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BGS 2019 – Nintendo traz novidades aos brasileiros, mas jogos em português e lançamento do console no país continuam incertos

Algum tempo após sua saída de uma das maiores feiras de jogos em todo o mundo, a Nintendo retornou à Brasil Games Show em sua edição para o ano de 2019 com o respeitoso tamanho de 1000 m², digno de uma dentre as três grandes companhias que atuam no mercado de jogos.

O espaço estava aconchegante na feita, e a equipe que trabalhava nas 64 estações do Nintendo Switch — que não era exibido e ficava escondido dentro de uma caixa preta lacrada porque o console não está homologado no país — foi muito atenciosa e simpática com quem comparecia ao espaço, dando dicas e comentando sobre os jogos expostos.

Jogos

Quanto aos jogos em si, a edição desse ano contou apenas com títulos first-party:

  • Destaque: Luigi’s Mansion 3
  • Super Mario Maker 2
  • Super Mario Party
  • Mario Kart 8 Deluxe
  • The Legend of Zelda: Link’s Awakening
  • Super Smash Bros. Ultimate

Posters eram distribuídos desses títulos acima tanto para quem jogava quando para quem pedia apenas por curtir o material. As filas eram grandes, principalmente em Luigi’s Mansion 3 que é a grande novidade do mês e único título não lançado ainda para o sistema —Além de sua demo ter aproximadamente 15 minutos.

Sentimos falta de Pokémon Sword Pokémon Shield no stand da companhia, uma vez que os jogos com certeza são o maior destaque do Nintendo Switch para o fim do ano. Os jogos não vieram, mas havia um espaço temático dos jogos em que era possível escolher até quatro temas para se fotografar em um fundo verde. A foto era impressa na hora e uma cópia era enviada via SMS ou e-mail de acordo com escolha feita pelo visitante.

Nintendo x Brasil

 

A companhia não só enviou seus sistemas e jogos, como também disponibilizou alguns representantes que trabalham com a companhia sobre as relações com a América Latina. Nós não realizamos uma entrevista formal com a omina Whitlock, gerente de marketing da Nintendo para a América Latina, mas conversamos um pouco sobre alguns pontos tanto com ela, quanto com alguns representantes da Golin, que atualmente é a responsável pelas comunicações entre América Latina x Nintendo.

Alguns pontos de destaque sobre essas conversas:

  • Sobre a decisão de retornar à Brasil Game Show 2019:
    • A companhia afirma que essa decisão se deu pelo fato do bom suporte que os fãs apresentam relacionados ao seu conteúdo, ainda que o console não esteja presente oficialmente no país. Seja por canais nas redes sociais (o Facebook possui uma página que publica em português brasileiro), ou através da própria imprensa, a Nintendo decidiu então trazer seus jogos para demonstrar ao público do nosso país.
  • Sobre localização de seus jogos em português do Brasil:
    • Infelizmente um ponto negativo, não há planos de deixar seus jogos localizados tanto por legendas quanto dublagem em seus títulos first-party nesse momento (pelo menos nesse ano fiscal que vai até março de 2020). A companhia endossa que por hora, o mercado mobile é sua única investida nesse sentido.
  • Sobre deixar jogos mais acessíveis aos brasileiros:
    • Uma expansão ou lançamento por completo da Nintendo eShop no país não foi mencionada, mas a companhia resolveu expandir o mercado de seus cartões pré-pagos para a rede de lojas do Magazine Luiza, além de estender para todas as filiais das Lojas Americanas a disponibilização dos códigos de seus títulos principais —Anteriormente, apenas 300 lojas da rede estavam comercializando os produtos.


Foi um primeiro passo de retorno ao nosso mercado, simbólico porém aconteceu. O que será que podemos esperar da companhia para os próximos anos?

Deixe seu comentário, aproveite para comentar um pouco de sua experiência no stand da companhia.

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