Bem-vindos a mais um jogo que tem como principal fator a nostalgia. Spy Drops é uma homenagem ao clássico Metal Gear Solid (de Playstation 1) em diversos aspectos, porém introduz elementos modernos como vimos em Peace Walker.
Spy Drops é uma viagem na estrada da memória
É impossível jogar Spy Drops e não voltar no tempo. Apesar de não ter uma história emocionalmente complexa e cheia de reviravoltas como o clássico de Hideo Kojima, Spy Drops consegue trazer uma narrativa com uma ameaça em escala global, prestes a levar a humanidade para a idade da pedra graças à organização terrorista altamente tecnológica chamada Dice.
Como membro da equipe Spy Drops, na pele da agente Ripley, o jogador recebe ordens via Codec… digo, via frequência de rádio, onde o jogador inicia em uma fase tutorial e depois se vê escolhendo missões que são criadas aleatoriamente, com objetivos e dificuldade diversificadas (porém limitadas), para pegar Intel e chegar à próxima missão principal.

Esse fator é o primeiro empecilho, já que as missões se tornam repetitivas muito rápido, especialmente por causa dos cenários. Quando acessei a segunda missão me deu um pingo de esperança em termos de variedade, porque iniciou em uma base com submarinos, no entanto, após sair da base, o restante do layout do cenário era idêntico à primeira fase, porém com alguns objetos, áreas e texturas em lugares diferentes.
E esse padrão aleatoriamente repetido (olha que paradoxo!) ocorre com frequência nas três localizações distintas que o jogo oferece. Como a aleatoriedade utiliza sempre os mesmos espaços e áreas, tudo acaba parecendo muito igual.

Jogabilidade concisa, porém falta polimento
Spy Drops apresenta uma boa jogabilidade. Tem toda a simplicidade do primeiro MGS, porém com comandos que respondem mais rápido. Agarrar um inimigo despercebido é muito mais responsivo. A única questão é que a falta de peso e a distância que você pode realizar essas ações deixa o jogo extremamente fácil, especialmente porque a IA dos inimigos é muito básica.
A câmera (com panorâmica aérea) é amenizada com o botão de visão em primeira pessoa, que é muito mais simples e responsivo do que o jogo do qual presta homenagem também.

O mais divertido é a quantidade de itens e seus efeitos nos inimigos e no cenário. São inúmeros, e existe um sistema de mercado antes de partir para cada missão do qual o jogador pode ficar comprando itens conforme desenvolve novas tecnologias (sim, Peace Walker!), e todos possuem uma forma muito fácil de se utilizar. É só colocar em um dos quatro espaços de itens rápidos e usá-los. O arsenal é similar ao clássico da Konami (C4, binóculos, etc.) mas também introduz novos itens como drones e o Spy Device, um item que você pode acoplar nos inimigos para ouvir conversas de rádio e enxergar ao redor.
Para evoluir e criar novos itens, é necessário pegar informações com o Dream Catcher, uma tecnologia capaz de roubar dados do cérebro de inimigos desacordados em uma pequena área para ganhar pontos de pesquisa.
Há também, além da compra e desenvolvimento de novos itens, um interessante sistema de nível. Conforme Ripley ganha experiência, o jogador pode aumentar o tamanho de sua vida, sua resistência, a sorte (que impacta na quantidade de itens adquiridos) e combate, para infligir mais dano.
Spy Drops também possui armas, mas o foco continua sendo a espionagem clássica. É muito fácil morrer no início com somente três tiros. Na parte do stealth, é possível realizar diversas acrobacias muito legais de executar para atordoar os inimigos. São ridículas, mas são visualmente legais de ver os movimentos desengonçados de Ripley e seus chutes acrobáticos.

Apesar das ótimas ideias, tudo foi executado de forma mediana. Até mesmo os menus não é possível usar o D-Pad para navegar, somente o analógico, mostrando que falta alguma atenção até nos detalhes mais simples do jogo.
Até onde a nostalgia aguentar
Spy Drops é um bom jogo de espionagem para matar a saudade do clássico gênero, além de ser um dos poucos games de stealth a ter como tema a espionagem no maior estilo Metal Gear, Splinter Cell e Hitman. Mas, infelizmente, suas áreas e missões repetitivas, a pobre inteligência artificial e a frustração de não visualizar armadilhas devido a câmera em certos momentos fazem de Spy Drops um jogo que enjoa muito rápido.
No entanto se você, assim como eu, busca uma forma de reviver a era de ouro dos jogos de furtividade com o tema de espionagem, Spy Drops pode garantir algumas horas de diversão.
Spy Drops
Editora: Rainy Frog
Desenvolvedora: Rainy Night Creations
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: 31/Jul/2025
Plataformas:



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