Toy Story 3: Complete Edition adapta a aventura dos brinquedos em um jogo de plataforma de 2010 que se destaca pela troca de personagens e pelo modo Toy Box cooperativo. A versão de Switch 2 também impressiona com gráficos em 4K e 60 fps, mas o quanto era necessário trazer a aventura dos anos 2010 para consoles modernos, para fazer algo que vai além de nostalgia e preservação histórica?
Três brinquedos, três estilos de jogo

Esta versão parte da edição mais avançada da geração anterior, lançada originalmente para Xbox 360 e PS3, em vez de adaptações mais limitadas, como a de PSP. Durante as fases, você troca livremente entre Woody, Buzz e Jessie, cada um com habilidades próprias: Woody usa alfinetes e outros pontos de apoio para se balançar, Jessie salta sobre obstáculos e Buzz arremessa os companheiros para alcançar lugares elevados.
O modo Toy Box é outro destaque, especialmente em cooperação com um amigo. Trabalhar em conjunto para completar atividades torna a experiência muito mais divertida, enquanto os gráficos em 4K e 60 fps deixam o jogo impressionante no Switch 2, tanto na TV quanto no portátil.
Uma Toy Box cheia de possibilidades

O modo Toy Box oferece uma alternativa à campanha tradicional, com atividades que ficam mais divertidas quando você tem alguém para jogar junto. Em vez de depender apenas da progressão linear das fases, você e seu amigo trabalham em conjunto para completar objetivos, tornando a cooperação um dos aspectos mais interessantes do jogo. Aqui, é necessário explorar os cenários para cumprir tarefas como devolver as vacas, prender os bandidos, e tirar fotos com cenas montadas com acessórios específicos.
É justamente nesse modo que Toy Story 3 consegue aproveitar melhor seu universo e seus personagens. A liberdade para participar das atividades e colaborar com outra pessoa contrasta com a estrutura mais limitada da campanha, mostrando como a experiência ganha força quando deixa você explorar possibilidades além de simplesmente avançar até o final de uma fase.
Uma campanha que desperdiça potencial

Apesar das habilidades distintas, boa parte das fases se resume a repetir desafios de coleta, corridas contra o tempo e disputas contra adversários. A fase do triturador de lixo é uma exceção interessante por exigir o uso dos três personagens, mas, nas demais, Woody, Buzz e Jessie raramente precisam trabalhar juntos de verdade.
Essa falta de variedade também prejudica o ritmo da aventura. As habilidades dos protagonistas deveriam oferecer mais possibilidades para superar obstáculos, mas muitas fases acabam parecendo variações de uma mesma fórmula, sem desafios que explorem de verdade as diferenças entre eles. Os desenvolvedores confiaram demais no fator “backtracing” em determinados momentos, fazendo com que você revisite as mesmas cenas trazendo itens diferentes para avançar.
Curta, simples e repetitiva

A campanha é curta e fácil de terminar, o que limita o tempo que você passa aproveitando as mecânicas. Em vez de desenvolver desafios cada vez mais elaborados, algumas fases recorrem à tentativa e erro para estender a duração, transformando momentos que poderiam ser divertidos em experiências frustrantes.
Faltou também ambição no design para tornar cada fase memorável. O game tem três protagonistas com habilidades diferentes e um universo cheio de possibilidades, mas aproveita pouco esses recursos, deixando a sensação de que a campanha poderia oferecer muito mais e que seu potencial é bastante desperdiçado. Às vezes, parece que o level design vai dar uma de It Takes Two, exigindo cooperação mútua contínua, mas acaba desapontando por ficar no raso.
Uma aventura que podia mais, mas tentou pouco
Toy Story 3 é bonito e muito divertido no cooperativo, mas sua campanha simples e repetitiva desperdiça o potencial de seus três protagonistas. O modo Toy Box ajuda a compensar, mas faltou ambição nas fases principais, já que os puzzles são simples demais para o que Woody, Buzz, e Jessie oferecem em termos de habilidades únicas. No mais, em termos de “versão Switch 2”, não há nada aqui como Game Share ou compartilhamento do co-op via Game Chat para duas pessoas jogarem no modo portátil, o que acaba desperdiçando os recursos do console.
Chave de análise gentilmente cedida pela Atari




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