Com a vinda da versão remasterizada de System Shock 2 para o Switch, era questão de tempo até o remake do primeiro jogo dar as caras para a plataforma da Nintendo (que felizmente, chegou tanto para o Switch 1 quanto para o 2).
Por isso, apertem os cintos antes de chegar na Cidadela e já prepare suas habilidades para encarar os horrores que a inteligência Artificial Shodan montou neste FPS de terror.
System Shock é mais que um FPS de RPG: é um verdadeiro Survival Horror
Na pele do “Hacker”, o jogador se vê acordando em uma mesa de cirurgia logo após hackear um dos grandes conglomerados da Terra. Trocando suas habilidades desligando as travas de segurança de uma inteligência artificial chamada Shodan em uma estação espacial pela sua liberdade, o protagonista não sabia do grande erro que estava cometendo.
Agora, a estação espacial se tornou um verdadeiro inferno, com Shodan controlando todos os sistemas de segurança e transformando toda a tripulação em ciborgues. Mas o que Shodan esconde é ainda mais sinistro, e cabe ao jogador descobrir e destruir essa grande ameaça.

System Shock é muito mais que um remake, ele transforma o próprio jogo em uma atmosfera muito mais opressora que seu original, além de simplificar e melhorar muito os controles.
Os efeitos de luz, os detalhes nos corpos e nos cenários ajudam a construir um clima único de terror de ficção científica. É como se a Skynet de O Exterminador do Futuro tivesse encontrado o laboratório da Umbrella de Resident Evil.
Itens escassos mas com exploração recompensadora
Assim como o remaster de System Shock 2: 25th Anniversary, System Shock remake não é um jogo de tiro em primeira pessoa como Doom ou um FPS de RPG como Deus Ex, mas sim uma mistura de ambos com foco em survival horror.
Aqui, o jogador deverá estar sempre atento ao cenário para buscar por recursos, derrotar inimigos com armas corpo a corpo para economizar munição e usar o cenário e suas armadilhas ao ser favor.
Com recursos limitados, é necessário usar os itens de forma estratégica, já que o jogo é uma espécie de Metroidvania: o jogador deverá avançar e retornar pelos diversos setores da Cidadela espacial, enquanto encontra novas chaves e precisa cumprir novos objetivos que requerem voltar para os setores anteriores.

Durante o percurso para derrotar Shodan, você vai encontrando diversas gravações, e-mail e outros registros que a população deixou para trás, assim localizando o jogador nos acontecimentos da história (que é de dar calafrios!).
Um dos elementos mais divertidos do jogo, inclusive, é a própria exploração. O combate, apesar de excelente, é um complemento para a sobrevivência. É perigoso se arriscar por áreas secretas, salas com contaminação radioativa e alas não necessárias, mas na grande maioria das vezes essa exploração é recompensada com itens que fazem toda a diferença.
E para sobrevier, é sempre bom ficar atento às câmeras de segurança espalhadas pela Cidadela. Tente encontrar todas em cada setor da estação para reduzir a porcentagem de vigilância da Shodan.
Há também quebra-cabeças (alguns um tanto obtusos) que ajudam a destravar novas áreas ou revelar novos itens. E, caso a situação tenha ficado muito feia, é só correr para as máquinas de vendas para trocar as moedas (que, além de espalhadas pela estação, também podem ser adquiridas reciclando itens inúteis do jogo) para dar aquela força necessária para sobreviver.

Nem tudo são flores na busca por sobrevivência
Apesar da incrível ambientação, System Shock tem um revés: grande parte do mapa é muito parecido um com o outro. O cenário, apesar de detalhado, é similar em grande parte, o que faz a exploração ser um tanto ardilosa em determinados momentos. É possível já sentir isso no início, quando é necessário encontrar uma forma de entrar na sala de segurança, que é uma parede que se parece como qualquer outra da Cidadela.
Isso também ocasiona em dificuldade em localizar itens, especialmente os pequenos, como os pen drives ou granadas, que se camuflam demais com o cenário, que além de tudo é escuro (para dar aquela atmosfera ainda mais forte de horror). System Shock 2 Remaster, por exemplo, também possui texturas similares, mas por ser um jogo de gráfico datado e menos detalhado, é fácil localizar itens e encontrar áreas de interesse.
Existe uma forma de detectar inimigos e itens no cenário, mas quando a tarefa simples de localizar uma caixa de munição em cima de uma prateleira se torna dificultosa, acaba deixando o passo da exploração mais lento do que devia. Além disso, se torna ainda mais maçante no modo portátil, que possui queda de quadros frequentes (o que não ocorre quando jogado no Dock).

Outro problema reside na falta de atenção em relação ao tamanho da fonte no Switch. Ao abrir o menu com os itens, é quase impossível ler as letras miúdas da descrição de cada item, e isso piora ainda mais quando jogado no modo portátil.
Apesar de tudo, explorar continua sendo recompensador, especialmente quando encontrado itens que ajudam nas batalhas, mesmo que seja um pouco entediante de localizá-los. A ação é outro chamariz, que é desafiador e divertido ao mesmo tempo.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
System Shock
Editora: ATARI
Desenvolvedora: Nightdive Studios
Tipo de Mídia: Cartucho, Digital
Tamanho do Arquivo: 18/Dez/2025
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop



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