Em entrevista publicada pela IGN, durante um encontro no Nintendo Museum, em Kyoto, Shigeru Miyamoto e Chris Meledandri abriram um pouco mais dos bastidores de Super Mario Galaxy O Filme. Um dos trechos mais chamativos veio justamente do executivo da Illumination, que afirmou que, no processo criativo do longa, Miyamoto acaba sendo o “público mais importante”, já que a equipe naturalmente pensa em como o criador de Mario vai reagir a cada ideia.
Entre os comentários de Miyamoto, um dos destaques foi a explicação para a escolha de levar a sequência diretamente para a temática de Galaxy. Segundo ele, durante a produção do primeiro filme ainda havia dúvida sobre o quanto da história se passaria em Brooklyn ou no Reino dos Cogumelos. A partir do momento em que a equipe definiu que a maior parte da aventura ficaria próxima do Reino dos Cogumelos – inclusive com Donkey Kong Country por perto – a expansão para uma galáxia acima desse mundo passou a fazer sentido dentro da lógica do universo do filme.
“Eu não diria que foi um pedido. Foi mais uma missão. Estou em uma missão para tentar incluir Pikmin em qualquer tipo de produto da Nintendo que fizermos.”
Outro ponto que deve chamar a atenção dos fãs foi justamente a fala de Miyamoto sobre Pikmin. Ao comentar a presença da série no filme, ele disse que não tratou isso como um simples desejo pontual, mas quase como uma missão pessoal. Para ele, a ambientação cósmica de Galaxy ajudava naturalmente a encaixar os personagens dentro daquele mundo, algo que reforça o cuidado em fazer conexões entre diferentes propriedades da Nintendo sem que isso pareça forçado.
Miyamoto também falou sobre como enxerga a transformação de Mario ao longo das décadas. Na visão do criador, o personagem continua evoluindo, e o cinema representa uma nova etapa desse processo. Ele afirmou que, quando Mario passa para um longa-metragem, ele “se torna uma pessoa”, ganhando emoções mais ricas e espaço para crescer como personagem. A ideia combina com outra observação curiosa do produtor, que descreveu o elenco do universo de Mario quase como uma trupe de atores, capaz de reinterpretar papéis e explorar novas camadas em figuras como Bowser.
Na parte mais ampla da conversa, Miyamoto ainda destacou que ficou impressionado ao perceber quantos personagens talentosos existem dentro do universo Nintendo e do elenco de Mario. Para ele, mesmo uma participação breve já pode gerar alegria e abrir uma nova oportunidade para esses nomes dividirem os holofotes. O exemplo citado foi R.O.B., cuja presença foi apontada por Miyamoto como algo especialmente empolgante.
Por fim, o criador voltou a um ponto que atravessa toda a entrevista: os filmes são vistos como mais um meio para Mario existir e alcançar público. Na avaliação dele, essa expansão cria novas oportunidades para apresentar a Nintendo e seus personagens a pessoas que talvez estejam tendo o primeiro contato com esse universo justamente nas telonas. E, para uma empresa que construiu décadas de história com seus jogos e mascotes, isso ajuda a explicar por que essas adaptações vêm sendo tratadas como uma celebração cada vez maior de toda a marca.
E para você: qual dessas falas de Miyamoto mais aumenta sua curiosidade para ver como a Nintendo vai expandir o universo de Mario no cinema?


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