A Nintendo confirmou nesta quarta-feira (15) que não identificou qualquer vazamento de dados pessoais ou informações internas após relatos de um suposto ataque cibernético realizado por um grupo hacker estrangeiro. A companhia japonesa esclareceu que parte de seus servidores externos, responsáveis por exibir conteúdo em seu site oficial, foi temporariamente alterada, mas não há indícios de invasão aos sistemas internos ou de prejuízos aos clientes.
De acordo com a empresa de segurança digital Hackmanac, que monitora ataques cibernéticos em diversos países, o grupo de hackers conhecido como “Crimson Collective” afirmou ter realizado uma ofensiva contra a Nintendo. A publicação foi feita na plataforma X (antigo Twitter), acompanhada de imagens que mostrariam pastas com títulos como “nintendo-topics”, sugerindo o acesso a dados da companhia.

A Nintendo, em resposta à reportagem do jornal Sankei Shimbun, declarou:
“Não foi confirmado nenhum vazamento de informações pessoais, de desenvolvimento ou de negócios.”
O grupo Crimson Collective já havia sido apontado anteriormente como responsável por ataques a outras grandes empresas, incluindo a norte-americana Red Hat, conhecida por seus serviços de Linux e soluções em nuvem. O alerta sobre o suposto ataque à Nintendo foi publicado no dia 11 de outubro, mas a veracidade das informações ainda não pôde ser confirmada.
Nos últimos meses, o Japão tem enfrentado um aumento significativo nos casos de ataques de ransomware contra corporações. Recentemente, a Asahi Group Holdings sofreu um ataque atribuído ao grupo Qilin, de origem russa, que provocou falhas em seus sistemas. Em outro incidente, em maio do ano passado, a empresa Iseto, especializada em impressão e sediada em Kyoto, registrou o vazamento de mais de 900 mil dados pessoais após uma invasão.


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