Grapple Dogs: Cosmic Canines é a sequência do carismático plataforma 2D que aposta em mobilidade extrema, verticalidade e ritmo acelerado. Desta vez, a aventura expande a fórmula ao colocar dois protagonistas jogáveis no centro da experiência, cada um com habilidades bem distintas. O resultado é um jogo ágil, colorido e desafiador, que entende muito bem suas próprias mecânicas — mesmo sem ousar tanto quanto poderia.
Dois estilos, duas formas de jogar

O grande diferencial de Cosmic Canine está na alternância entre os dois personagens. Um deles utiliza um gancho que permite se balançar pelo cenário, alcançar áreas elevadas e manter o fluxo constante do movimento. Já a outra protagonista é equipada com uma metralhadora, capaz de destruir obstáculos e lidar com inimigos de maneira mais direta.
Essa diferença cria variações interessantes no design das fases. Algumas áreas favorecem exploração aérea e domínio do momentum; outras exigem mais atenção ao combate e à destruição estratégica de barreiras. Essa dualidade mantém o jogo dinâmico e evita que a progressão se torne monótona cedo demais.
Verticalidade e ritmo como pilares

As fases apostam pesado na verticalidade. Há plataformas espalhadas em múltiplos níveis, inimigos posicionados para testar seu timing e segredos que exigem domínio completo das habilidades. O jogo recompensa movimentação fluida e decisões rápidas.
O combate é simples, mas eficiente, funcionando como complemento natural da plataforma. Chefes são um dos pontos altos da campanha: criativos, exigentes e com padrões que pedem leitura e adaptação. Eles ajudam a equilibrar a dificuldade geral, oferecendo desafios mais marcantes entre as fases tradicionais.
Charme visual e apresentação caprichada

Visualmente, o jogo mantém um estilo pixel art vibrante e cheio de personalidade. As cutscenes são extremamente fofas, bem animadas e ajudam a dar leveza à aventura. Mesmo sem uma narrativa profunda, o carisma dos personagens sustenta o interesse.
A trilha sonora acompanha bem o ritmo acelerado, mantendo a energia constante durante a exploração e as batalhas.
O que poderia ter ido além

Apesar da base sólida, Cosmic Canine deixa a sensação de oportunidade perdida em alguns aspectos. O mais evidente é a ausência de modo cooperativo. Considerando a existência de dois personagens com habilidades complementares, seria perfeitamente viável imaginar um co-op local compartilhando a mesma tela, com câmera dinâmica (um bom exemplo seria New Super Mario Bros U) nos moldes de jogos modernos de plataforma. Isso teria elevado bastante o fator replay e o apelo social do título.
Outro ponto é a repetição gradual dos elementos. Conforme você avança, percebe que o jogo trabalha variações sobre as mesmas ideias centrais, sem grandes surpresas estruturais. E embora tudo funcione muito bem, ele não chega a fazer algo realmente inovador dentro do gênero.
Plataforma competente, mas conservador
Grapple Dogs: Cosmic Canine é um excelente exemplo de plataforma 2D bem executado: movimentação precisa, design vertical inteligente e chefes memoráveis. No entanto, a falta de ambição maior — especialmente na ausência de cooperação e inovações mais ousadas — impede que ele se destaque de forma definitiva no gênero. Ainda assim, é uma experiência divertida e consistente do começo ao fim.
Chave de review gentilmente cedida pela Super Rare Games


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