Substitua Regina por Tais D Olivria e S.O.R.T por Brigada de Operações Especiais da Polícia Militar e você terá Acre Crisis, um jogo nacional que traz a atmosfera de Dino Crisis e uma jogabilidade próxima de Jurassic Park Trespasser.
Trazendo uma mote interno de piadas do Brasil quanto à existência de dinossauros no Acre, o jogo desenvolvido por David Pateti e distribuído na Nintendo pela Sometimes You traz um FPS de gráficos retrôs com um clima de terror e suspense enquanto você deve sobreviver às criaturas mais mortais que já andaram na Terra: os dinossauros.
História, mitos e locais brasileiros recheiam a trama de Acre Crisis.
Assim como o primeiro Dino Crisis, Acre Crisis inicia com uma equipe chegando de helicóptero no Acre, onde o time especial da polícia Militar está chegando para investigar estranhos acontecimentos na região. E, assim como Resident Evil 1, o helicóptero é atacado e cai em uma floresta mortal.

Na pele de Tais D. Oliveira, o jogador terá que encontrar seus companheiros perdidos, salvar outros sobreviventes nas fábricas e garimpos no Acre pós-ditadura militar e descobrir como Dinossauros estão rondando essa parte do estado.
A introdução do jogo exibe cenas e fotos reais do inconsciente coletivo brasileiro, como fotos do presidente Fernando Collor, filmagens de uma certa emissora e muito mais, especialmente a questão dos cientistas alemães que fugiram após a segunda guerra mundial para os países da América.

A trama se intensifica enquanto o jogador explora esse mundo semiaberto cheio de perigos, casas seguras e itens para serem encontrados.
Jogabilidade precisa de polimento
Apesar de não ter sido desenvolvido para ser uma obra-prima, a jogabilidade, apesar de funcional, deixa muito a desejar.

Acre Crisis é uma mistura de FPS com Survival Horror, onde o objetivo é praticamente ir do ponto A ao ponto B (sem quebra-cabeças) buscando por munições com algumas missões secundárias pelo caminho. A ação é praticamente correr, se afastar e atirar, enquanto que dinossauros e chefes mais fortes o jogador se vê na necessidade de achar um ponto onde o inimigo não pode alcançar, para então ficar atirando com todo o arsenal que o jogador possui.
O jogo conta com um sistema de pontos, do qual o jogador ganha ao derrotar dinossauros. Com os pontos, é possível trocar por armas mais fortes, munições e roupas novas em lugares seguros.
Os Dinossauros são variados, porém a maioria se comporta de forma igual. O mais difícil, inclusive, são os menores, onde me vi toda hora trocando pelo facão por ser simplesmente impossível mirar quando eles ficam circulando enquanto fazem dano no jogador. Os menus possuem comandos horríveis também, sem botão de retorno e confuso quando as opções estão em posição diferentes.

No entanto, é necessário ressaltar que Acre Crisis não é um jogo quebrado como Jurassic Park Trespasser. Apesar de ter empacado duas vezes no cenário, a física do jogo é em grande parte funcional e correr e atirar são responsivos.
O jogo também oferece outros modos, como o arcade (que é bem quebrado) onde o jogador escolhe fase, tempo do dia e armas para enfrentar ondas de dinossauros e um modo treinamento. No primeiro caso, é possível adquirir pontos também para comprar armas e roupas.

Atmosfera incrível
Apesar de ser um jogo simples, a atmosfera e história do jogo são incríveis. Se você gosta de Dino Crisis e Jurassic Park (nesse caso, da Telltale), irá encontrar aqui um FPS que emula os antigos survival horror com maestria.
Ao longo da aventura Tais irá encontrar sobreviventes, fitas K7 com informações da história e, aos poucos, irá desvendar os mistérios que assolam o Acre no período de redemocratização do Brasil. O jogo conta com períodos diferentes (dia, tarde e noite) além de efeitos de chuvas, que intensificam ainda mais a atmosfera da aventura.
Para nós, brasileiros, especialmente os nascidos dos anos 70 ao 90, irá se deparar com muita nostalgia em relação a história e o material de arquivo público que o jogo possui.

Vozes poderiam dar ainda mais atmosfera ao game
Apesar da intenção, os gráficos são muito quadriculados e, enquanto a aventura é nostálgica no modo portátil, na TV o jogo fica com gráficos bem quadriculados, o que atrapalha demais na visão do jogo.
Além disso, um aspecto que realmente faz falta é a voz. Os personagens não possuem atuação de voz e isso quebra um pouco a atmosfera, especialmente quando o jogador encontra as fitas K7 e precisa ficar lendo as legendas na tela.
Mas no geral a jogabilidade de Acre Crisis é funcional, e traz o jogador, especialmente os brasileiros, para uma imersão no túnel do tempo do survival horror de forma muito atmosférica.
Acre Crisis
Editora: Sometimes You
Desenvolvedora: David Pateti
Tipo de Mídia: Digital
Tamanho do Arquivo: 907 MB
Lançamento: 24/Out/2025
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop



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