Fallout 4 Anniversary Edition é a versão definitiva do RPG pós-apocalíptico da Bethesda, trazendo o jogo base junto com todos os conteúdos adicionais lançados ao longo dos anos. A história começa com um evento impactante que coloca o jogador em um mundo devastado, cheio de mistérios, decisões e exploração em um cenário sci-fi peculiar.
Um RPG robusto que ainda se sustenta

Fallout 4 continua sendo um RPG sólido, mesmo anos após seu lançamento original. Os gráficos se mantêm bons dentro do contexto, com melhorias perceptíveis em relação às versões iniciais de PS4 e Xbox One no quesito resolução e quadros por segundo bem mais estáveis.
A narrativa prende logo no início, com uma abertura forte e cheia de perguntas sobre o protagonista, empurrando no jogador o questionamento maior do porquê a esposa é morta e seu filho é sequestrado quase 200 anos depois do congelamento da família. Fallout 4 mantém aquele tom característico da série, misturando ficção científica, humor estranho e desconfortável, além de um mundo pós-apocalíptico cheio de personalidade e tons de ferrugem ou coisa antiga—quase como um Mad Max.
Conteúdo e sistemas que agregam valor

Essa edição se destaca pela quantidade de conteúdo. A versão de Switch 2 inclui todos os add-ons já lançados, o que adiciona muito valor ao pacote e amplia consideravelmente a longevidade da experiência. No quesito gameplay, Fallout 4 continua sendo um excelente jogo de tiro em primeira pessoa (com opção de terceira) e há a possibilidade de ter companheiros que te ajudam durante as batalhas, como um robô ou cachorro, e upgrade de atributos como força, percepção e outros elementos que adicionam habilidades novas ao personagem.
O sistema de crafting continua sendo um dos pilares mais divertidos do jogo. Construir, personalizar e decorar sua base funciona bem e adiciona uma camada extra de envolvimento. Não é só funcional, mas sim algo que realmente prende, em adição ao crafting de equipamentos e artefatos químicos usados no combate para criar munição, cura e afins.

Outro acerto está nas opções de performance. A possibilidade de escolher entre 30, 40 ou 60 fps funciona bem tanto no modo dock quanto no portátil, trazendo flexibilidade sem comprometer a experiência. O resultado são gráficos bem decentes em todas as configurações, mesmo que com mais fps a resolução acabe apelando pro recurso DLSS para segurar as pontas.
Um port que deixa a desejar

Apesar da base sólida, essa versão não entrega tudo o que deveria como port de Switch 2. A ausência de suporte a mouse, controles por gyro que já existem em relançamentos da Bethesda e até um modo 120 Hz deixa claro que faltou ambição. São recursos esperados que simplesmente não estão aqui sem justificativas.
A falta de cross-save também pesa bastante. Recomeçar o progresso em outra plataforma quebra a continuidade e cansa, especialmente em um jogo longo como Fallout 4, que possui a sincronização de saves entre Xbox e PC há tempos. Isso se torna ainda mais frustrante considerando o histórico da Bethesda com relançamentos sem suporte a tal feature no Switch 2 (Skyrim).

Outro ponto negativo é a ausência de mods. Isso mantém a versão de PC como a forma mais completa de jogar, já que boa parte da comunidade depende dessas modificações para expandir a experiência. De qualquer forma, o Creation Club vem pré-instalado com itens criados pela comunidade, mas não tenho como considerá-los mods.
Muito conteúdo, pouca evolução no port
Fallout 4 Anniversary Edition entrega um pacote robusto, com muito conteúdo e sistemas que ainda funcionam bem hoje. A experiência base continua forte, com uma boa mistura de narrativa, exploração e customização. No entanto, como versão para Switch 2, falta ambição. Recursos importantes ficaram de fora, e limitações como ausência de cross-save e mods reduzem o potencial do port. É uma ótima versão pelo conteúdo, mas não é a melhor forma de jogar Fallout 4 se você estiver em busca de liberdade em questão de modificações e funcionalidades.
Cópia de Switch gentilmente cedida pela Bethesda


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