Por anos tenho buscado um jogo que conseguisse trazer toda a atmosfera, curva gradativa de dificuldade e a incrível jogabilidade de Caesar II e III, da antiga Sierra, um simulador de construção de cidades com leves toques de guerra ambientado no antigo império romano.
Fico feliz em informar que temos um jogo que faz jus a esse gênero e ambientação, trazida pela empresa indie Abylight Studios, situada em Barcelona.
Sem mais delongas, venha conferir o jogo Citadelum, para o Nintendo Switch 2. Ave Dominus!
Citadelum tem forte inspiração na série Caesar
Citadelum não pega só elementos do gênero e a ambientação encontrada em Caesar, mas sim aperfeiçoa e acrescenta características próprias muito interessantes.

O primeiro ponto, antes de entrarmos no aspecto mais técnico da jogabilidade, é a atmosfera. Assim como na série da Tecmo, Romance of the Three Kingdoms, Citadelum adiciona retratos desenhados de pessoas históricas e também de novos personagens, fazendo o jogador se sentir parte da comunidade romana na cidade (e isso sem contar os deuses, mas falarei mais deles na parte da jogabilidade).
Esse fator deixa ainda mais forte as missões do jogo, que são separadas por fases dentro de suas campanhas históricas. Desde os mais conhecidos, como a terceira Guerra Púnica e a ascensão de Octávio após a morte de Júlio César, até as de menor conhecimento geral, como a expansão da Britânia (atual Inglaterra) por Gnaeus Agricola.
Outro ponto extremamente forte que adiciona à atmosfera são as construções. Ao aproximar a câmera, é possível ver a parte interna dos edifícios, inclusive os plebeus e patrícios andando dentro delas, o que traz um toque atmosférico sensacional.
Mas não é só de atmosfera que sobrevive um jogo. Citadelum também agiliza alguns processos. Em Caesar, você podia clicar no cidadão para saber o que eles estavam achando da cidade e do bloco em que ele vivia. Aqui, tudo é resumido em um menu intuitivo, extremamente fácil de usar e cheio de opções.

Um dos poucos problemas que encontrei é quanto à informação do terreno. Os ícones nas construções irão exibir grande parte das necessidades dos cidadãos, porém não temos um mapa que informe o alcance de certas necessidades. Por exemplo, eu gostaria de ter uma ideia qual o alcance do poço de água e do aqueduto, porém não existe um mapa (como em Sim City) onde podemos ver o alcance da água, somente vemos quando selecionamos a construção. O grande empecilho disso é que, se quisermos ver o alcance de alguma construção, só é possível fazer de forma individual, e não completa (dos três aquedutos no campo, por exemplo).
Missões progressivas e conteúdo completo
O mais interessante de Citadelum é que há uma quantidade grande de cosntruções, especialmente de alimentos e serviços, que atendem a diferentes necessidades. Não adianta fazer trigo e mercado pra peble e para patrícios. Patrício gosta de repolho e pão. Então há construções de mesmo propósito mas que produzem itens diferentes que atendem a diferentes populações.
Além disso, a quantidade de plebeus e patrícios (para trabalho e impostos) deve ser levado em consideração, já que se pode definir manualmente a quantidade de trabalhadores por tipo de serviço, o que cria uma dinâmica muito divertida.

Os mapas variam de tamanho, e a quantidade de construções e necessidades tornam difíceis a produção de todos os edifícios em uma única fase, e isso é um ponto positivo, porque cada mapa traz um aspecto diferente nas missões, nunca parecendo repetidas, já que exigem diferentes estruturas e materiais para serem concluídas.
Os templos aos deuses romanos, como Marte (guerra), Ceres (caça) e outras divindades também possuem valores práticos, e não só estéticos. E quando digo prático, me refiro que os deuses realmente aparecem para ajudar seus cidadãos.
Eles podem aumentar a produção de fazendas, ajudar nas batalhas entre muitos outros efeitos que dão aquela guinada para completar a missão.

Guerra e paz…digo, comércio
Citadelum traz outro aspecto interessante: a possibilidade de explorar províncias com um explorador. Fora da cidade, o mapa é obstruído por nuvens, e um explorador precisa sair e conhecer novas cidades e regiões, assim abrindo a possibilidade de formar uma aliança comercial com outras cidades.
Essa aliança torna possível a troca de bens materiais, especialmente se um mapa ou o objetivo não permitir que sua cidade explore estes recursos. Então, além do dinheiro, a troca de materiais também é um chamariz, já que pode ajudar a cumprir certos objetivos.
É importante notar que o explorador pode morrer se for detectado por um exército de uma cidade inimiga. Apesar de não ser o foco, e também ser a parte mais fraca do jogo (como em Caesar), as batalhas são um tanto simplórias, se valendo mais de números do que pensamento estratégico.
O lado positivo desse fator é que o jogo se concentra em entregar o que promete: um simulador de construção e gerenciamento de cidades.

Tirando isso, passei por poucos bugs no jogo, um que inclusive fez o menu do tutorial desaparecer, porém não fechar, na qual pensei que teria que repetir a fase toda novamente. O salvamento automático não é nada sutil também, surgindo de tempos em tempos quando está ligado, travando momentaneamente o jogo, ao invés de fazer isso em segundo plano.
Por fim, o jogo conta com suporte ao mouse do Joy Con 2 e, apesar de funcionar muito bem no controle, o modo mouse agiliza muito os comandos, e é um ótimo aproveitamento deste suporte do Switch 2 que, além de tudo, deixa você construir e gerenciar suas cidades de qualquer lugar graças ao modo híbrido do console.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Citadelum
Editora: Abylight Studios
Desenvolvedora: Abylight Barcelona
Tamanho do Arquivo: 3.2 GB
Lançamento: 22/Jan/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop



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