A Sega está no centro de uma polêmica no Reino Unido após ser acusada de usar a polícia para recuperar kits de desenvolvimento que teriam sido descartados de forma indevida durante a mudança de seu escritório no país.
O caso envolve um revendedor que adquiriu legalmente um lote de equipamentos – incluindo kits de Nintendo DS, DSi, 2DS, 3DS, Wii e Wii U, todos marcados como propriedade confidencial da Nintendo – em um centro de reciclagem. Ele afirma ter pago cerca de £10.000 pelos itens, que teriam sido parte de uma limpeza feita pela Sega.
Meses depois, em julho de 2025, o vendedor teve sua residência invadida por policiais da cidade de Londres. Ele foi preso sob acusação de lavagem de dinheiro e os consoles foram apreendidos, enquanto acessórios e cabos permaneceram no local. Segundo o depoimento, um investigador contratado pela Sega já havia se passado por comprador pouco antes da operação.
O revendedor alega que o mandado de busca era irregular e que a ação teria servido como forma da Sega recuperar equipamentos que ela mesma havia descartado sem o devido cuidado. Ele afirma ainda que a empresa se manteve em silêncio, mesmo após o envio de cartas legais, levantando suspeitas de que os kits já possam ter sido destruídos.
Vale lembrar que, embora usados em estúdios parceiros, kits de desenvolvimento permanecem propriedade da Nintendo, que normalmente exige sua devolução quando deixam de ser necessários. O caso levanta questões não só sobre a responsabilidade da Sega no descarte, mas também sobre a legalidade do processo de busca e apreensão conduzido pela polícia britânica.
Até o momento em que esta matéria foi publicada, a Sega não havia se pronunciado sobre o caso.






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