City Hunter é um jogo antigo de ação com pegada retrô baseado no clássico anime dos anos 80, colocando o jogador no papel de um detetive em missões que misturam investigação leve com ação em estilo platformer. A proposta ao trazer o game de forma moderna busca recriar fielmente a experiência dos jogos da época.
Uma história simples, mas fiel ao anime

A base do jogo gira em torno de explorar áreas, entrar em salas, encontrar itens-chave e interagir com personagens, enquanto enfrenta inimigos em um estilo bem arcade e direto. A narrativa é um dos pontos mais interessantes. Assumir o papel de um detetive no Japão dos anos 80 traz um charme próprio, e o game consegue capturar bem esse clima. Os diálogos são engraçados e bem alinhados com o estilo anime. Isso mantém o tom bem consistente com a obra original.
City Hunter abraça totalmente suas raízes retrô. A estrutura lembra bastante clássicos de ação e plataforma dos anos 80 e 90, com uma simplicidade direta e funcional. Há um charme notório nessa abordagem. A experiência remete a títulos como E-Swat no Mega Drive, trazendo uma sensação nostálgica que funciona bem dentro da proposta, se você jogar com a cabeça da época.
Mecânicas datadas que não evoluem

O problema maior é que essa fidelidade toda à obra original cobra um alto preço, colocando nostalgia contra modernidade. Não há atualizações modernas relevantes que justifiquem essa nova versão nova. Tirando recursos básicos como save state, rewind e funções de emulação, o game permanece praticamente idêntico ao original.
Isso faz com que a experiência seja limitada, especialmente para quem espera algum tipo de evolução. Desviar de tiros e lidar com inimigos não é agradável, dados os padrões atuais. Os controles são duros e pouco responsivos, o que torna a dificuldade mais artificial do que desafiadora. Esse é um problema clássico de jogos antigos, mas aqui ele não foi suavizado. O resultado é uma jogabilidade que frustra mais do que engaja.

O loop de jogabilidade se torna cansativo rapidamente, além de maçante. Entrar em várias salas para encontrar itens ou NPCs específicos não traz variedade suficiente. As áreas são muito parecidas entre si, tanto em estrutura quanto em design. Isso reforça a sensação de repetição e torna a progressão pouco interessante. Ninguém em pleno 2026 espera entrar várias vezes no mesmo lugar por causa da semelhança e descobrir que não há nada lá.
Fidelidade que trava o jogo no passado
City Hunter acerta ao capturar o espírito do anime e a estética retrô, mas falha em evoluir a experiência para os padrões atuais, visto que o jogo é bem datado. O charme existe, mas não sustenta o gameplay repetitivo, controles limitados e falta de melhorias significativas. No fim, funciona mais como curiosidade nostálgica do que como um título que se justifica hoje.
Cópia de review gentilmente cedida pela Red Art Games
City Hunter
Editora: Clouded Leopard Entertainment, SUNSOFT
Desenvolvedora: Red Art Games, SUNSOFT
Tipo de Mídia: Cartucho, Digital
Lançamento: 26/Fev/2026
Lançamento Físico: Set/2026
Plataformas:




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