The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered traz de volta Cyrodiil em uma versão completamente repaginada do clássico RPG da Bethesda, colocando você no centro de uma aventura cheia de exploração, masmorras, cidades, personagens e ameaças vindas de Oblivion. No Switch 2, a experiência consegue manter boa parte da grandiosidade visual e da atmosfera medieval do original, com desempenho surpreendentemente consistente e controles que aproveitam bem os recursos do console, embora algumas escolhas técnicas deixem claro que essa versão precisou fazer concessões.
Uma viagem de volta a Cyrodiil

A história continua sendo uma das partes mais fortes de Oblivion, principalmente porque ela trabalha muito bem junto com a ambientação. Entre cidades, florestas, ruínas e os próprios portões de Oblivion, existe uma sensação constante de estar atravessando um mundo de fantasia medieval de verdade, e isso ajuda bastante a manter o interesse mesmo quando você está simplesmente andando sem um objetivo específico. A quantidade de histórias, personagens e situações espalhadas pelo mapa faz com que a exploração tenha um propósito muito maior do que apenas chegar ao próximo ponto da missão.
Visualmente, o remaster consegue impressionar em vários momentos. Os cenários são bonitos, os personagens receberam modelos completamente renovados e a iluminação ajuda bastante a criar aquela sensação de mundo antigo e fantástico. O problema é que a resolução no Switch 2 é agressiva em determinadas situações, deixando personagens com uma aparência quase de massinha dependendo do ambiente ao redor. É uma diferença curiosa: em um momento você está olhando para uma paisagem realmente bonita e, no seguinte, percebe claramente o quanto a imagem foi sacrificada para fazer tudo funcionar no console.
Um RPG que não complica o que já funciona

Uma das coisas que mais gostei aqui é justamente o sistema de evolução do personagem. Depois de Skyrim, que começou a deixar a progressão mais cheia de possibilidades e detalhes, Oblivion Remastered parece muito mais direto: você distribui pontos e desenvolve seu personagem sem precisar ficar pensando demais em dezenas de sistemas diferentes. Você ainda escolhe uma classe e pode definir um Birth Sign, que oferece vantagens específicas em determinados atributos, mas tudo continua fácil de entender e usar.
A câmera também é muito bem resolvida e dá liberdade para jogar da maneira que você preferir. A primeira pessoa funciona muito bem para combate e exploração, enquanto a terceira pessoa pode ficar próxima ou mais afastada, permitindo enxergar o personagem inteiro enquanto você atravessa Cyrodiil. Além disso, a versão de Switch 2 conta com controles por movimento, incluindo mira por giroscópio, e isso é ainda mais interessante para mim do que o suporte a mouse.
Um port que aproveita o Switch 2, mas não sem concessões

O desempenho é outro ponto que merece destaque. Apesar de o jogo ser limitado a 30 FPS tanto no modo portátil quanto no modo TV, ele consegue manter essa taxa de quadros muito bem na maior parte do tempo, com quedas abaixo disso sendo relativamente raras. Considerando o tamanho e a complexidade do mundo de Oblivion Remastered, é uma adaptação que entrega uma experiência bastante estável. Oficialmente, a Bethesda lista 900p no modo portátil e 1080p no modo TV, além de antisserrilhamento por DLSS.
Por outro lado, algumas decisões são difíceis de entender. Existe um modo mouse, mas você não consegue simplesmente conectar um mouse Bluetooth ou USB junto com um teclado para transformar o Switch 2 em uma experiência mais próxima do PC. E os tempos de carregamento são realmente dolorosos, quebrando um pouco a imersão toda vez que você precisa esperar para entrar ou sair de determinadas áreas. É especialmente estranho em um console de nova geração, porque o restante do port passa uma sensação de adaptação muito bem pensada.
Entre Cyrodiil e as limitações do Switch 2
Oblivion Remastered continua sendo uma excelente aventura de RPG e o Switch 2 consegue entregar boa parte dessa experiência com gráficos impressionantes, desempenho consistente, giroscópio e uma progressão simples de entender. Ao mesmo tempo, a resolução abaixo do ideal e os carregamentos longos impedem que essa seja uma adaptação tecnicamente perfeita. Ainda assim, ter Cyrodiil inteiro na palma da mão, com uma experiência tão próxima da versão moderna do jogo, é algo que funciona muito bem.
Cópia de Switch 2 cedida pela Bethesda


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