Imagine pegar a ideia de Wolfenstein 3D, misturar com Heretic/Hexen e adicionar diversos elementos de RPG nele. Pois é, Wizordum traz uma engine similar (mas muito mais aprimorada) de Wolfenstein e traz um incrível FPS com elementos de RPG e ação rápida no estilo que estávamos habituados com os clássicos jogos de tiro em primeira pessoa.
Mas como essa mistura se converte em um único jogo? Prepare sua melhor magia de leitura e venha descobrir no restante da análise!
O mundo mágico e atmosférico de Wizordum
Não é só o gráfico retrô incrível e cuidadosamente animado que traz vida ao universo de Wizordum. O jogo possui uma rica mitologia, que conta com pergaminhos que narram acontecimentos de cada fase do jogo e desbloqueiam a história da episódio, que é continua e segue uma linha narrativa coesa (pense numa espécie de “files” dos clássicos Resident Evil).
Além disso, após cada fase o herói (clérigo) ou a heroína (sacerdotisa) acessa uma loja onde pode descansar e melhorar as armas, magias e adquirir novas habilidades de exploração.

As fases do jogo contam com uma sequência incrível. Por exemplo, no primeiro episódio você chega à cidade de Grimbrook, explora suas ruas, chega até os esgotos onde parte da cidade se refugiou, e sai no cemitério que é conectado ao esgoto da cidade.
Os cenários também contam com muita diversificação. É possível acessar as casas da cidade, encontrar tumbas secretas, acessar porões e sótãos escondidos. Nas fases posteriores, como nas montanhas, é possível encontrar cavernas escondidas e acampamentos. Além de trazer uma diversificação ao cenário, todas as fases foram construídas de forma inteligente, com um senso de progressão real, ao invés de labirintos confusos como eram alguns FPSs de antigamente.
Até a forma como os protagonistas vêem o mapa traz uma atmosfera de RPG para este rápido FPS de magia. No mapa, também é possível ver a porcentagem de segredos, inimigos e tesouros encontrados, trazendo aquela sensação complecionista, estilo Castlevania, em fazer 100% de cada fase.

Arsenal incrível e equilíbrio para todos os gostos
Mas vamos ao que interessa, a jogabilidade. Wizordum não é somente um jogo retrô nos estilos clássicos de Wolfenstein e Doom, mas sim uma engine melhorada, fluída e de certa forma moderna para as novas plataformas, da mesma forma como Ion Fury incrementou e melhorou o que era a antiga engine de Duke Nukem 3D.
O jogador terá em seu arsenal uma série de armas mágicas que não fazem só dano, mas também causam efeitos nos inimigos. Há um botão exclusivo para a arma primária (que muda para cada um dos protagonistas), que pode ser combinada com a arma principal. Por exemplo, você pode usar a varinha de gelo, congelar inimigos, e quebrá-los com a arma primária.
Já os anéis de fogo podem causar danos recorrentes de queimadura nos inimigos, ótimos para enfrentar criaturas lentas como Zumbis que possuem uma certa quantidade de vida. Além do arsenal de armas, há diversos itens mágicos que fazem toda a diferença em situações apertadas. Há diversos pergaminhos mágicos, como sopro de gelo ou o “piscar”, que atravessa inimigos, e os heróis de Wizordum também contam com capas de invisibilidade, escudos repelentes de fogo entre outros itens mágicos. E tudo isso pode ser selecionado na roda de seleção de armas e itens, que pausa os movimentos na tela de forma rápida, dando tempo do jogador escolher a melhor estratégia para sobreviver o Caos (literalmente) das situações.

Como se não fosse o suficiente, ainda há orbes que servem como uma espécie de granada e quatro habilidades especiais que são encontradas ao longo da jornada, sem contar, claro, as clássicas armaduras e frascos de vida.
O mais incrível é que mesmo com todo esse arsenal, o jogo é extremamente equilibrado e desafiador na medida certa. Wizordum conta com quatro dificuldades, eu joguei na terceira e achei muito balanceado. Jogadores não acostumados com FPS podem reduzir a dificuldade para se divertirem sem um estresse desafiador e quem busca um desafio pode testar suas habilidades no nível mais difícil. É notável que a equipe se importou com o balanço do jogo, ao invés de simplesmente socar diversos elementos na jogabilidade sem testar.
Outro fator interessante é que os atributos de cada um dos heróis também mudam. A sacerdotisa possui uma velocidade de movimento e alcance da arma primária maior, quanto que o Clérigo é mais forte e consegue levar mais dano.

No final de cada fase, como mencionado anteriormente, o jogador é arrastado para uma fase bônus para conseguir mais dinheiro, se encontrar os segredos (somente em fases específicas) e para a taverna, onde é possível comprar novas habilidades e melhorar as armas.
Divertido e extremamente viciante
Wizordum é mais que um FPS retrô: é um jogo lindo, charmoso, bem balanceado e que realmente faz o jogador sentir que está dentro de um título com elementos de RPG. A ação envolve estratégia e habilidade na medida certa. E tudo somado a uma incrível trilha sonora e um senso de progressão incrível.

Quer mais? O jogo também conta com mapas realizados pela comunidade, alguns com episódios inteiros, do qual é possível baixar no Switch para jogar e estender esse já incrível e completo jogo.
Análise realizada com uma chave gentilmente cedida pela editora.
Wizordum
Editora: Apogee Entertainment
Desenvolvedora: Emberheart Games
Tipo de Mídia: Digital
Lançamento: 23/Set/2025
Plataformas:



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