O criador de conteúdo Rodrigo Coelho publicou uma carta aberta endereçada à Nintendo em sua conta no X (antigo Twitter), pedindo que a empresa adote uma política de preços regionalizados para o mercado brasileiro. O vídeo, descrito por ele como uma mensagem pessoal e importante, rapidamente ganhou repercussão entre fãs e veículos especializados.
Na carta, Coelho destaca a longa relação dos jogadores brasileiros com a Nintendo, desde a era do Famicom e Super Famicom, passando pelo sucesso de clássicos como Super Mario World, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Pokémon e Super Metroid. Ele relembra até o famoso slogan dos anos 90 no Brasil: “É Nintendo ou Nada!”.
Atualmente, segundo ele, o problema não está na falta de interesse, mas sim no alto preço dos jogos no país. Como exemplo, citou o recém-lançado Donkey Kong Bananza para Nintendo Switch 2, vendido digitalmente por cerca de R$ 440 – valor que corresponde a mais de 10% da renda média mensal de um trabalhador brasileiro.
“Isso é equivalente a um norte-americano, com renda média de US$ 5.000, pagar US$ 500 por um jogo de US$ 70.”
Ele apresentou dados de uma pesquisa realizada em sua comunidade, com mais de 4.000 respostas: 47% dos jogadores afirmaram que comprariam mais jogos caso os preços fossem ajustados para a realidade local, sugerindo que valores entre R$ 180 e R$ 320 seriam mais adequados.
Exemplos de outras empresas
- Marvelous: vendeu jogos de US$ 70 por cerca de R$ 280.
- Hollow Knight: Silksong: preço de R$ 60, alcançando o topo da eShop brasileira.
- CD Projekt Red: ajustou Cyberpunk 2077 Ultimate Edition de US$ 70 para R$ 340, coletando bons resultados.
Coelho ressaltou que a própria Nintendo tem demonstrado interesse no mercado nacional ao investir em eventos e localizações para o português, mas alertou que a “barreira do preço” continua sendo o maior obstáculo.
“Nós, fãs brasileiros, amamos a Nintendo. Mas esse único ponto – o preço – é o que ainda nos distancia da empresa. Regionalizar os valores abriria caminho para um mercado maior, mais justo e livre da pirataria.”
A carta agora circula amplamente nas redes sociais, como um pedido coletivo dos fãs brasileiros para que a Nintendo considere a realidade econômica do país em suas próximas estratégias.
Brasil 

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