande diferença está na acessibilidade. O jogo oferece uma quantidade enorme de opções, desde configurações visuais até ajustes diretos na gameplay, como stamina infinita e invencibilidade. Isso abre o jogo para diferentes perfis de jogador sem comprometer a proposta.
Progressão constante e recompensadora

A progressão é muito bem estruturada. Novas armas, equipamentos e upgrades aparecem com frequência, em menos de 20 minutos de jogo, mantendo você sempre engajado. Exploração é constantemente recompensada.
Há passagens escondidas, atalhos e áreas secretas por todo o mapa e atrás de barreiras, incentivando curiosidade e experimentação de cada canto. E as recompensas são bem significativas, como itens que fazem parte do leque de upgrades que se pode performar.
Problemas técnicos e decisões de design

Mesmo em hardware mais recente (Switch 2), o jogo apresenta limitações. Ele roda a 30fps e existe um input delay perceptível, com comandos respondendo de forma menos imediata do que deveriam. Isso impacta diretamente o combate em momentos mais intensos. Em uma gameplay que exige precisão, qualquer atraso na resposta gera frustração.
O mapa não mostra a localização do jogador de propósito, seguindo a proposta mais “old school” de exploração e artística. Essa decisão não funciona bem para todos. A falta de orientação clara pode atrapalhar a navegação e quebrar o ritmo, especialmente em momentos de backtracking.
Um jogo brilhante com pequenas fricções
Tunic entrega uma experiência extremamente bem construída, com visual marcante, progressão constante e exploração recompensadora. O combate funciona bem e as opções de acessibilidade elevam o game a outro nível. No entanto, input delay e decisões de design como o mapa sem localização impactam a fluidez. Ainda assim, é um jogo forte, envolvente e fácil de recomendar, o qual, em breve, receberá uma versão para Switch 2 que certamente removerá as limitações técnicas.
Cópia de review gentilmente cedida pelos produtores
TUNIC
Editora: Isometricorp Games
Desenvolvedora: Finji
Tipo de Mídia: Digital
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop




Discussões sobre isso post