Funko Fusion chegou ao Switch, reunindo algumas das franquias mais icônicas do cinema em um único crossover colorido e caótico. O game de ex-devs de jogos LEGO mistura mundos como Scott Pilgrim, Jurassic World e He-Man em uma aventura de ação e quebra-quebra, com aquela energia de brinquedo que ganha vida. O resultado é um tributo divertido à cultura pop e um prato cheio para quem sempre sonhou em ver heróis e vilões improváveis dividindo o mesmo palco.
A pegada LEGO e o charme do caos

É impossível jogar Funko Fusion e não pensar imediatamente nos clássicos títulos da franquia LEGO. A semelhança não é coincidência: vários dos fundadores da 1010 Games são ex-desenvolvedores da TT Games, o estúdio responsável por LEGO Star Wars, LEGO Batman e companhia. A sensação de explorar cenários destrutíveis, resolver puzzles simples e enfrentar ondas de inimigos segue firme aqui, mas agora com um toque mais irreverente e uma estética Funko Pop que se destaca.
Outro ponto positivo é o elenco. Cada personagem tem seu próprio estilo de combate, com armas, habilidades e alcance diferentes — alguns focados em ataques corpo a corpo, outros em tiros à distância. Essa variação faz diferença e incentiva a trocar de boneco com frequência para experimentar novas combinações. Além disso, a 1010 Games incluiu cooperação online após o lançamento, o que deu uma sobrevida significativa ao título.
Portabilidade sólida e performance decente

Rodando a 30 fps estáveis no Switch, Funko Fusion é um port surpreendentemente competente. O visual continua nítido, as texturas são bem adaptadas e o desempenho não sofre tantas quedas, mesmo em momentos com dezenas de inimigos na tela. Não é um milagre técnico, mas considerando a quantidade de elementos interativos e efeitos visuais, o trabalho de otimização ficou muito bem feito.
Jogando no modo portátil, o port mantém sua fluidez e os controles são precisos o suficiente para lidar com o caos das batalhas. É o tipo de experiência que funciona bem em sessões curtas — ideal para levar no bolso e aproveitar um mundo ou dois entre compromissos.
A diversão que se repete demais

O maior problema de Funko Fusion é sua estrutura. Apesar do elenco variado e dos mundos temáticos, o loop de gameplay rapidamente se torna previsível: você destrói objetos, derrota inimigos feitos de plástico e segue adiante até o próximo grupo de adversários. De tempos em tempos, aparecem chaves, alavancas e interações com o cenário, mas nada que realmente mude a fórmula.
Essa repetição faz com que, mesmo com tantos universos diferentes, o ciclo de jogabilidade pareça sempre o mesmo. As missões poderiam explorar melhor as particularidades de cada franquia — imagine puzzles baseados em DNA em Jurassic World ou duelos rítmicos no universo de Scott Pilgrim. Infelizmente, a variedade fica mais na estética do que na jogabilidade.
E, para completar, mesmo com o modo cooperativo online já implementado, ainda não há suporte a crossplay entre plataformas nem a um modo de tela dividida local. É frustrante pensar que um game tão voltado à coletividade e ao humor ainda limita as formas de jogar em grupo.
Um bom tributo, mas que falta de coragem para ousar
Funko Fusion Switch é divertido, carismático e cheio de nostalgia, mas fica preso demais a uma fórmula básica. Ele entrega exatamente o que promete — bonecos carismáticos destruindo tudo o que veem pela frente —, só que sem se arriscar. Para quem gosta de experiências no estilo LEGO, é uma ótima pedida portátil; para quem esperava algo mais ousado, fica a sensação de que o multiverso Funko podia ter ido muito além.
Cópia de Switch cedida pela 1010 Games


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