Quem nunca pensou em fazer uma loucura pelo primeiro amor? Em The Day I Became a Bird, um garoto busca virar um pássaro para chamar a atenção da primeira garota por quem se interessou. Acompanhe conosco tudo sobre essa charmosa história de amor juvenil.
Sobre The Day I Became a Bird

The Day I Became a Bird originalmente é um livro ilustrado infantil escrito por Ingrid Chabbert e ilustrado por Raúl Neto Guridi. O livro foi lançado em 2016 na França, e sua versão em português, literalmente chamada de O dia em que virei um pássaro, traduzida por Livia Deorsola, foi lançada pela editora Companhia das Letras em 2024.
Sem muito alarde, o jogo foi lançado no mês passado pela Numskull Games, desenvolvido pela Hyper Luminal Games, e está disponível para PC e alguns consoles.
História

The Day I Became a Bird, que, apesar de não ter versão em português, está com o título traduzido na loja para O Dia em que Virei um Pássaro, conta a história de Frank, um garoto que no dia de volta às aulas se apaixona por Sylvia, uma nova aluna cuja única atenção é focada em pássaros. Tudo para ela é sobre essas criaturinhas voadoras, e Frank decide que a única maneira de chamar a atenção dela de verdade é… se tornando um pássaro, então, ele decide construir uma fantasia de pássaro para que ela olhe para ele.
Eu não quero fazer spoilers, e a história é bem curtinha, então, vou deixar assim, para que vocês conheçam por experiência própria, caso não tenham lido o livro ainda. É um livro curto, cerca de 70 páginas, cheias de ilustrações, o que faz com que seja um jogo bem curto, menos de duas horas para terminar tudo (até menos, se você fizer os puzzles rapidamente). Há diversos momentos que aquecem seu coração, é uma história gostosinha para se passar uma horinha ou duas.
Um conselho, se você não gosta de spoilers: não veja o trailer do jogo. Ele conta a história toda, e tira de quem joga a possibilidade de qualquer surpresa.
Jogabilidade

The Day I Became a Bird é uma aventura narrativa na qual o foco é realmente na narrativa, com poucas coisas a se fazer como jogador. Você fará a história avançar através de ações como Frank, que vão contribuir pra montagem da sua fantasia e para entender um pouco melhor Sylvia.
Entre os quadros de história, há alguns quebra-cabeças que precisam ser colocados no lugar, além de alguns minigames que você precisa jogar para coletar penas, que são os colecionáveis do jogo. Cada cena tem uma quantidade de penas, que fica explícita o tempo todo. Enquanto algumas estão abertamente no cenário, outras você precisa fazer algumas ações, como pular amarelinha ou mexer num gira-gira, para conseguir fazê-las aparecer. Entre as cenas, há alguns minigames, como o de andar de bicicleta passando por aros dourados e coletando penas.
E é isso. Não há muito o que inventar quando seu objetivo é contar uma história fechada e curtinha. Os comandos do jogo são intuitivos, e as ações disponíveis são ações típicas que você faria se fosse uma criança naqueles cenários específicos. Há muita coisa explorável e muitos diálogos disponíveis, e mesmo as cenas que te exigem ir buscar coisas são enriquecidas pelas outras crianças existirem.
Parte Técnica

Jogos pequenos precisam acertar seu nicho para darem certo, e se o jogo é só sobre uma história sendo contada, essa contação precisa ser bem feita. As ilustrações são feitas à mão, e o jogo exala charme. A transposição das cenas do livro para o console é muito boa, você se sente mesmo lendo um livro infantil antes de dormir ao “virar as páginas”, avançando de uma cena a outra.
A música do jogo é leve, suave, e embala o ritmo da história; apesar de não ser nada espetacular ou realmente memorável, ela faz sentido com o ambiente tranquilo que se pretende criar para jogar.
Como todo jogo leve deveria ser, não há travamentos ou dificuldades de transição aqui. O jogo flui bonito e parece realmente leve; muito boa a otimização feita para que ele rodasse tranquilamente no Switch, seja no modo portátil, seja na TV.
É triste que, com tantos idiomas disponíveis, o português não seja um deles, especialmente com o título traduzido na loja, como já disse. Ninguém vai me convencer de que há mais demanda de holandês e polonês que de português, e especialmente levando em conta que o livro já foi traduzido, era só pegar a maioria das frases do livro e levar para lá. Pode ser que tenha havido algum problema de licenciamento, mas eu não achei nada sobre isso, então, é apenas especulação.
De qualquer maneira, é triste que não possamos usar esse jogo para contar uma história com nossas crianças por aqui também, elas são o público-alvo desse jogo. O jogo é mais barato que o livro, porém, então, se você não tiver problemas de traduzir pra sua criança enquanto jogam, pode ser uma boa experiência entre vocês.
Conclusão
The Day I Became a Bird é uma curta aventura narrativa charmosa que atinge seu objetivo de trazer à vida um livro infantil. Infelizmente, o trailer não deixa nenhum segredo para se descobrir na hora, e a ausência do nosso idioma é uma grave lacuna, mas no geral, te permite passar um breve tempo com o coração quentinho.
Análise feita com cópia gentilmente cedida pela Numskull Games
The Day I Became a Bird
Editora: Numskull Games
Desenvolvedora: Hyper Luminal Games
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: 16/Abr/2026
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop



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