Atualização em 05/Out: A Nintendo Co., Ltd. veio através de comunicado através da sua conta oficial para relacionamento com investidores negar as alegações feitas pelo político de que estaria pressionando o governo japonês por soluções envolvendo a IA generativa.
Confira a nota da empresa a seguir:
“Ao contrário de discussões recentes na internet, a Nintendo não teve nenhum contato com o governo japonês sobre IA generativa. Independentemente de a IA generativa estar envolvida ou não, continuaremos a tomar as medidas necessárias contra a violação de nossos direitos de propriedade intelectual.”
Original: A recente publicação do político japonês Satoshi Asano reacendeu a discussão sobre o uso ético da inteligência artificial generativa (IA) na criação de conteúdo e seus impactos sobre os direitos autorais. Em sua mensagem, Asano destacou a importância de equilibrar a conveniência trazida pela tecnologia com a necessidade de proteger os criadores. “Reconheço a utilidade da IA generativa, mas percebi novamente a importância de proteger os direitos dos criadores”, afirmou.
O parlamentar também citou casos recentes de disputas legais envolvendo IA e grandes veículos de comunicação, como o processo do Yomiuri Shimbun contra a Perplexity AI, em que foi solicitado o pagamento de cerca de 2,17 bilhões de ienes por uso não autorizado de conteúdo jornalístico. Situações semelhantes envolvem o Nikkei Shimbun e o Asahi Shimbun, além de casos internacionais como o The New York Times contra a OpenAI e a Getty Images contra a Stability AI.
No Japão, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria publicou o “Guia de Utilização de IA Generativa para Produção de Conteúdo”, recomendando verificações de similaridade entre obras humanas e materiais gerados por IA. Segundo Asano, empresas como a DeNA têm optado por desenvolver soluções internas de IA, baseadas em seus próprios dados, como forma de garantir conformidade legal e ética.
Entre as companhias que seguem postura mais restritiva está a Nintendo, que, de acordo com o parlamentar, “evita o uso de IA generativa em suas operações como forma de proteger sua propriedade intelectual”. A empresa também estaria atuando junto ao governo japonês em iniciativas de lobby voltadas à formulação de políticas públicas que assegurem o respeito às criações originais de seus desenvolvedores.
A Nintendo é conhecida por sua rigorosa política de proteção de suas franquias e historicamente adota uma postura conservadora em relação a novas tecnologias que possam afetar o controle sobre seus ativos criativos.


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