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Análise

Analise – Captain Soda

por Igor Rangel
23 de julho de 2026 às 12:00
0
Início Análise

Produto Relacionado

SwitchSwitch 2
JogosDigital

Captain Soda

Editora
Leoful
Desenvolvedora
Ray Flower Games

Onde comprar

Nintendo eShop •R$ 79,99 ›
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Um shoot’em up refrescante, mate sua sede de sangue.

Desenvolvido pela Ray Flower Games e distribuído pela Leoful, Captain Soda é o resultado de um projeto bem-sucedido em financiamento coletivo lançado em março de 2025 com apenas um orçamento bem modesto e com o famoso time de desenvolvimento de uma pessoa. Tendo conseguido o dobro do necessário para financiar o jogo e fã da Nintendo, uma versão tanto física quanto digital de Captain Soda, um shoot’em up com temática de refrigerantes e dificuldade de arcade, foi disponibilizada. O jogo é dividido em fases de arena.

Uma aventura com muito gás

Captain Soda é uma aventura rápida e simples mas não tão fácil de masterizar, com um estilo de controle “clássico moderno” de dois analogicos em um ambiente 2D onde você se movimenta com um e mira com outro e usa os gatilhos para atirar para acabar com a escória invasão alienígena, munido com armas que usam refrigerantes produzidos dentro de si (melhor não saber como isso funciona). A ideia é vencer hordas de inimigos em algumas dezenas de fases divididas em 3 mundos.

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De início, parece bem simples mas esse tipo de jogabilidade em dois analogicos é uma mecanica que é dificil de se implementar nos consoles, porém Captain Soda faz isso de maneira até que bem competente; com cenários com bordas em loop, é desafiador e divertido na medida certa. A campanha parece pequena, se contar que são apenas 3 mundos e um total de 30 fases mais ou menos, mas contam com missões para ganhar tampas de garrafa para aumentar seu arsenal e variantes do capitão, que não só variam o seu armamento, como também as capacidades de recarga e quanto refrigerante ele pode produzir, gastar e recuperar. As missões têm uma grande variedade e podem ser terminar num tempo determinado, sem levar dano e ser eficiente com a munição.

Captain Soda não tem uma campanha difícil no modo padrão, mas conseguir terminar as missões mesmo no modo padrão é o verdadeiro desafio. Dominar os controles e entender o cenário é a chave para conseguir completar as missões secundárias e o maior desafio independente da dificuldade, já que cada nível podemos ter menos vida, munição, velocidade e dano dos inimigos, então ser eficiente e ágil é essencial. 

No geral o enredo é bem simples e apenas uma desculpa para sair atirando por aí o que não é nenhum problema. Toda sua ideia remete bem a jogos semelhantes dos primórdios da internet, onde você poderia perder tardes inteiras e mesmo assim nunca conseguiria terminar 100%, seja porque muitos não tinham fim ou porque o dia acabava, e o progresso era perdido ao sair do site, diferente daqui onde você pode ter 3 arquivos e ainda um modo sem fim.

Captain Soda me rendeu uma tarde para terminar a campanha principal sem muitas missões secundárias e itens fechados, mas só depois de abaixar um pouco a dificuldade, e o caminho para o 100% está bem longe. Visto que encontrei o anúncio do seu lançamento do nada nas redes sociais e não procurei muito sobre, foi uma boa distração com um pingo de nostalgia inesperada. 

Parte técnica

Captain Soda usa aquela fórmula clássica de jogos 2D no unity, onde todos elementos são 3D, mas com câmera travada em visão lateral, o que permite criar um visual mais detalhado e profundo nos modelos e cenários, embora não tenha tantos detalhes assim nos inimigos e no próprio capitão, é o tipo de engine perfeita para trabalhar fluidos e explosões gasosas, que talvez não tenham sido muito bem otimizadas para o Switch 1, já que alguns cenários com muito elementos quebráveis podem acabar quebrando o jogo também.

A trilha sonora também pega um pouco dessa nostalgia. Não tem nada muito espetacular nas faixas de fase, mas elas têm uma batida boa que não enjoa, mesmo ficando preso em uma fase por um tempo, e os efeitos sonoros das armas são bem divertidos: armas de bolha, bazucas de garrafas e até uma máquina de latinhas fazem sons muito engraçados. 

Apesar de um problema pontual de crash ao jogar no Switch 1, Captain Soda tem uma boa performance no geral. Não tem nada de surpreendente, mas ainda assim é bem competente no que se propõe e consegue terminar sua campanha antes de ficar saturado para o jogador, que ao final pode buscar extras como quiser.

Veredito
Captain Soda é um shooting up leve e divertido que remete a uma era mais simples dos jogos na internet, e ainda assim é desafiador. Poucos são aqueles que sabem criar um bom controle de dois analógicos como ele. Ótimo para gastar uma tarde jogando só para terminar, mas bem mais se você realmente quer dominar as pontuações mais altas.
Prós
rápido e frenético
Desafiador
boa variedade de armas com design e sons engraçados
muitos extras de campanha
Contras
a variedade de versões do capitão não são tão interessantes visto que elas são recompensas compradas por excelência de missões secundárias
7.5
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Tags: Captain SodaLeofulNINTENDOSWITCHRay Flower GamesReview

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