Em entrevista em formato de perguntas e respostas publicada pela Famitsu, Masaaki Hoshino, produtor de Pokémon Champions (também produtor de Pokkén Tournament e Pokémon UNITE), detalhou a proposta do novo jogo focado em batalhas. O título será gratuito, com lançamento no Nintendo Switch em 8 de abril de 2026 e versão para smartphones prevista para chegar ainda em 2026.
A ideia central: manter o “formato clássico” vivo
Hoshino afirma que o maior objetivo do projeto é garantir que o estilo tradicional de batalha entre treinadores continue existindo por muito tempo, independentemente de como outros jogos principais da série evoluam.
“Nosso objetivo é preservar as batalhas Pokémon para sempre. Queremos que pessoas do mundo todo aproveitem batalhas entre jogadores.”
Ele explica que separar a batalha em um jogo próprio traz uma vantagem prática: mesmo que títulos futuros tenham sistemas diferentes, Pokémon Champions funcionaria como um “lugar” onde o formato de batalha tradicional permanece disponível. O produtor também comenta que o projeto não se limita a uma única inspiração: embora cite que gostava de Pokémon Stadium, a intenção é tratar o jogo como uma espécie de “compilação” do que a franquia construiu ao longo do tempo em torno de batalhas.
Menos barreiras para entrar: treino e informação mais clara
Um dos pontos mais repetidos na entrevista é reduzir o que afasta parte do público do competitivo. Hoshino diz que a base das batalhas não mudou desde os primeiros jogos, mas que o excesso de coisas para decorar e o tempo necessário para “deixar um Pokémon pronto” viraram obstáculos. Por isso, Pokémon Champions tenta facilitar a entrada sem quebrar a essência do sistema.
Dentro dessa lógica, ele menciona que o jogo busca diminuir o “custo” de preparo para que o tempo do jogador seja investido em testar ideias e aprender na prática. A entrevista também cita um esforço para deixar explicações mais objetivas, com números e informações mais diretas, em vez de descrições vagas.
Hoshino confirma ainda uma decisão importante para simplificar o caminho até a batalha: a “força nata” (o que normalmente diferencia um Pokémon “bem nascido” de outro) será padronizada no jogo, para reduzir a dificuldade para iniciantes e para quem joga no celular.
“Para atingir mais pessoas, a ‘força nata’ será padronizada. Queremos que o tempo que antes ia para isso seja usado em tentativa e erro nas batalhas.”
Scout, HOME e GO: jogar mesmo sem coleção pronta
Sobre o acesso a Pokémon, o produtor destaca a integração com Pokémon HOME e a ideia de que até quem joga Pokémon GO pode participar. Ele afirma que, ao levar Pokémon via HOME, os atributos, golpes e habilidades vão “do jeito que estão” e, ao devolver para o HOME, eles retornam do mesmo jeito que estavam quando foram enviados. A entrevista acrescenta que não há “tempo de espera” ao enviar e trazer de volta, mas existe um limite de quantos Pokémon podem ser enviados de uma vez.
Para quem não tem Pokémon guardados no HOME, a entrevista reforça o papel do sistema de scout. A lógica explicada é tornar a escolha mais simples: em vez de selecionar entre uma lista enorme, o jogo apresenta um conjunto menor de opções e incentiva que o jogador experimente. Hoshino diz que, uma vez por dia, será possível receber uma indicação sem gastar pontos do jogo, e que os Pokémon oferecidos já vêm com ajustes de pontos de atributos pensados para facilitar o uso imediato, especialmente para iniciantes.
Ele também diferencia o scout de teste do scout regular: o scout de teste dura uma semana e, enquanto o Pokémon estiver nesse formato, não será possível treiná-lo.
Competitivo, eventos e “não será pay to win”
Hoshino comenta que Pokémon Champions foi planejado para ser operado no longo prazo e que ajustes de equilíbrio serão feitos acompanhando como os jogadores usam o sistema. Ele também diz que o jogo seguirá evoluindo com novidades de batalha e que pretende se posicionar como o título do “departamento de jogos” em torneios grandes no futuro, com a ideia de acelerar o nível do competitivo ao facilitar testes e ajustes de equipes.
Sobre monetização, a entrevista confirma que haverá battle pass e membership, mas reforça que a proposta não é vender vantagem em batalha.
“Teremos uma visão de monetização, mas não faremos pay to win.”
O produtor também afirma que músicas clássicas de batalhas poderão ser ouvidas, que o progresso entre Switch e smartphone será sincronizado, e que haverá função de assistir partidas em modos como batalhas privadas. Por outro lado, ele diz que não haverá um modo para “rever” batalhas já feitas.
Switch 2 e conteúdo: adições por regras e temporadas
Hoshino afirma que nem todos os Pokémon estarão disponíveis desde o começo: o plano é iniciar com um grupo e ir ampliando com o tempo, acompanhando regras (regulamentos) que delimitem o que pode ser usado em cada período. Ele menciona que essas decisões são feitas em conjunto com a equipe de desenvolvimento, citando a participação de Shigeki Morimoto (Game Freak) nesse processo, incluindo o momento de introduzir Megaevoluções e outros elementos especiais.
Sobre o Nintendo Switch 2, a entrevista diz que o jogo terá suporte a atualização gratuita no console, permitindo jogar com uma apresentação mais nítida e bonita dos gráficos.
Pokémon Champions
Editora: Nintendo, The Pokemon Company
Desenvolvedora: Game Freak, The Pokémon Works
Tamanho do Arquivo: 1.9 GB
Plataformas:
Opções de Compra:
Nintendo eShop





Discussões sobre isso post